26 Fevereiro, 2024

Stoltenberg convoca Conselho NATO-Ucrânia para discutir últimos ataques russos

O secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, convocou uma reunião do Conselho NATO-Ucrânia para dia 10 de janeiro para discutir os últimos bombardeamentos russos no país invadido desde 24 de fevereiro de 2022.

© FACEBOOK | Jens Stoltenberg

 

O anúncio foi feito pelo porta-voz da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Dylan White, na rede social X (antigo Twitter).

O pedido de reunião do organismo que tem como propósito aproximar a Ucrânia da NATO foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba.

O Conselho NATO-Ucrânia nasceu em julho de 2023. Foi uma das conclusões da cimeira da Aliança Atlântica organizada em território lituano, com o objetivo de aproximar as decisões militares da organização político-militar da qual Portugal também faz parte e a Ucrânia, país que quer aderir, mas ainda não tem condições para o fazer, nomeadamente por estar em guerra.

Recentemente a Rússia fez os maiores bombardeamentos do último ano em território ucraniano, atingindo as duas principais cidades do país.

Os ataques com drones (aeronaves sem tripulação) têm aumentado, assim como a sua intensidade.

O ano começa cheio de incerteza para a Ucrânia, que apesar de ouvir uma e outra vez que tem o apoio inequívoco dos países da NATO, está a ver um desgaste no apoio financeiro, político e militar ao país.

Na União Europeia (a maior parte dos países pertencem à NATO), o bloqueio húngaro prevaleceu até hoje e sem aprovação de um apoio de 50 mil milhões de euros as Forças Armadas ucranianas podem ser incapazes de resistir às investidas das tropas russas.

Em simultâneo, os 27 do bloco comunitário europeu poderão falhar a aquisição de um milhão de munições de artilharia prometidas para março.

Do outro lado do Atlântico, nos Estados Unidos da América, o apoio de Washington é praticamente nulo, apesar de a Casa Branca insistir que permanece ao lado do país invadido por Moscovo há quase dois anos.

O problema está no Congresso norte-americano, com um desgaste entre os congressistas, principalmente os republicanos, e as atenções voltadas internamente para as eleições presidenciais de novembro e externamente para o conflito no Médio Oriente, que começou por ser entre Israel e o movimento islamista Hamas, mas as tensões alastraram a toda a região e grande parte da comunidade internacional a criticar as decisões militares de Telavive e organizações civis a considerarem que está em causa um genocídio de palestinianos na Faixa de Gaza.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, passou o último ano a insistir na necessidade de o país receber aeronaves de combate, nomeadamente os F-16 (também utilizados por Portugal), mas a formação de pilotos ainda está a decorrer e a entrega das aeronaves foi mais demorada do que a Ucrânia queria (em parte devido a um ceticismo inicial dos países que apoiam a Ucrânia).

Se o primeiro ano foi de resistência para as tropas ucranianas, o segundo foi caracterizado por analistas e responsáveis militares como um ano de impasse, com poucos avanços e menos território anexado pela Rússia recuperado pelas tropas ucranianas.

Contudo, nas últimas semanas as tropas leais ao Kremlin intensificaram os bombardeamentos a edifícios residenciais e infraestruturas críticas.

O Presidente russo, Vladimir Putin, justificou os últimos ataques com uma retaliação contra o bombardeamento da cidade russa de Belgorod.

Agência Lusa

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