Médicos em greve hoje e na quarta-feira convidam população a manifestar-se

A Federação Nacional dos Médicos (Fnam) promove hoje e na quarta-feira greves e manifestações e convida a população a juntar-se aos protestos em Lisboa, no Porto e em Coimbra, em defesa do Serviço Nacional de Saúde.

© D.R.

Estão previstas concentrações hoje de manhã junto ao Hospital de São João (Porto), no Hospital da Universidade de Coimbra e no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Em declarações à agência Lusa, a presidente da Fnam, Joana Bordalo e Sá, disse que as negociações entre o Ministério da Saúde e os sindicatos representativos dos médicos foram canceladas unilateralmente pelo governo em 08 de novembro e que apesar da crise política, o executivo está em funções e o ministro da Saúde também.

“Continuamos a assistir a encerramentos de serviços por falta de médicos e os responsáveis por esta falta de médicos que chegou mesmo às urgências são os sucessivos governos, em geral, mas este Ministério em particular, liderado pelo doutor Manuel Pizarro”, disse a presidente da Fnam.

“Há 19 meses que a Fnam apresentou ao Ministério da Saúde soluções para fixar médicos no SNS, o que não aconteceu unicamente por falta de vontade política deste Governo, à semelhança dos seus antecessores”, acrescentou, afirmando que o ministro “nunca mostrou vontade de negociar a sério” com os médicos.

A Fnam considera que o Governo tem a obrigação de chegar a acordo com os médicos sobre “uma atualização salarial, transversal, para todos os médicos, para que deixem de ser dos médicos mais mal pagos da Europa, e para que melhorem as suas condições de trabalho, sem perda de direitos que coloquem médicos e doentes em risco”, conforme reiterou em comunicado divulgado na véspera da greve.

As negociações entre o Ministério da Saúde e os sindicatos iniciaram-se em 2022, mas a falta de acordo tem agudizado a luta da classe, com greves e declarações de escusa ao trabalho extraordinário além das 150 horas anuais obrigatórias, o que tem provocado constrangimentos e fecho de serviços de urgência em hospitais de todo o país.

Últimas do País

A PSP detetou um forte aumento de crimes com armas em contexto escolar, com mais de meia centena de ocorrências no último ano letivo. As facas lideram, mas há também armas de fogo apreendidas.
Estava escondido em Portugal, tinha a vida “legalizada” e passou despercebido durante meia década. Um alegado membro de uma rede internacional de tráfico de imigrantes foi apanhado pela PJ quase por acaso, enquanto cortava cabelo.
Entre 2015 e 2025, as mães estrangeiras passaram de exceção a presença dominante nas maternidades, enquanto os partos de portuguesas recuaram para mínimos preocupantes.
O serviço porta-a-porta da gestora de resíduos Electrão recolheu no ano passado 613 toneladas de equipamentos elétricos, mais 34% do que no ano anterior, segundo um balanço divulgado hoje.
A PSP registou em 2025 uma subida do número de atropelamentos e de feridos ligeiros, em relação a 2024, embora com uma diminuição do número de feridos graves e de mortes.
A Federação Nacional dos Médicos (Fnam) vai pedir ao Provedor de Justiça que solicite ao Tribunal Constitucional a fiscalização do diploma das urgências regionais, que considera prejudicial ao trabalho dos médicos, anunciou hoje a organização sindical.
Um professor de equitação de Vila do Conde foi condenado pelo Tribunal da Relação do Porto (TRP) a prisão efetiva, por ter abusado sexualmente de alunas, depois de ter sido punido com uma pena suspensa na primeira instância.
As instituições de ensino superior privado já têm mais professores doutorados do que as instituições públicas, segundo dados divulgados hoje no portal do Observatório do Ensino Superior Privado (OESP).
A PSP confirmou hoje a detenção de 37 pessoas por delitos antes do jogo de domingo entre Vitória de Guimarães e FC Porto, que os ‘dragões’ venceram (1-0), para a 18.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.
Um praticante de parapente, com cerca de 60 anos, morreu hoje após ter caído numa zona rochosa na praia da Cordoama, no concelho de Vila do Bispo, no Algarve, disse à Lusa fonte da Autoridade Marítima.