Crimes e detenções da PSP por causa do ambiente duplicaram em 2023 face a 2022

Os crimes e as detenções relacionadas com o ambiente e registados pela PSP mais do que duplicaram de 2022 para 2023, segundo um balanço da área da polícia especializada em ambiente.

© Folha Nacional

 

De acordo com os dados hoje divulgados, embora os números das ações de fiscalização das brigadas do ambiente da PSP tenham sido idênticas nos dois anos, bem como os autos de contraordenação, os crimes contabilizados passaram de 660 em 2022 para 1.356 no ano passado, e as detenções passaram de 61 em 2022 para 131 em 2023.

Em concreto, foram feitas 5.706 ações de fiscalização em 2022 e 5.864 em 2023. Já os autos de contraordenação passaram de 4.422 em 2022 e 4.421 no ano passado.

Segundo o balanço da PSP, em comunicado, a maioria das contraordenações relaciona-se com ruído, tabagismo, defesa da floresta contra incêndios (limpeza de terrenos e gestão dos combustíveis), gestão de resíduos e separação de óleos.

Quanto aos ilícitos criminais, os dados referentes ao ano passado indicam que a maioria das denúncias foram de crimes de abandono (264) e maus tratos a animais (473), fogo posto (199), dano contra a natureza (captura de espécies protegidas de fauna e flora e destruição dos seus habitats) e poluição.

A PSP criou em 2006 as Brigadas de Proteção Ambiental (BriPA), para dar resposta aos casos relacionados com a proteção e preservação do ambiente, de espécies de fauna e flora protegidas e do seu habitat natural.

A PSP, para dar uma resposta concertada a crimes e infrações, e que envolvesse as vertentes da prevenção, fiscalização e investigação, criou o Sistema Integrado de Proteção e Segurança Ambiental (SIPSA).

De acordo com o balanço, a PSP tem atualmente 250 polícias com formação específica em proteção e preservação do ambiente e 75 BriPA a nível nacional (6 nos Comandos Metropolitanos de Lisboa e Porto e entre 3 a 4 nos restantes Comandos Territoriais).

A par das BriPa foram ainda criadas as Brigadas de Investigação de Criminalidade Ambiental (BRICA), especializadas na investigação de ilícitos ambientais ou que envolvam animais de companhia.

Em 2015 a PSP criou, em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, o Programa Defesa Animal, especialmente dedicado ao abandono e maus-tratos a animais.

A polícia, no comunicado, apela aos cidadãos para que respeitem os direitos dos animais, e que denunciem situações que configurem maus-tratos e/ou abandono diretamente nas esquadras ou através do email defesanimal@psp.pt.

Últimas do País

Suspeitos terão vigiado o estabelecimento antes de avançarem para o assalto. A vítima foi manietada e ficou ferida. Um cidadão travou o roubo e os dois homens acabaram em prisão preventiva.
Homem de 49 anos tinha cumprido cerca de 15 anos de prisão por crimes da mesma natureza. Segundo a PJ, terá sequestrado uma vítima em Torres Novas, sendo ainda suspeito de violação. A vítima conseguiu libertar-se e pedir ajuda. Pouco depois, o suspeito terá atacado e roubado outra pessoa.
Mais de 26 mil doentes críticos não foram socorridos pelo INEM com os meios mais adequados em 2025, ano em que a taxa de paragem das Ambulâncias de Emergência Médica (AEM) melhorou, mas ainda ficou acima dos 38%.
Um homem, de 48 anos, foi detido por "fortes indícios" de um número "ainda indeterminado" de crimes de pornografia de menores agravados, ocorridos no Montijo, anunciou hoje a PJ, adiantando que o suspeito ficou obrigado a apresentações semanais pelo tribunal.
Homem de 35 anos foi intercetado durante uma fiscalização quando circulava num velocípede elétrico. Militares encontraram produto suspeito escondido numa embalagem de tabaco de enrolar e o teste confirmou tratar-se de canábis.
Homem de 31 anos era procurado pelas autoridades brasileiras por suspeitas de ter submetido a própria irmã a atos sexuais, em duas ocasiões, em 2016. Foi localizado pela Polícia Judiciária e ficou em prisão preventiva enquanto aguarda o processo de extradição.
Suspeito era considerado amigo da família e terá usado essa relação de confiança para levar a criança até casa, em Portimão. Prometeu-lhe gomas e, já a sós, atraiu-a para o quarto com o pretexto de lhe fazer uma massagem. Foi detido e será presente a primeiro interrogatório judicial.
Operação avaliada em 380 milhões de euros coloca o Estado como segundo maior acionista de referência da REN. O preço acordado representa um prémio superior a 55 milhões face à cotação da participação quando Montenegro anunciou o negócio.
A mãe do menino de três anos encontrado sozinho na madrugada de ontem nas escadas do prédio em que vive, em Braga, já foi localizada e constituída arguida, disse fonte da PSP à Lusa.
O primeiro fogo não atingiu as instalações partidárias e levou ao corte da eletricidade. Três horas depois, um novo foco surgiu dentro da sede e destruiu mobiliário, arquivos e equipamentos.