Polónia/Eleições: Presidente encarrega novo governo ao atual primeiro-ministro

O Presidente polaco, Andrzej Duda, confiou hoje a formação de um novo governo ao primeiro-ministro em exercício, Mateusz Morawiecki, anunciou o chefe de Estado numa mensagem televisiva.

@ Facebook Mateusz Morawiecki

No seu discurso no palácio presidencial de Varsóvia, Duda sublinhou que, desta forma, dá “continuidade à tradição parlamentar, segundo a qual o partido vencedor [das eleições] é o primeiro a ter a oportunidade de formar Governo”.

O partido ultraconservador Lei e Justiça (PiS), vencedor das eleições legislativas de 15 de outubro, não tem maioria parlamentar, pelo que a decisão de Duda servirá provavelmente apenas para adiar a formação de um governo de uma aliança de partidos da oposição, que é liderada pela Plataforma Cívica (PO), do ex-primeiro-ministro e antigo presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

Andrzej Duda sublinhou que os representantes das duas fações políticas adversárias apresentaram as suas candidaturas e manifestaram a vontade de formar um executivo e disse ainda que “cada partido manifestou a sua convicção de que conseguirá reunir a maioria necessária”.

Após a nomeação de Morawiecki, o novo parlamento realizará uma sessão no dia 13 de novembro sob a liderança de Marek Sawicki, um deputado da oposição que, devido ao seu estatuto de veterano, foi nomeado provisoriamente pelo Presidente polaco para desempenhar este cargo.

Nesse dia, o atual governo em exercício apresentará a sua demissão e Morawiecki será proposto como candidato à chefia do novo executivo e, caso não seja eleito por maioria absoluta, Duda terá duas semanas para designar outro nome.

Nos últimos dias, os líderes dos partidos que compõem a aliança da oposição apelaram a Andrzej Duda para concordar em confiar a formação do Governo a Tusk e assim oferecer “uma cooperação construtiva que ponha fim ao ‘suspense’”, através de “uma decisão rápida, sem desperdiçar nem um segundo mais, porque se o que [o Presidente] precisa saber é se há maioria, gostaríamos de informá-lo que sim, há”.

Últimas de Política Internacional

O CHEGA apresentou um projeto de resolução que recomenda ao Governo português que se oponha à adoção do 'European Democracy Shield', iniciativa promovida pela Comissão Europeia.
Os eurodeputados do PS e do PSD votaram esta quinta-feira contra a rejeição do polémico 'Chat Control', permitindo que a proposta europeia continue o seu percurso legislativo. Em sentido contrário, os eurodeputados do CHEGA, integrados no grupo Patriots for Europe, votaram pela rejeição do diploma, defendendo que a medida representa uma ameaça à privacidade dos cidadãos.
O Comandante da força aeroespacial da Guarda da Revolução Islâmica afirmou hoje que o Irão vai transformar o Médio Oriente "num inferno” para os Estados Unidos, depois de uma nova troca de ataques entre os dois países na região.
O partido liderado por André Ventura quer garantir igualdade no acesso ao voto, enquanto PS e PSD mantêm silêncio sobre uma reivindicação antiga da diáspora.
O presidente do CHEGA, André Ventura, considerou hoje que o ataque de Israel e Estados Unidos contra o Irão "inquieta e gera incerteza", mas admitiu que, "começada a guerra, é fundamental alcançar os objetivos".
Uma proposta apresentada por Angie Roselló, porta-voz do partido espanhol de extrema esquerda Unidas Podemos, na autarquia de San Antoni, em Ibiza, está a gerar forte controvérsia.
O candidato presidencial e líder do CHEGA hoje “o derrube do regime de Nicolás Maduro“, após uma intervenção militar dos Estados Unidos da América na Venezuela, é “um sinal de esperança” para o povo daquele país e as comunidades portuguesas.
O Tribunal Constitucional indicou esta terça-feira que não admitiu as candidaturas às eleições presidenciais de Joana Amaral Dias, Ricardo Sousa e José Cardoso.
A Comissão Europeia anunciou hoje uma investigação formal para avaliar se a nova política da `gigante` tecnológica Meta, de acesso restrito de fornecedores de inteligência artificial à plataforma de conversação WhatsApp, viola regras de concorrência da União Europeia.
O Sindicato de Trabalhadores da Imprensa na Venezuela (SNTP) e o Colégio de Jornalistas (CNP), entidade responsável pela atribuição da carteira profissional, denunciaram hoje a detenção de um jornalista que noticiou a existência de um buraco numa avenida.