Bolsa de Buenos Aires abre com subida de 20% após eleição de Milei

A bolsa de Buenos Aires abriu hoje com uma subida de 20%, na primeira sessão após a vitória do ultraliberal Javier Milei nas presidenciais, derrotando o atual ministro da Economia, Sergio Massa.

© D.R.

Esta subida foi sobretudo impulsionada por ações de empresas como a petrolífera pública YPF (+34%), uma das empresas que Milei diz querer privatizar no quadro de uma vasta reforma do Estado.

Na segunda-feira, as ações da YPF encerraram na bolsa em Wall Street com uma subida de cerca de 40%.

Milei prometeu durante a campanha eleitoral introduzir o dólar dos Estados Unidos como moeda nacional, para combater uma inflação da ordem dos 143% e encerrar o banco central, que acusa de imprimir dinheiro desenfreadamente para financiar gastos excessivos do Governo.

O próximo Presidente argentino, que sucederá ao peronista Alberto Fernández (2019-2023), assume as funções no dia 10 de dezembro.

O economista de 53 anos ganhou a segunda volta das eleições presidenciais com 55,95% dos votos contra 44,04% de Massa, segundo resultados oficiais parciais.

Últimas de Economia

O Governo reduziu o desconto em vigor no Imposto Sobre Produtos Petrolíferos (ISP), aplicável à gasolina sem chumbo e ao gasóleo rodoviário, anulando parte da descida do preço dos combustíveis prevista para a próxima semana.
Os pagamentos em atraso das entidades públicas situaram-se em 870,5 milhões de euros até outubro, com um aumento de 145,4 milhões de euros face ao mesmo período do ano anterior, segundo a síntese de execução orçamental.
O alojamento turístico teve proveitos de 691,2 milhões de euros em outubro, uma subida homóloga de 7,3%, com as dormidas de não residentes de novo a subir após dois meses em queda, avançou hoje o INE.
A taxa de inflação homóloga abrandou para 2,2% em novembro, 0,1 pontos percentuais abaixo da variação de outubro, segundo a estimativa provisória divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
O ‘stock’ de empréstimos para habitação acelerou em outubro pelo 22.º mês consecutivo, com um aumento homólogo de 9,4% para 109.100 milhões de euros, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A proposta de lei de Orçamento do Estado para 2026 foi hoje aprovada em votação final global com votos a favor dos dois partidos que apoiam o Governo, PSD e CDS-PP, e com a abstenção do PS. Os restantes partidos (CHEGA, IL, Livre, PCP, BE, PAN e JPP) votaram contra.
O corte das pensões por via do fator de sustentabilidade, aplicado a algumas reformas antecipadas, deverá ser de 17,63% em 2026, aumentando face aos 16,9% deste ano, segundo cálculos da Lusa com base em dados do INE.
O indicador de confiança dos consumidores diminuiu em novembro, após dois meses de subidas, enquanto o indicador de clima económico aumentou, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os gastos do Estado com pensões atingem atualmente 13% do PIB em Portugal, a par de países como a Áustria (14,8%), França (13,8%) e Finlândia (13,7%), indica um relatório da OCDE hoje divulgado.
Os prejuízos das empresas não financeiras do setor empresarial do Estado agravaram-se em 546 milhões de euros em 2024, atingindo 1.312 milhões de euros, com a maioria a apresentar resultados negativos, segundo um relatório do Conselho das Finanças Públicas (CFP).