PJ ajuda a desmantelar maior rede de narcotráfico do Estreito de Gibraltar

A Polícia Judiciária (PJ) integrou uma operação internacional de desmantelamento de uma rede de tráfico de droga no Estreito de Gibraltar que culminou em 31 detenções, uma das quais em território nacional, adiantou hoje a força de segurança.

© Facebook da PJ

 

Segundo o comunicado da PJ, a operação denominada “Grajuela” foi realizada em simultâneo em Portugal e Espanha, tendo sido efetuadas 24 buscas.

A ação da PJ e das autoridades espanholas – Polícia Nacional, Guardia Civil e Vigilância Aduaneira da Agência Tributária de Espanha – resultou ainda na apreensão de 1,4 milhões de euros em dinheiro, três armas, 19 veículos, equipamentos informáticos e sistemas de comunicações.

“Na sequência das investigações desenvolvidas foi possível identificar o centro das operações deste grupo criminoso estruturado que se situava num luxuoso bairro de moradias perto da zona metropolitana de Lisboa, local de onde um histórico traficante de droga dirigia e coordenava todas as operações navais, dispondo para o efeito de um centro de operações equipado com as mais modernas tecnologias de comunicação”, refere a nota divulgada.

Fonte oficial da PJ explicou ainda à Lusa que o centro de operações identificado estava situado na zona da Costa da Caparica e que não há cidadãos portugueses entre os 31 detidos.

A alegada rede criminosa agora visada esteve na origem de uma das apreensões de droga mais volumosas feitas recentemente, na qual as autoridades apreenderam quatro toneladas de haxixe e 627 quilos de cocaína.

Através da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE), a PJ realçou que a organização detinha cerca de uma dezena de lanchas rápidas em ação permanente no mar, com os elementos que integravam a rede, além de diversas pequenas embarcações para o fornecimento de combustível, comida, água, etc.

“Dado o grande potencial económico da organização, os seus membros dispunham ainda de fortes medidas de segurança e autoproteção, nomeadamente de meios avançados de transmissão de informação, tanto a nível individual como o utilizado nas comunicações navais”, acrescentou a PJ.

A investigação arrancou em maio de 2023, após as autoridades terem detetado a organização a tentar recolher um carregamento de seis toneladas de cocaína a partir de um submarino proveniente da América do Sul e que viria a naufragar.

Últimas do País

A urgência regional de Ginecologia e Obstetrícia da Península de Setúbal vai começar a funcionar a partir do dia 15 de abril, anunciou hoje o diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
A PSP deteve hoje sete pessoas e apreendeu diversas armas, 11,5 quilogramas de droga e 42 mil euros em dinheiro, numa operação especial de prevenção da criminalidade, indicou o comandante da divisão de Setúbal.
A Entidade para a Transparência (EpT) esclareceu hoje que já iniciou as diligências para incluir todos os elementos que solicitou na declaração única do primeiro-ministro, mas salientou que essa publicação depende da colaboração de Luís Montenegro.
Uma mancha de poluição de origem desconhecida foi hoje detetada no interior do porto da Horta, na ilha do Faial, nos Açores, revelou a Autoridade Marítima Nacional (AMN).
A GNR deteve na terça-feira no distrito da Guarda um cidadão francês suspeito do duplo homicídio de duas mulheres, que os media franceses dizem ter sido hoje encontradas mortas na fronteira com Espanha.
O Serviço Regional de Proteção Civil da Madeira indicou hoje ter sinalizado 224 ocorrências no arquipélago entre 17 de março e terça-feira, devido ao mau tempo causado pela passagem da depressão Therese, com registo de quatro desalojados.
O setor agrícola português, nas últimas três décadas, passou de 430.000 para 220.000 trabalhadores, sendo que quatro em cada 10 são estrangeiros, mas a produtividade mais do que duplicou, segundo um estudo revelado esta quarta-feira.
Os colégios de educação especial ainda não receberam a atualização de 10% das verbas atribuídas pelo Governo, anunciada em janeiro, dizem viver numa situação financeiramente insustentável e alertam que o próximo ano letivo poderá estar em causa.
Diversas sociedades científicas alertam para o aumento dos doentes que não cumprem a medicação e omitem a informação do médico, sobretudo os mais novos, porque julgam ter menor risco, pedindo maior aposta na literacia.
A investigação surge na sequência de declarações do presidente da autarquia, Rui Cristina (CHEGA), sobre critérios na atribuição de habitação social à comunidade cigana.