Financiamento do Estado negativo em 8.900 milhões de euros até novembro de 2023

O financiamento das administrações públicas foi negativo em 8.900 milhões de euros até novembro de 2023, face a 600 milhões negativos no mesmo período de 2022, indicando que o Estado financiou outros setores da economia, segundo o BdP.

© D.R.

 

Um financiamento líquido negativo indica que as aquisições líquidas de ativos financeiros pelas administrações públicas foram superiores às emissões deduzidas de amortizações dos passivos, ou seja, as administrações públicas utilizaram parte dos fundos obtidos para financiarem outros setores da economia.

De acordo com os dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal (BdP), as administrações públicas financiaram o exterior em 12.600 milhões de euros, através da amortização de títulos de dívida pública portuguesa detidos por não residentes e da aquisição de títulos emitidos por não residentes, principalmente, pelos fundos de segurança social.

Ao mesmo tempo, financiaram os bancos em 5.000 milhões de euros, pela amortização de títulos de dívida pública que se encontravam em carteira destas instituições e pelo aumento dos depósitos.

Em contrapartida, os outros setores residentes em Portugal, com destaque para as famílias, financiaram as administrações públicas em 8.700 milhões de euros, sobretudo através da aquisição de certificados de aforro.

Ainda segundo o BdP, o financiamento acumulado através de emissões líquidas de títulos foi negativo em 15.500 milhões de euros. Já o financiamento acumulado das administrações públicas através de empréstimos líquidos de depósitos foi de 6.600 milhões de euros.

O BdP atualiza os dados sobre o financiamento das administrações públicas em 21 de fevereiro.

Últimas de Economia

As licenças para construção e reabilitação de edifícios habitacionais caíram 14,1% em janeiro, em termos homólogos, tendo os fogos licenciados em novas construções recuado 16,9% e o consumo de cimento descido 5,6%, segundo a AICCOPN.
Os preços dos combustíveis em Portugal vão descer na próxima semana, com o gasóleo simples a recuar cerca de 5,5 cêntimos por litro e a gasolina 95 a baixar três cêntimos.
O número de empresas constituídas no primeiro trimestre desceu 5,9% face aos primeiros três meses do ano passado, enquanto as insolvências cresceram 3,1%, divulgou hoje a Informa D&B.
A OCDE recomenda que Portugal reduza os impostos sobre os trabalhadores com menores salários, subindo em contrapartida a carga fiscal sobre a propriedade e eliminando isenções fiscais ineficazes, e aconselha melhorias no emprego dos jovens, mulheres e trabalhadores seniores.
As exportações de bens recuaram 14,9% em fevereiro, enquanto as importações caíram 6,3%, segundo os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
A taxa de poupança das famílias na área do euro caiu para 14,4% no quarto trimestre de 2025, o que representa uma descida homóloga de 2,7% relativamente aos 14,8% registados no mesmo período de 2024, divulgou hoje o Eurostat.
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela DECO PROteste, atingiu esta semana um novo recorde de 257,95 euros, mais 2,95 euros face à semana passada.
Os preços das casas quase triplicaram entre 2015 e 2025 em Portugal ao aumentarem 180% nestes 10 anos, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat, que indicam que esta foi a segunda maior subida na União Europeia (UE).
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a quinta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia, Irlanda e Itália.
Os preços das casas subiram 18,9% em Portugal no quarto trimestre de 2025 em comparação com o período homólogo do ano anterior, sendo esta a segunda maior subida entre os países da União Europeia, anunciou hoje o Eurostat.