4 Março, 2024

“Somos o que somos porque tivemos o passado que tivemos e nos orgulhamos dele”

O Presidente da República afirmou hoje que “há poucos países” na Europa com a história e a “consistência territorial” de Portugal, e apontou que o presente é moldado pelo passado do país, do qual os portugueses se orgulham.

© Facebook da Presidência da República

Marcelo Rebelo de Sousa fez uma pequena declaração depois de participar nas comemorações do 1.º de Dezembro de 1640, que decorreram na Praça dos Restauradores, em Lisboa, e de ter visitado a Exposição “900 Anos de Portugal”, promovida pela Sociedade Histórica da Independência de Portugal, no Palácio da Independência.

“Há poucos países, poucas pátrias na Europa com esta história e com a consistência territorial deste o início até hoje, muito poucas”, afirmou o chefe de Estado, assinalando que “não havia Espanha no momento em que passou a haver Portugal, havia vários reinos, várias entidades políticas, e não um Estado como Portugal”.

O Presidente da República afirmou também que “não havia na generalidade dos países europeus ocidentais um país independente ao tempo da independência de Portugal”.

Apontando que “não há interrupção entre o passado, o presente e o futuro”, Marcelo Rebelo de Sousa considerou “é muito importante, porque é olhar para o passado, é viver o presente, mas é sobretudo construir o futuro”.

“Nós seremos o que formos e somos o que somos porque tivemos o passado que tivemos e nos orgulhamos dele”, defendeu.

O chefe de Estado considerou, no dia em que se assinala a restauração da independência após um período de domínio espanhol, que este é um 1.º de Dezembro “muito especial”, e destacou a iniciativa da Sociedade História da Independência de Portugal de comemorar os 900 anos de história de Portugal, anunciado que “já mereceu o patrocínio da Presidência da República”.

Neste pequeno discurso depois de ter assinado o livro de honra da exposição, falando sem microfone ou púlpito, o Presidente afirmou que “as independências, na altura como hoje, mas na altura eram processos, não eram um dia”.

“Mesmo a restauração da independência teve um dia, o 1.º de Dezembro, depois de décadas de luta nas guerras da restauração”, e “o momento decisivo chegou com a bula papal, reconhecendo a independência do Reino de Portugal”, apontou.

Ladeado pela ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, pelo presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, e pelo presidente da sociedade histórica, José Ribeiro e Castro, o comandante supremo das Forças Armadas destacou que os militares foram “cruciais em momentos que são fundadores ou refundadores da pátria”.

Agência Lusa

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