Costa recebe petição para instalar escultura a evocar Mário Soares nos jardins de São Bento

Dezenas de personalidades de diferentes áreas políticas assinam uma petição a solicitar ao primeiro-ministro, António Costa, a instalação em 2024 de uma escultura a evocar Mário Soares nos jardins do Palacete de São Bento, em Lisboa.

© Folha Nacional

Esta petição, à qual a agência Lusa, foi dinamizada pelo histórico socialista António Campos e pelo atual secretário-geral da UCCLA (União de Cidades Capitais de Língua Portuguesa), Vítor Ramalho.

É assinada, entre outros, por membros do Conselho de Estado como Manuel Alegre e o cientista António Damásio, bem como pelo fundador do CDS e atual presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta, e pelo antigo ministro social-democrata Ângelo Correia.

Destaque, ainda, para a presença na lista de subscritores de Mota Amaral, fundador do PSD, antigo presidente do Governo Regional dos Açores e da Assembleia da República, assim como do antigo ministro, dirigente e autarca do PSD António Capucho e do padre Vítor Melícias.

Na petição, sugere-se que a escultura evocativa de Mário Soares, a instalar nos jardins do Palacete de São Bento, seja da autoria de Leonel Moura.

Na missiva dirigida ao primeiro-ministro, os dois antigos secretários de Estado de governos socialistas, António Campos e Vítor Ramalho, lembram que em 2024 se assinala o centenário do nascimento de Mário Soares, antigo Presidente da República, fundador e primeiro líder do PS, além dos 50 anos do 25 de Abril de 1974.

“Os signatários, amigos de admiradores de Mário Soares”, propõem ao atual líder do executivo que, no âmbito das homenagens previstas para o próximo ano evocativas da figura de Mário Soares, o antigo Presidente da República (1986/1996) seja recordado “também num espaço institucional público”.

“Tendo Mário Soares sido primeiro-ministro do I Governo Constitucional e também por ter sido num Governo a que presidiu – o IX Governo Constitucional – que Portugal aderiu à União Europeia, somos da opinião que a homenagem deverá envolver o registo da sua figura nos jardins do Palacete de São Bento”, salienta-se na petição.

Para os signatários desta petição dirigida a António Costa, esta iniciativa e homenagem mais se justifica por o Palacete de São Bento ser “um edifício que é símbolo do titular do cargo de primeiro-ministro” e pelo facto de Mário Soares “ter sido não apenas o primeiro primeiro-ministro de Portugal após a aprovação da Constituição da República, mas também a personalidade mais ligada à reconquista da liberdade no Portugal democrático”.

Os subscritores da petição propõem depois ao primeiro-ministro que seja colocada nos jardins do Palacete de São Bento uma “obra escultórica” do artista Leonel Moura, devendo esta ser adquirida pelo Estado.

A seguir, apontam também uma alternativa para a possibilidade de o Estado não poder comprar essa escultura de Leonel Moura.

“Na eventualidade de, por razoes orçamentais, existirem constrangimentos procedimentais ou outros que condicionem com a aquisição da peça, os signatários disponibilizam-se a efetuar uma subscrição pública para essa aquisição, ofertando-a ao Estado para o referido fim”, acrescentam.

Entre outras personalidades, assinam a petição Alexandre Quintanilha (cientista, deputado independente do PS), António Dias da Cunha (empresário), António Pedro Vasconcelos (realizador de cinema), António Reis (histórico socialista, professor universitário e antigo grão-mestre do Grande Oriente Lusitano), Carlos Luiz (PS), Carlos Monjardino (empresário), Fernanda Mota Pinto (viúva do antigo primeiro-ministro social-democrata), o almirante Fernando Melo Gomes, Guilherme de Oliveira Martins (antigo ministro de governos socialistas) e Hanna Damásio (cientista).

São ainda subscritores da petição Irene Pimentel (historiadora), o bispo Januário Torgal Ferreira, João Calvão da Silva (professor universitário), Jorge Lacão (antigo ministro socialista), José Miguel Medeiros (antigo secretário de Estado socialista), José Paulo Fafe (jornalista), Manuel Sobrinho Simões (cientista), Maria Emília Brederode Santos (escritora), Maria Helena Neves (ex-diplomata), Miguel Sousa Tavares (jornalista), o general Pinto Ramalho, Raul Capela (empresário), Rosa Guerreiro (médica), Sérgio Sousa Pinto (deputado do PS), Vítor Hugo Sequeira (UGT) e Teresa Portugal (antiga deputada do PS).

Últimas de Política Nacional

Com 132 projetos de lei apresentados na primeira sessão legislativa, a bancada de André Ventura tornou-se a mais produtiva da Assembleia da República. O CHEGA entregou o dobro das iniciativas do PS e superou, de forma destacada, todos os restantes partidos com representação parlamentar.
Para o CHEGA, o Estado não pode continuar a privilegiar quem “não quer fazer nada”, defendendo, por isso, a criação de um “plano nacional de combate à subsidiodependência”.
Líder do CHEGA acusa Luís Montenegro de ignorar os problemas dos portugueses, questiona a confiança política no ministro da Administração Interna e afirma que o Governo está em “acelerada decomposição”.
O presidente do CHEGA disse esperar ter uma conversa com o primeiro-ministro sobre as alegadas ameaças do ministro da Administração Interna (MAI), negadas pelo próprio, e vai convocar os órgãos nacionais para decidir eventuais ações.
A decisão do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa de condenar o Estado português ao pagamento de uma indemnização de 15 mil euros ao antigo primeiro-ministro José Sócrates constitui, para o partido CHEGA, "um sinal preocupante para a credibilidade da justiça". O PSD defende o cumprimento das decisões dos tribunais.
O debate parlamentar de 27 de maio, dedicado ao SIRESP, ficou marcado por um momento de grande tensão. Depois de André Ventura ter acusado o Governo de esconder informação sobre o Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), o ministro da Administração Interna, Luís Neves, foi captado a ameaçar o Presidente do CHEGA: “Vais pagá-las todas!”
Líder do CHEGA acusa o primeiro-ministro de falta de empatia perante os incêndios, a crise da água em Almada e o aumento do custo de vida. André Ventura garante ainda que o partido não se deixará intimidar pelas alegadas ameaças do ministro da Administração Interna.
O presidente do CHEGA disse que o partido vai insistir na realização de um debate de urgência sobre os exames nacionais e defendeu que o ministro da Educação deve assumir responsabilidades, sem pedir a demissão.
Proposta do CHEGA para acabar com as subvenções vitalícias a antigos titulares de cargos políticos foi chumbada no Parlamento. PSD e PS votaram lado a lado para travar o diploma e manter o atual regime.
O líder do CHEGA anunciou hoje que o partido vai pedir ao Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva da Prestação Social Única (PSU), por considerar inconstitucional que pessoas com elevada incapacidade por doença tenham de prestar trabalho social.