Câmara de Vila Real recusa competências na área da saúde

A Câmara de Vila Real foi "a única do Norte" do país que recusou a transferência de competências na área da saúde devido à criação recente de uma Unidade Local de Saúde (ULS), disse hoje o presidente.

© Facebook de Rui Santos (Presidente da Câmara de Vila Real)

“O município de vila real é o único no Norte que, até ao final de 2023 e à luz da lei que vigorava até final de 2023, não tinha a delegação de competências na área da saúde”, afirmou o socialista Rui Santos.

O autarca explicou que o município recusou assumir competências na área da saúde, no âmbito da descentralização, porque já se sabia que iria ser criada a ULS, com sede no hospital de Vila Real.

A ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro nasceu a 01 de janeiro, resultando da fusão do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro e dos Agrupamentos de Centros de Saúde do Douro Norte, Douro Sul e Alto Tâmega e Barroso, com uma área de influência de 21 concelhos.

“Ora, tendo nós presente que a partir de janeiro tínhamos uma ULS, achamos que não valia a pena recebê-las {competências saúde]”, referiu.

O autarca lembrou que a “lei que vigorou até ao final de 2023 dizia que os municípios que estavam inseridos em ULS não podiam receber essas competências”.

Se, entretanto, esta lei for alterada, o município irá analisar se vale a pena ou não e se poderá prestar um melhor serviço.

“A Câmara de Vila Real acredita que só vale a pena ter competências se formos capazes de fazer mais e melhor do que o Estado central”, ressalvou.

Relativamente à ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro, o autarca alertou para o que considerou ser “uma indefinição na lei” sobre a entidade que deve convocar os municípios para uma reunião onde indiquem representante para o conselho de administração.

É que os 21 municípios da área de influência da ULS não correspondem a uma só comunidade intermunicipal, mas estão dispersos pelas CIM do Douro e do Alto Tâmega e Barroso.

O conselho de administração desta ULS manteve os elementos que já estavam no CHTMAD, mas falta ainda designar um representante escolhido pelos municípios deste território.

“No âmbito da ULS, a lei prevê que os municípios se reúnam e possam indicar alguém para o conselho de administração, mas tem um problema, não diz quem marca a reunião, não explicita a forma de fazer essa eleição e quem tem, de facto, autoridade, para convocar a reunião onde se faça essa eleição”, afirmou Rui santos.

O autarca socialista adiantou que se aguardam esclarecimentos para poder indicar alguém que represente os municípios no conselho de administração da ULS e apontou para “um vazio relativamente à forma como isso pode ser feito”.

“Enquanto não se esclarecer, estamos aqui numa indefinição. Espero que seja possível os 21 presidentes de câmara entenderem-se, estarem todos no mesmo dia e à mesma hora numa reunião, possa haver propostas, votações e possa haver uma pessoa que seja indicada pelos municípios”, realçou.

A agência Lusa pediu um esclarecimento ao Ministério da Saúde, mas ainda não obteve resposta.

Últimas do País

A mãe dos dois irmãos menores franceses abandonados na zona de Alcácer do Sal vai cumprir prisão preventiva no Estabelecimento Prisional (EP) de Tires, enquanto o companheiro vai para o EP de Setúbal, revelou a GNR.
O vento forte que hoje de manhã se registou na cidade de Viseu provocou uma queda de árvores que danificaram viaturas, disse à agência Lusa o adjunto do Comando dos Bombeiros Sapadores, Rui Poceiro.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou 10 distritos do norte e centro do continente sob aviso amarelo até à meia-noite de hoje, devido à previsão de precipitação e trovoada.
O Tribunal de Setúbal determinou hoje a prisão preventiva dos dois suspeitos de abandonar os dois irmãos franceses na zona de Alcácer do Sal, naquele distrito, foi hoje anunciado.
As mulheres e homens portugueses que se casam com estrangeiros desconhecidos para estes obterem autorização de residência são habitualmente pobres ou toxicodependentes, angariados nas redes sociais ou com base no "passa palavra", revelou a Polícia Judiciária (PJ).
Um dos quatro detidos por crimes violentos alegadamente cometidos no Grande Porto, como rapto, sequestro ou coação, ficou hoje em prisão preventiva, enquanto os outros três arguidos saíram em liberdade com apresentações bissemanais às autoridades.
A direção da Escola Infantil A Flor, no Porto, avisou no final de abril os pais de 40 crianças de que a creche encerra em junho, por falta de condições financeiras e problemas estruturais no edifício, deixando famílias sem solução.
A Polícia Judiciária abriu um inquérito ao caso do acesso indevido a registos de utentes do SNS, entre os quais crianças, na sequência de suspeitas de utilização por terceiros das credenciais de um médico na ULS do Alto Minho.
Uma agente imobiliária e três solicitadoras detidas há um ano no Algarve foram acusadas de 60 crimes de burla qualificada e 72 de falsificação de documento, num esquema que lhes rendeu 3,9 milhões de euros, foi hoje divulgado.
Cerca de 2.000 crianças foram vítimas de acidentes rodoviários em 2025, segundo dados da GNR que indicam também que, nos primeiros quatro meses de 2026, já foram registados mais de 500 acidentes com menores.