Dívida de famílias, empresas e Estado sobe para 812 mil milhões de euros em setembro

O endividamento do setor não financeiro (administrações públicas, empresas e particulares) foi de 812,4 mil milhões de euros em setembro, mais 1.200 milhões de euros face a agosto, informou hoje o Banco de Portugal (BdP).

© Folha Nacional

Deste total, 446 mil milhões de euros respeitavam ao setor privado (empresas privadas e particulares) e 366,4 mil milhões de euros ao setor público (administrações públicas e empresas públicas).

Quanto apenas ao endividamento do setor privado, este subiu 1.000 milhões de euros em setembro devido sobretudo ao endividamento das empresas privadas.

Segundo o BdP, este aumento foi essencialmente perante o setor financeiro (700 milhões de euros) e “deveu-se à aquisição de títulos de dívida de curto prazo emitidos” por empresas e aos efeitos da sua valorização. O endividamento dos particulares praticamente não se alterou.

Quanto ao endividamento do setor público, aumentou em 200 milhões de euros, traduzindo um acréscimo perante as administrações públicas (700 milhões de euros) e o setor financeiro (400 milhões de euros), parcialmente compensado por uma redução junto do exterior (1000 milhões de euros).

Quanto à taxa de variação anual, em setembro a taxa de variação do endividamento das empresas privadas foi praticamente nula, à semelhança do que aconteceu em agosto. Já o endividamento dos particulares decresceu 0,2% em termos homólogos.

Últimas de Economia

A Euribor desceu, esta quarta-feira, a três meses e subiu a seis e a 12 meses para novos máximos desde outubro e julho de 2024, após o Banco Central Europeu ter subido as taxas diretoras na quinta-feira.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste subiu pela terceira semana consecutiva, fixando-se nos 255,97 euros, informou esta quarta-feira a associação de defesa do consumidor.
Os títulos de dívida emitidos por entidades residentes até agosto subiram 2,8% em termos homólogos, para 328.986 milhões de euros, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
Eurostat revela nova queda dos postos de trabalho por preencher na zona euro e na União Europeia. Portugal fica de fora da comparação mais recente por ainda não ter dados disponíveis para o segundo trimestre.
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu hoje, ao ser fixada em 2,946%, mais 0,010 pontos que na segunda-feira e um novo máximo desde outubro de 2024.
A Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses, nos dois prazos mais longos para novos máximos desde novembro e agosto de 2024, depois de o Banco Central Europeu ter subido as taxas diretoras na quinta-feira.
O CHEGA vai apresentar na próxima semana duas iniciativas legislativas destinadas a reduzir diretamente os encargos das famílias: IVA zero nos alimentos e uma descida do IVA aplicado aos combustíveis. O anúncio foi feito por André Ventura no Parlamento, com o partido a colocar o alívio fiscal sobre bens essenciais no centro da sua agenda política.
As rendas das casas por metro quadrado aumentaram 5,2% em agosto face ao mesmo mês de 2025, menos 0,1 pontos percentuais do que em julho, tendo todas as regiões registado crescimentos homólogos, informou hoje o INE.
O Banco Central Europeu (BCE) decidiu hoje subir, pela segunda vez este ano, as taxas de juro em 25 pontos base, para 2,50%, repetindo o aumento acordado em junho.
O Banco Central Europeu (BCE) deverá anunciar um novo aumento nas taxas de juro na quinta-feira, em 25 pontos base e para o limite superior da zona neutra, estimam os analistas, depois da manutenção das taxas diretoras em julho.