Borrell exorta países da UE a mobilizar mais sistemas de defesa aérea e munições

O chefe da diplomacia da União Europeia (UE) exortou hoje os Estados-membros a enviaram mais sistemas de defesa aérea e munições para a Ucrânia, esperando também ‘luz verde’ para alargar as sanções ao Irão pelos ataques a Israel.

© Facebook Josep Borrell

 

“Temos de colocar a tónica na capacidade de os Estados-membros da UE aumentarem o apoio à Ucrânia. Foram feitos vários avisos, foram enviadas cartas a pedir-lhes que vejam o que podem fazer [porque] precisamos de [enviar] mais munições e mais lançadores, […] de fornecer intercetores para as baterias que já existem e aumentar o número de baterias e vamos ver o que os Estados-membros são capazes de fazer e mobilizar”, disse Josep Borrell.

À entrada para a reunião dos ministros europeus dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, no Luxemburgo, o Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança acrescentou: “Em Bruxelas não o temos, têm de ser os Estados-membros”.

As declarações surgem depois de, na semana passada, Josep Borrell ter enviado uma carta aos ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa da UE pedindo-lhes mais sistemas de defesa aérea e mais munições para a Ucrânia.

“Trabalhamos para a Ucrânia todos os dias, não o fazemos só quando existem Conselhos. Preparamos decisões, informamos os Estados-membros, analisamos a situação, apresentamos pedidos sobre o que podem fazer […] e hoje é o dia de os Estados-membros verem o que podem fazer”, adiantou.

Na reunião de hoje, os ministros vão ainda tentar um acordo político para alargar as sanções europeias ao Irão.

“Espero que todos os Estados-membros concordem, mas como sabem é necessária unanimidade”, assinalou Josep Borrell, observando que, no Médio Oriente, “a situação em Gaza continua exatamente a mesma coisa” e que a UE necessita ainda de “voltar a olhar para a situação dos colonos violentos israelitas”.

“Espero que seja possível tomar algumas decisões”, adiantou.

Já quando questionado sobre uma eventual revisão (pedida por Espanha e Irlanda) do Acordo de Associação UE-Israel, o principal instrumento jurídico que rege as relações bilaterais entre os dois parceiros em vigor desde 2000, Josep Borrell disse que “ainda nada avançou do lado da Comissão” e que, do seu lado, está a tentar ter “orientação política” para o avaliar.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa da UE reúnem-se hoje no Luxemburgo para tentar um acordo político para alargar as sanções contra o Irão, discutindo ainda o pedido ucraniano para sistemas de defesa antiaérea.

Na sequência do recente ataque do Irão contra Israel e após a intenção inicial manifestada numa reunião extraordinária sobre a situação no Médio Oriente na semana passada, os ministros da UE tentam hoje um acordo político para sancionar os mísseis iranianos e alargar as medidas restritivas contra indivíduos e entidades iranianas responsáveis pela transferência de ‘drones’ (aeronaves não tripuladas).

No que toca à Ucrânia, os ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa da UE vão discutir os recentes pedidos do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para que os aliados reforcem o envio de sistemas antiaéreos para o país se proteger dos ataques russos.

Kiev tem pedido a estes aliados, nomeadamente à UE, apoio semelhante ao que tem sido dado a Israel, depois de os Estados Unidos, em coordenação com a França e o Reino Unido, terem repelido o recente ataque com cerca de 300 ‘drones’ e mísseis iranianos.

A reunião de hoje no Luxemburgo decorre no auge do debate sobre o reforço do apoio à Ucrânia contra ataques russos às suas cidades e infraestruturas críticas.

Últimas do Mundo

Um ato de sabotagem contra a rede elétrica mergulhou bairros inteiros do sudoeste de Berlim no caos, afetando dezenas de milhares de pessoas, empresas e serviços essenciais. As autoridades alemãs falam agora num ataque deliberado reivindicado por um grupo extremista.
Mais de 150 residentes tiveram hoje de ser retirados de um complexo de habitação pública em Hong Kong, devido ao segundo incêndio a atingir um bairro social em dois dias.
O Governo português confirmou e lamentou hoje a morte da cidade portuguesa que foi desaparecida após o incêndio ocorrido numa Estância de Esqui em Crans-Mointana, na Suíça, na noite do fim de ano.
Milhares de residências no sudoeste de Berlim afetadas por um corte de quase 24 horas no fornecimento de energia elétrica recuperaram-no esta madrugada, enquanto as autoridades investigam uma possível sabotagem.
A Polícia do Cantão de Valais anunciou hoje que foi aberta uma investigação criminal contra o casal francês que administrava o bar "Le Constellation" em Crans Montana, na Suíça, onde ocorreu um trágico incêndio na véspera de Ano Novo.
As pensões da Segurança Social portuguesa de 678 emigrantes no Luxemburgo e na Suíça foram suspensas por estes não terem provado atempadamente que estão vivos, mas estes valores serão pagos assim que realizadas as provas de vida, segundo dados oficiais.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que o homólogo da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado e retirado à força do país, depois de os Estados Unidos terem realizado um “ataque em grande escala” no país.
Uma mulher de nacionalidade portuguesa está entre os feridos do incêndio num bar da estância de ski de Crans Montana, na Suíça, existindo ainda uma outra desaparecida, avançou à Lusa o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
Na sequência de um endurecimento da política migratória, a Polónia procedeu, em 2025, à execução de aproximadamente 2.100 ordens de deportação, um aumento significativo face ao ano anterior, assumindo como prioridade o cumprimento da lei e a defesa da ordem pública.
O incêndio num bar da estância de esqui de Crans-Montana, na Suíça, durante a noite de Passagem de Ano, provocou a morte de cerca de 40 pessoas e feriu aproximadamente outras 115, anunciou hoje a polícia do cantão de Valais.