Dívida de famílias, empresas e Estado sobe para 812 mil milhões de euros em setembro

O endividamento do setor não financeiro (administrações públicas, empresas e particulares) foi de 812,4 mil milhões de euros em setembro, mais 1.200 milhões de euros face a agosto, informou hoje o Banco de Portugal (BdP).

© Folha Nacional

Deste total, 446 mil milhões de euros respeitavam ao setor privado (empresas privadas e particulares) e 366,4 mil milhões de euros ao setor público (administrações públicas e empresas públicas).

Quanto apenas ao endividamento do setor privado, este subiu 1.000 milhões de euros em setembro devido sobretudo ao endividamento das empresas privadas.

Segundo o BdP, este aumento foi essencialmente perante o setor financeiro (700 milhões de euros) e “deveu-se à aquisição de títulos de dívida de curto prazo emitidos” por empresas e aos efeitos da sua valorização. O endividamento dos particulares praticamente não se alterou.

Quanto ao endividamento do setor público, aumentou em 200 milhões de euros, traduzindo um acréscimo perante as administrações públicas (700 milhões de euros) e o setor financeiro (400 milhões de euros), parcialmente compensado por uma redução junto do exterior (1000 milhões de euros).

Quanto à taxa de variação anual, em setembro a taxa de variação do endividamento das empresas privadas foi praticamente nula, à semelhança do que aconteceu em agosto. Já o endividamento dos particulares decresceu 0,2% em termos homólogos.

Últimas de Economia

O Banco Central Europeu (BCE) vai reunir-se esta quarta e quinta-feira e a expectativa dos analistas aponta para uma subida dos juros em 25 pontos base.
Os portugueses continuam a pagar cada vez mais para levar exatamente os mesmos produtos para casa. O cabaz alimentar voltou a aumentar e já custa quase mais 38% do que custava há pouco mais de quatro anos.
Os consumidores em Portugal contrataram em abril 881,1 milhões de euros em crédito ao consumo, numa subida homóloga acumulada de 13,6%, enquanto o número de novos contratos avançou para 146.018, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
As remunerações dos novos depósitos a prazo aumentaram em abril pelo terceiro mês consecutivo, para 1,44%, uma tendência em linha com a zona do euro, apesar de continuar abaixo do selecionado no mês homólogo, divulgou hoje o BdP.
A economia da zona euro teve um aumento homólogo de 0,3% até março, e o da União Europeia de 0,7%, divulgou o Eurostat, revendo em baixa a estimativa publicada em abril de, respetivamente, 0,8% e 1,0%.
As licenças para construção e reabilitação de edifícios habitacionais caíram 10,2% no primeiro trimestre, em termos homólogos, enquanto os novos fogos licenciados recuaram 4,7% e o consumo de cimento subiu 2,2%, segundo a AICCOPN.
O preço da gasolina deverá manter-se na próxima semana e o do gasóleo subir 4,5 cêntimos, segundo as previsões da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (Anarec) cedidas à Lusa.
A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira, para máximos desde abril de 2025 no prazo mais curto.
A Comissão Europeia abriu hoje um processo a Portugal e a outros 11 Estados-membros por não terem estabelecido regras nacionais para sancionar quem viole um regulamento sobre combustíveis sustentáveis na indústria da aviação.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) prevê que o saldo orçamental português será nulo este ano, passando para um défice de 0,1% em 2027, segundo as previsões divulgadas hoje.