IGAI pede à PSP e GNR para apurarem o que se passou com polícias no Capitólio

A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) pediu à PSP e GNR para esclarecerem o que se passou na segunda-feira na concentração de polícias junto ao Capitólio, em Lisboa, durante o debate eleitoral entre os lideres da AD e PS.

©D.R.

 

A inspetora-geral da Administração Interna, Anabela Cabral Ferreira, disse hoje à Lusa que há “um processo aberto” na IGAI de pedido de informações junto da Polícia de Segurança Pública e da Guarda Nacional Republicana sobre o desfile e a concentração de elementos daquelas forças de segurança na segunda-feira junto ao cineteatro Capitólio.

“A IGAI pediu à GNR e PSP que se articulem para apurar o que aconteceu”, afirmou a juíza desembargadora, avançando que é preciso saber se o protesto não autorizado foi organizado ou decorreu de forma espontânea.

Anabela Cabral Ferreira sublinhou que vai continuar a decorrer na PSP o processo de inquérito aberto pela inspeção desta polícia.

A inspetora-geral da Administração Interna esclareceu ainda que as competências da IGAI são “mais restritas” e complementam-se com a inspeção da PSP e GNR, atuando quando há “violação dos direitos humanos”.

Na terça-feira, a PSP anunciou que o diretor nacional determinou a abertura de processo de inquérito à Inspeção da PSP, tendo em conta o eventual envolvimento de polícias da PSP no protesto de forma a apurar eventual responsabilidade disciplinar, além de comunicar ao Ministério Público a realização do desfile e concentração não autorizada, obrigando ao corte inopinado de várias artérias da cidade” de Lisboa.

Numa resposta enviada à Lusa, o comando-geral da GNR vai solicitar “toda a informação relevante, em especial, no que se refere ao possível envolvimento de militares da Guarda, para melhor avaliação dos factos e da oportunidade de eventual procedimento disciplinar”.

Na terça-feira à noite, o ministro da Administração Interna disse ao canal de televisão CNN que deu uma orientação política ao comando-geral da GNR e à direção nacional da PSP para apurar responsabilidades.

Centenas de polícias concentraram-se na segunda-feira à noite junto ao Capitólio, onde estava a decorrer um debate entre os dois candidatos a primeiro-ministro nas legislativas de 10 de março, depois de uma concentração que juntou na Praça do Comércio cerca de 3.000 elementos da PSP e da GNR.

Esta concentração na Praça do Comércio estava autorizada e foi organizada pela plataforma que congrega os sindicatos da PSP e associações da GNR.

O protesto junto ao Capitólio foi marcado nas redes sociais pelo ‘movimento inop’ e não teve a participação da plataforma, sendo também através daquelas redes que foram lançadas todas as diretrizes que os polícias devem seguir.

Os elementos da PSP e da GNR estão em protesto há mais de um mês para exigir um suplemento idêntico ao atribuído à Polícia Judiciária.

A inspetora-geral da Administração Interna disse ainda à Lusa que estão decorrer na IGAI quatro inquéritos, três dos quais sobre os jogos de futebol que não se realizaram por falta de policiamento e outro sobre as declarações de um responsável sindical relativas à atividade da PSP no contexto dos próximos atos eleitorais, nomeadamente a possibilidade de estar em causa o transporte de urnas de votos.

Estes inquéritos foram pedidos pelo ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro.

Últimas do País

Ana Catarina Mendes e Edite Estrela estão entre as figuras que terão recorrido ao então secretário de Estado da Saúde para pedir informações ou ajuda relacionada com doentes. Rita Ferro Rodrigues também contactou Lacerda Sales.
Entrar de carro em Lisboa e no Porto pode vir a ter um novo custo. O Governo admite repensar o atual modelo de financiamento das estradas, enquanto um estudo apresentado pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) coloca em cima da mesa novas formas de cobrança aos automobilistas, incluindo taxas de congestionamento nos acessos às grandes áreas metropolitanas. O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, defendeu que é necessário encontrar alternativas para financiar a rede rodoviária e recuperar o princípio do "utilizador-pagador".
O impacto de uma morte pode prolongar-se muito para além do funeral, afetando a saúde, as famílias, o trabalho, a produtividade e até as contas públicas. Portugal regista mais de 120 mil óbitos por ano, mas continua sem medir o verdadeiro custo económico e social do luto.
Ministério Público acusa dez pessoas, incluindo seis funcionários da empresa municipal e três dirigentes. Em causa está um alegado esquema para favorecer um empresário e duas sociedades, através da manipulação de procedimentos de contratação pública e da posterior regularização de trabalhos que já tinham sido executados.
O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), Paulo Santos, acusou hoje o Governo de propaganda, na sequência do anúncio de que 700 agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) vão para a pré-aposentação.
Tratores e outros veículos conduzidos por agricultores percorrem hoje de manhã em marcha lenta a Estrada Nacional 260 (EN260) junto a Serpa, no distrito de Beja, num protesto contra o aumento dos custos de produção no setor.
Menor terá feito vários disparos com projéteis de plástico a partir da varanda de uma residência nas Caldas da Rainha. Réplica foi apreendida pela PSP, que alerta: "Não deve ser tratada como um brinquedo."
PSP registou mais de 54 mil crimes contra pessoas idosas nos últimos três anos, com milhares de casos de furtos, burlas e violência doméstica. Só durante o verão, 294 idosos foram encontrados em situação de risco.
Trinta pessoas morreram em cinco meses da época balnear, divulgou hoje a Autoridade Marítima Nacional (AMN) num balanço que assinala ainda 1.418 salvamentos e 2.609 ações de primeiros-socorros.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) elevou para laranja os avisos nas nove ilhas dos Açores, desde a madrugada de hoje, devido à chuva forte e trovoada, na sequência da depressão pós-tropical Hanna.