Clientes bancários ressarcidos em 2,8 milhões de euros por comissões e juros indevidos em 2022

As medidas de supervisão aplicadas em 2022 levaram 110 instituições bancárias a devolver aos clientes mais de três milhões de euros, sendo 2,8 milhões respeitantes a comissões e juros indevidamente cobrados, divulgou o Banco de Portugal (BdP).

© D.R.

“Em resultado das medidas de supervisão adotadas, 110 instituições devolveram aos clientes mais de três milhões de euros, dos quais 2,8 milhões de euros relativos a comissões e juros indevidamente cobrados, envolvendo 111.872 contratos”, destacou, em comunicado, a instituição liderada por Mário Centeno.

O BdP emitiu 2.829 determinações específicas e recomendações, visando 143 instituições financeiras, tendo instaurado 117 processos de contraordenação contra 32 instituições.

De acordo com a mesma nota, a quase totalidade dos processos teve origem em reclamações de clientes bancários.

No ano passado, foram concluídos 432 processos de contraordenação, que levaram à aplicação de 1,8 milhões de euros em coimas.

O relatório de supervisão comportamental 2022, hoje publicado pelo BdP, divulgou que as reclamações dos clientes bancários aumentaram 12,7% para 21.778 em 2022, destacando-se matérias como a dificuldade na abertura de conta por cidadãos estrangeiros.

As principais reclamações dizem ainda respeito a incorreções ou demora na retificação da informação reportada pelas instituições à Central de Responsabilidades de Crédito (CRC), à ausência de consentimento do utilizador de serviços de pagamento para a realização da operação e à execução pelas instituições de operações “alegadamente fraudulentas”.

Últimas de Economia

O Partido Socialista (PS) defende que é preciso aliviar a carga fiscal sobre os combustíveis, mas vai votar contra o projeto de lei do CHEGA que propõe reduzir temporariamente o IVA nos combustíveis de 23% para 13%. A decisão foi confirmada por José Luís Carneiro.
Com o prazo a apertar, várias entidades públicas aceleraram a contratação financiada pelo PRR. Na Universidade Nova de Lisboa, dez contratos foram assinados no último dia de junho e uma empreitada de quase 749 mil euros ficou a pouco mais de mil euros do valor que obrigaria a fiscalização prévia do Tribunal de Contas.
Abastecer deverá voltar a pesar mais na carteira já no início da próxima semana. As previsões apontam para aumentos expressivos no gasóleo e na gasolina, numa altura em que o Brent continua acima dos 100 dólares.
A taxa de inflação homóloga da zona euro fixou-se nos 3,2% em agosto, face aos 2% registados no mesmo mês de 2025, enquanto na União Europeia (UE) passou de 2,4% para 3,2%, ficando Portugal acima da média.
A Euribor desceu, esta quarta-feira, a três meses e subiu a seis e a 12 meses para novos máximos desde outubro e julho de 2024, após o Banco Central Europeu ter subido as taxas diretoras na quinta-feira.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste subiu pela terceira semana consecutiva, fixando-se nos 255,97 euros, informou esta quarta-feira a associação de defesa do consumidor.
Os títulos de dívida emitidos por entidades residentes até agosto subiram 2,8% em termos homólogos, para 328.986 milhões de euros, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
Eurostat revela nova queda dos postos de trabalho por preencher na zona euro e na União Europeia. Portugal fica de fora da comparação mais recente por ainda não ter dados disponíveis para o segundo trimestre.
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu hoje, ao ser fixada em 2,946%, mais 0,010 pontos que na segunda-feira e um novo máximo desde outubro de 2024.
A Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses, nos dois prazos mais longos para novos máximos desde novembro e agosto de 2024, depois de o Banco Central Europeu ter subido as taxas diretoras na quinta-feira.