Ativistas da Climáximo pintam sede da EDP e ponte do museu MAAT

Um grupo de apoiantes do movimento Climáximo escreveu hoje a frase “Fechar centrais de gás” na ponte do museu MAAT e atirou tinta vermelha contra a sede da EDP, em Lisboa.

© Facebook da Climáximo

 

“Várias apoiantes do coletivo Climáximo escreveram a frase ‘Fechar centrais de gás’ na ponte do museu MAAT [Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia] e pintaram a sede da EDP esta manhã, num protesto contra os ataques mortíferos desta empresa”, indicou, em comunicado.

Esta é a sexta ação feita pelos apoiantes do Climáximo em duas semanas.

Os ativistas estão contra as práticas de ‘greenwashing’ que dizem ser praticadas pela elétrica.

‘Greenwashing’ refere-se à divulgação de falsas práticas ambientais sustentáveis, através de ações de ‘marketing’ e publicidade.

Citada na mesma nota, a porta-voz da ação, Sara Gaspar, defendeu que a tomada de espaços culturais e desportivos, bem como publicidade “não apaga a realidade”.

A bióloga disse que a EDP fechou centrais a carvão “sem garantir as condições de justiça e de trabalho para os trabalhadores, ao mesmo tempo que bloqueou uma real transição energética”.

A porta-voz da Climáximo acusou ainda a EDP de ser responsável por deixar Portugal “preso à utilização de gás ‘natural’”, combustível que disse ter sido introduzido no país em 2000, numa altura em que a empresa e os governos “sabiam perfeitamente que fazê-lo era condenar milhares de pessoas à morte”, através dos incêndios e da seca, por exemplo.

O coletivo exige o encerramento das centrais de produção de eletricidade através de gás fóssil ainda este ano, através da adaptação da rede elétrica e de “um ‘mix’ energético renovável”.

Para isso, conforme defendem, é necessário criar “milhares de novos postos de trabalho público” nas áreas do clima e energias renováveis.

EDP – Facebook da Climáximo

“Só será possível alcançar estas mudanças se as pessoas deixarem de consentir com a guerra que as empresas e os governos declararam contra as pessoas e o planeta. A publicidade e os patrocínios que legitimam o mercado fóssil em todos os espaços públicos são criminosos. Estas são empresas com planos assassinos, que têm de ser tratadas como tal e travadas”, concluiu Sara Gaspar.

Nas últimas duas semanas, além do protesto contra a EDP, os ativistas disseram ter estado presentes no Aeroporto de Lisboa, contra a construção de um novo aeroporto, e no Campo de Golfe de Oeiras.

Paralelamente, marcaram presença, em vários momentos, durante a campanha eleitoral, no dia de reflexão e na noite de eleições.

A Lusa contactou a EDP e aguarda uma resposta.

Últimas do País

Um guarda prisional, de cerca de 40 anos, foi agredido por um visitante no interior do Estabelecimento Prisional de Lisboa, depois de lhe ter ordenado que abandonasse as instalações. O suspeito encontrava-se acompanhado por uma criança e terá desobedecido às indicações do funcionário.
Um jovem de 15 anos, com necessidades educativas especiais, continua sem aulas devido à falta de uma resposta escolar adequada. Depois de várias tentativas para resolver a situação, a mãe decidiu apresentar queixa, levando às autoridades policiais um problema que coloca em causa o acesso do filho à educação.
Uma mulher de 30 anos foi encontrada morta, com ferimentos provocados por arma de fogo, no interior de uma viatura estacionada na berma da Estrada Nacional 360, nas Caldas da Rainha. Ao seu lado estava um homem de 25 anos, apontado como seu namorado, que foi encontrado inconsciente.
O Parlamento pediu os contratos contestados pela entidade reguladora da profissão, mas recebeu uma minuta já alterada. A SÁBADO revela que existiam três contratos assinados com as cláusulas consideradas ilegais.
Ricardo Carrilho acusa Luís Neves de o ter afastado para proteger interesses instalados na SIRESP. Em declarações à Renascença, denuncia contratações suspeitas, negócios com escritórios de advogados e contratos com operadores privados que não cumpririam as suas obrigações.
A proteção de vítimas de violência levanta uma nova controvérsia: o acesso à licença parental remunerada a 100% poderá depender da saída da residência. A condição, noticiada pelo Jornal de Notícias, coloca em discussão a relação entre os apoios sociais e a segurança de quem enfrenta situações de violência.
As autoridades já apreenderam mais de 42 toneladas de cocaína desde o início do ano, um volume que evidencia a dimensão das operações de combate ao tráfico de droga. Os números colocam novamente em destaque a atividade das redes internacionais de narcotráfico e a importância da fiscalização das rotas de circulação de estupefacientes.
André Ventura acusa Luís Neves de “prepotência e incapacidade de lidar com a verdade” e coloca a responsabilidade pela resolução do caso nas mãos de Luís Montenegro. O presidente do CHEGA alerta que, enquanto o primeiro-ministro não intervier, “a infeção deste Governo será cada vez maior”.
Três trabalhadores morreram hoje num acidente laboral num reservatório de água de uma habitação na Quinta do Lago, no concelho de Loulé, distrito de Faro, disseram à Lusa fontes da GNR e da Proteção Civil.
Cerca de 150 dirigentes associativos do setor agroflorestal concentraram-se esta segunda-feira junto à Assembleia da República, em Lisboa, para exigir ao Governo 140 milhões de euros em apoios que permitam enfrentar o aumento dos custos de produção e recuperar a competitividade face a Espanha. A resposta do ministro da Agricultura aponta para 2027, ano em que estarão disponíveis mais de 162 milhões de euros para apoiar o setor.