INE estima que taxa de inflação recue para 1,4% em dezembro e 4,3% no conjunto de 2023

A taxa de inflação terá diminuído para 1,4% em dezembro, menos 0,1 pontos percentuais que em novembro, fixando-se a variação média de 2023 nos 4,3%, segundo a estimativa rápida divulgada hoje pelo INE.

© D.R.

 

Em comunicado, o Instituto Nacional de Estatística (INE) refere que “o principal contributo” para a desaceleração do Índice de Preços no Consumidor (IPC) registada em dezembro “provém do comportamento dos preços dos produtos alimentares, que terão diminuído 0,6% face ao mês anterior”.

O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) terá registado uma variação de 2,6% em dezembro (contra 2,9% no mês precedente).

Já a variação do índice relativo aos produtos energéticos situou-se em -10,5% (-12,4% no mês precedente), enquanto o índice referente aos produtos alimentares não transformados terá desacelerado para 2,0% (3,5% em novembro).

Comparativamente com o mês anterior, a variação do IPC terá sido -0,5% (-0,3% em novembro e em dezembro de 2022).

Nos últimos 12 meses, o INE estima uma variação média de 4,3% (5,0% no mês anterior), que compara com a variação média de 7,8% em 2022.

Em dezembro, o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português terá registado uma variação homóloga de 1,8%, contra 2,2% no mês precedente.

Os dados definitivos referentes ao IPC do mês de dezembro de 2023 serão publicados no próximo dia 11 de janeiro.

Últimas de Economia

O Banco Mundial prevê uma subida acumulada de 18% nos preços dos alimentos entre 2025 e 2027. Os conflitos internacionais estão a pressionar o abastecimento e os custos da energia, que deverão aumentar 32% este ano.
O preço médio da eletricidade pago pelos consumidores domésticos no mercado livre mantém-se acima do praticado no mercado regulado desde meados de 2023, embora a diferença tenha diminuído ao longo de 2025, segundo um relatório da ERSE.
A taxa de poupança das famílias diminuiu no segundo trimestre de 2026 na área do euro, na União Europeia (UE) e em Portugal, com recuos de 0,2, 0,3 e 0,5 pontos percentuais, respetivamente, face ao trimestre anterior.
Os contribuintes poderão receber menos dinheiro do Fisco em 2027. Segundo o Jornal de Notícias, o benefício sentido nos salários de novembro poderá traduzir-se numa redução de 70% dos reembolsos de IRS.
As famílias com rendimentos intermédios suportam o maior peso do imposto sobre combustíveis em proporção dos seus rendimentos. Um estudo revela que o Estado arrecadou mais de 3,7 mil milhões de euros com este imposto em 2025.
As empresas comunicaram 479 despedimentos coletivos até setembro, uma subida de quase 16% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados divulgados pela DGERT.
Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o aumento homólogo de 14,2% do valor mediano da avaliação bancária – realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação – ficou abaixo do registado em agosto (14,7%), enquanto a variação em cadeia se fixou em 1,1%.
A petrolífera portuguesa fechou os primeiros nove meses de 2026 com lucros de 1,4 mil milhões de euros. O aumento da produção de petróleo e a valorização do crude contribuíram para resultados equivalentes a mais de cinco milhões de euros por dia.
Um estudo da Católica-Lisbon SBE revela que 85,1% dos inquiridos manifestam elevados níveis de preocupação com o acesso à habitação, enquanto 92,1% têm preocupação com a subida dos preços.
O Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) vai aumentar em 2027 para milhares de proprietários portugueses, na sequência da atualização automática do Valor Patrimonial Tributário (VPT). A subida será de 3% para os imóveis destinados à habitação e de 4% para edifícios de comércio, serviços e indústria abrangidos pela atualização.