Polícia detém ativistas pelo clima que bloqueiam entrada em Lisboa

O trânsito no Viaduto Duarte Pacheco continuava cortado pelas 10:30, enquanto a polícia e os bombeiros retiravam, com recurso a uma escada elevatória, dois ativistas pelo clima que estavam pendurados numa via superior àquele acesso a Lisboa.

© D.R.

Numa ação concertada entre os sapadores bombeiros de Lisboa e a unidade especial de polícia, os ativistas foram detidos logo após o corte das cordas que os seguravam ao viaduto.

No local estão quatro veículos da unidade especial de polícia e pelo menos duas viaturas da PSP, uma carrinha dos sapadores bombeiros de Lisboa e elementos da polícia de trânsito.

O trânsito na Avenida Engenheiro Duarte Pacheco continuava cortado às 10:30, no sentido Cascais-Lisboa, estando a ser desviado pela rua José Gomes Ferreira em direção a Campo de Ourique.

Oito ativistas do coletivo Climáximo cortaram hoje de manhã um dos acessos rodoviários à cidade de Lisboa, junto às Amoreiras.

A ação começou por volta das 09:00, com um grupo de ativistas a bloquear as quatro faixas da Avenida Engenheiro Duarte Pacheco no sentido que permite a entrada na capital.

Os jovens sentaram-se no asfalto em protesto contra as políticas governativas e a ação das empresas que ignoram os impactos ambientais.

Enquanto isso, outros dois elementos penduram-se por cordas no viaduto ali existente, segurando uma faixa onde se lia: “O Governo e empresas declararam guerra à sociedade e ao Planeta”.

Os ativistas estiveram sentados no asfalto durante cerca de 20 minutos, até aparecerem três agentes da PSP que os retiraram da estrada, constatou a agência Lusa no local.

Antes da chegada da PSP, alguns automobilistas e motociclistas revoltaram-se com o protesto, tendo agarrado e arrastado alguns jovens até ao passeio.

Ativistas pelo clima têm desenvolvido inúmeras ações nos últimos meses, tendo por várias vezes interrompido a circulação de trânsito em várias zonas da capital, como a Rua da Escola Politécnica ou a segunda circular.

Últimas do País

O Tribunal da Comarca da Madeira condenou hoje três homens a penas de prisão efetiva, entre os cinco anos e três meses e os oito anos, por falsificarem viagens aéreas e receberem o subsídio social de mobilidade indevidamente.
O Infarmed ordenou a suspensão imediata da comercialização e a retirada do mercado do Calmidine, indicado para o alívio de queimaduras superficiais, escaldões e irritações cutâneas, por estar indevidamente qualificado como produto cosmético.
Uma falha informática está a paralisar os cuidados de saúde primários em todo o país, impedindo o acesso aos processos clínicos dos utentes, a prescrição de medicamentos e a requisição de exames, alertou hoje o Sindicato Independente dos Médicos.
Um imigrante de 33 anos, titular de um pedido de asilo, foi detido pela PSP nas Caldas da Rainha após agredir três pessoas na via pública, entre as quais uma mulher grávida.
O presidente da Assembleia da República remeteu para conhecimento dos deputados da Comissão de Assuntos Constitucionais a exposição que recebeu do juiz desembargador Ivo Rosa com acusações "graves" à atuação do Ministério Público em diversos inquéritos-crime.
A cerimónia de sexta-feira, na Aula Magna, na Reitoria da Universidade de Lisboa, contará com a presença do Presidente da República, António José Seguro, e com muitas intervenções de representantes da Ordem dos Advogados, mas que o bastonário João Massano pretende que seja um momento também para olhar para fora da profissão.
Cerca de 100 concelhos de 12 distritos de Portugal continental apresentam hoje um perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Os 24 acidentes em passagens de nível registados em Portugal em 2025 causaram nove mortos, segundo um comunicado oficial divulgado hoje, no qual se destaca que o número não tem diminuído "de forma correspondente" à redução destas infraestruturas.
Os alunos do 4.º que não realizaram a prova de Monitorização das Aprendizagens de Matemática devido à greve dos trabalhadores não docentes de sexta-feira vão fazê-lo no dia 19 de junho, informou hoje o Ministério da Educação.
O presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Luís Laginha de Sousa, alertou hoje para as limitações à capacidade de utilização de recursos que o supervisor tem, o que lhe "retira flexibilidade e operacionalidade".