Segurança Social encerrou 97 lares até final de novembro, 24 idosos corriam perigo

O Instituto de Segurança Social (ISS) já encerrou neste ano 97 lares de idosos, 24 dos quais de forma urgente porque havia perigo iminente para os utentes, tendo as pessoas sido retiradas e encaminhadas para outras respostas.

© D.R

Segundo dados enviados à agência Lusa, até ao dia 30 de novembro o ISS fez 537 ações de fiscalização a lares de idosos, tendo encerrado 97. Destes, 93 eram estruturas residenciais que não estavam licenciadas, tendo havido 24 casos em que os lares tiveram de ser encerrados de forma urgente.

O ISS explica que os encerramentos urgentes acontecem “quando se verifica um perigo iminente para os utentes”, sendo que nesses casos se “procede de imediato à retirada dos mesmos e ao respetivo encaminhamento para outras respostas encontradas pelas famílias ou sugeridas pela Segurança Social”.

“As soluções para os utentes são sempre encontradas caso a caso, entre os familiares e a Segurança Social, que apoia e informa das soluções alternativas, sendo a decisão final da família”, explica o ISS.

Quando o encerramento não tem caráter de urgência, o fecho do lar deve ser levado a cabo pela entidade proprietária, no período de 30 dias após a notificação pela Segurança Social.

“Findo este prazo, a falta de cumprimento é objeto de comunicação ao Ministério Público, podendo os responsáveis incorrer em crime de desobediência”, acrescenta o ISS.

O Instituto de Segurança Social adianta também que em 2022 foram feitas 674 ações de fiscalização, que resultaram no encerramento de 117 lares de idosos, todos não licenciados, e que em 21 das situações se justificou o encerramento urgente.

Explica ainda que “os principais motivos de encerramento se prendem com a inexistência de licença de funcionamento ou de autorização provisória de funcionamento; inadequação de instalações face aos parâmetros legalmente definidos; deficientes acessibilidades que colocam em risco as condições de mobilidade dos idosos”.

Últimas do País

A Proteção Civil alertou hoje para o risco de inundações e cheias em Portugal continental devido à passagem da depressão Bruna, que irá provocar chuva e vento fortes e agitação marítima.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve entre domingo e hoje 10 pessoas no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, suspeitas de utilizarem documentos falsificados em voos provenientes de Atenas, na Grécia.
O IPMA alertou para chuva, vento e agitação marítima no continente a partir de domingo, devido à depressão Bruna, que deverá afetar o país até 13 de novembro.
A PSP recebeu hoje de manhã um alerta de ameaça de bomba num avião da Ryanair que iria sair do aeroporto de Lisboa com destino a Roma, revelou hoje aquela polícia.
Dois homens, de 24 e 27 anos, foram detidos pela PSP depois de transformarem dois apartamentos municipais devolutos, na Quinta do Loureiro, em Lisboa, em armazéns de droga. A operação permitiu apreender 23 quilos de heroína, a maior quantidade desta substância confiscada este ano pelas forças de segurança portuguesas, além de cocaína, haxixe, liamba, dinheiro e munições.
Um adolescente de 15 anos foi identificado pela Polícia Judiciária como suspeito de violar e roubar uma rapariga menor de idade no interior do prédio onde esta reside, em Oeiras. O jovem está ainda indiciado por outros crimes de roubo e agressão. Por ter menos de 16 anos, não pode ser responsabilizado criminalmente, tendo sido entregue ao pai e apresentado ao Tribunal de Família e Menores.
A Polícia Judiciária de Aveiro deteve um homem de 34 anos suspeito de usar receitas falsas para comprar medicamentos que seriam utilizados para fabricar drogas ou para consumo direto, segundo informou o órgão de polícia criminal.
Uma mulher espanhola foi detida em Badajoz, suspeita de ter vendido os seis filhos, com idades entre um e 11 anos, a outras famílias. Duas das crianças, de um e três anos, foram localizadas em Portugal e encaminhadas para instituições de acolhimento.
Um homem de 55 anos foi detido pela GNR por estar "fortemente indiciado" do crime de violência doméstica contra a mulher, de 48 anos, no concelho de Elvas, revelou hoje o Ministério Público (MP).
A Polícia Marítima apreendeu, nos primeiros nove meses deste ano, cerca de 100 mil litros de combustível no combate ao tráfico de droga, mais 45% do que em todo o ano de 2025, indicou a Autoridade Marítima Nacional (AMN).