EDP Renováveis aumenta lucros em 7% para 445 milhões de euros até setembro

A empresa revela que as receitas da EDP Renováveis foram de 1654 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, menos 5% do que no mesmo período de 2022, devido à queda no preço médio de venda da energia.

© D.R.

A EDP Renováveis teve lucros de 445 milhões de euros entre janeiro e setembro, mais 7% do que no mesmo período de 2022, segundo informação da empresa publicada esta terça-feira pela Comissão do Marcado de Valores Mobiliários (CMVM).

A empresa, que tem sede em Madrid e está cotada na Bolsa de Lisboa, revelou que as receitas da EDP Renováveis foram de 1654 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, menos 5% do que no mesmo período de 2022, devido à queda de 7% no preço médio de venda da energia.

Este impacto foi parcialmente compensado pelo aumento de 3% na geração de energia renovável, disse a empresa, que acrescentou que apesar deste crescimento, a produção foi penalizada pelo impacto do fenómeno meteorológico conhecido como El Niño nas eólicas dos Estados Unidos da América.

Quanto aos custos da EDP Renováveis, aumentaram 5% nos primeiros três trimestres de 2023, comparando com os mesmos meses do ano passado, com a empresa a destacar impostos pagos na Europa e gastos associados a atrasos na entrada em operação de novas capacidades instaladas nos Estados Unidos e na Colômbia.

Neste período, a EDP Renováveis fez um investimento bruto de 3,4 mil milhões de euros e a dívida líquida alcançou os 6,1 milhões de euros.

A EDP Renováveis é uma empresa subsidiária e detida a 74,98% pelo Grupo EDP (Energias de Portugal), operando no domínio das energias renováveis.

Em 2022, a empresa apresentou lucros de 671 milhões de euros, um aumento de 2% em relação ao ano anterior.

Últimas de Economia

O número de passageiros desembarcados nos aeroportos dos Açores voltou a registar uma quebra em abril, com cerca de 178 mil desembarques, menos 12,3% do que no período homólogo, segundo dados divulgados hoje pelo Serviço Regional de Estatística (SREA).
Os custos de construção de habitação nova aumentaram 5,8% em março face ao mesmo mês de 2025, com a mão-de-obra a subir 8,2% e os materiais 3,7%, segundo uma estimativa hoje divulgada pelo INE.
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a sexta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia, Irlanda, Itália e Alemanha.
O peso das compras de supermercado no orçamento familiar dos portugueses aumentou em 486 euros, entre 2019 e 2025, com os consumidores a adotarem maior prudência nas compras, segundo um inquérito divulgado hoje pela Centromarca.
O número de empresas constituídas até abril recuou 4,6% face aos primeiros quatro meses do ano passado, enquanto as insolvências subiram quase 8% no mesmo período, divulgou hoje a Informa D&B.
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizados pela Deco Proteste, voltou a subir esta semana para 261,89 euros, mais 3,37 euros do que na semana passada, atingindo o valor mais elevado desde 2022.
Em cada conta da luz e do gás, há uma parte que já não aquece, não ilumina e não alimenta, serve apenas para engordar a carga fiscal. Portugal continua entre os países que mais taxam a energia na Europa.
Os consumidores contrataram em março 944 milhões de euros em crédito ao consumo, valor mais alto de sempre e mais 24,1% que há um ano, enquanto o número de contratos subiu 11,3% para 161.983, divulgou hoje o BdP.
A inflação homóloga da OCDE subiu para 4,0% em março, contra 3,4% em fevereiro, impulsionada por um aumento de 8,6 pontos percentuais da inflação da energia, foi hoje anunciado.
Comprar casa em Portugal exige hoje muito mais do que trabalhar: exige rendimentos que a maioria já não tem. Um novo estudo da CBRE mostra que o fosso entre salários e preço da habitação continua a aumentar e está a afastar milhares de famílias do mercado.