Posto de Turismo do Piódão finalista do prémio de arquitetura Mies van der Rohe

O Posto de Turismo do Piódão é um dos sete projetos finalistas do prémio de arquitetura Mies van der Rohe, anunciou hoje a organização, a cargo da fundação que lhe dá nome e da Comissão Europeia.

© D.R.

O projeto de João Branco e Paula del Río (do ateliê Branco Del Rio) para a Praça e para o Posto de Turismo do Piódão, no concelho de Arganil, no distrito de Coimbra, é um de dois finalistas na categoria Emergentes, a par da Biblioteca Gabriel García Marquez, em Barcelona, da SUMA Arquitetura.

As cinco obras de arquitetura finalistas são a Galeria de Arte Contemporânea Platoem Ostrava, na República Checa, o Pavilhão de Estudos no Campus da Universidade Técnica de Braunschweig, na Alemanha, a Escola Reggio, em Madrid, o Renascimento do Convento Saint-François em Sainte-Lucie-de-Tallano, em França, e o Hageem Lund, na Suécia.

O júri vai visitar as cinco obras em março e os vencedores de ambas as categorias vão ser anunciados no dia 25 de abril, com a entrega agendada para 14 de maio, de acordo com um comunicado da organização.

“O júri considera que os sete trabalhos finalistas incentivam e tornam-se modelos e referências para as políticas urbanas locais, uma vez que todos eles criam ambientes de vida inclusivos de elevada qualidade. A maior parte deles transforma e melhora as condições de comunidades bastante pequenas em locais que passaram por variados processos de esquecimento: antigas zonas industriais, pequenas aldeias rurais e periferias urbanas. Estas obras em cidades maiores são implementadas em áreas bastante periféricas, criando uma forte associação com os bairros existentes”, pode ler-se no texto hoje divulgado.

Sobre o projeto do Piódão, a organização refere que “a única área plana e aberta da íngreme aldeia de Piódão é devolvida à sua dignidade de átrio acolhedor e local de encontro”.

“O que anteriormente era um parque de estacionamento foi redesenhado, pavimentado e parcialmente sombreado com materiais e técnicas tradicionais. O espaço foi devolvido às pessoas seguindo a sua cultura material e de construção”, acrescentou.

No `site` do ateliê responsável pelo projeto, os autores indicam que “os diferentes elementos que compõem a praça: a fachada da igreja e a fundação de pedra na qual assenta, o posto de turismo e as pequenas casas com restaurantes e cafés passam a estar arranjados em torno desta nova centralidade suave”.

No posto de turismo, “a intervenção, quer dentro quer fora, teve por objetivo limpar e clarificar o edifício existente”.

O Prémio Mies van der Rohe toma o nome do arquiteto de origem alemã que dirigiu a Bauhaus no início da década de 1930. Após a subida das forças nazis de Hiltler ao poder, em 1933, refugiou-se nos Estados Unidos, onde obteve a nacionalidade norte-americana, estando na origem da chamada Segunda Escola de Chicago e do atual Instituto de Tecnologia do Illinois (IIT).

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