Governo reconhece oposição local mas defende importância crítica

A secretária de Estado da Energia reconheceu hoje, em Lisboa, que existem “oposições locais” a novos projetos de exploração mineira, devido a desconhecimento e a maus exemplos do setor, mas defendeu a importância crítica do lítio.

© D.R.

 

“Temos que reconhecer que existe muita oposição local a novos empreendimentos e projetos de exploração mineira. Isto deve-se ao medo do desconhecido e a uma imagem degradada do setor”, afirmou a secretária de Estado da Energia, Maria João Pereira, que falava na conferência “Conversas Informadas sobre o lítio em Portugal”, que decorre na sede da Ordem dos Engenheiros, em Lisboa.

A governante admitiu que existem alguns maus exemplos, “sobretudo no passado”, sublinhando que é preciso fazer melhor.

Por outro lado, lembrou que a Europa importa matéria-prima de países onde os direitos humanos não são cumpridos.

Contudo, notou que existem bons projetos nesta área, vincando que é estes que o executivo quer seguir.

“Temos exemplos que mostram que a atividade mineira pode desenvolver a economia, melhorar as condições de vida das populações e ter um bom desempenho ambiental”, destacou.

Durante a cerimónia de abertura da conferência, a governante disse ainda ser difícil, para um cidadão comum, “compreender a pegada ambiental que as matérias-primas trazem consigo”, o que referiu estar, sobretudo ligado à distância entre a atividade extrativa e os bens de consumo.

Ainda assim considerou ser “inevitável” que as matérias-primas façam parte da nossa sociedade e economia.

Maria João Pereira assinalou também que o lítio está inserido nas matérias-primas “críticas e estratégicas”, sobretudo para a transição energética, à semelhança do que acontece com o cobre e o feldspato.

“Os critérios que devem levar à exploração de um mineral num determinado local são as suas reservas e a pegada ambiental de toda a cadeia de valor. Isto significa que sabemos que uma boa parte da pegada está associada ao transporte”, acrescentou, sublinhando que para o Governo é importante que Portugal continue a investir no reconhecimento dos seus minerais.

Últimas do País

A presidente do Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) acusou a ministra da Saúde de não cumprir a promessa sobre o INEM, referindo que o instituto está com menos de 30 médicos no quadro quando estão previstos 70 lugares.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve uma mulher com um mandado de detenção internacional para cumprimento de uma pena de nove anos e quatro meses por associação criminosa e tráfico de droga, segundo informação divulgada hoje.
O Tribunal de Aveiro condenou hoje dois arguidos, pai e filho, a penas de cinco anos e meio e sete anos de prisão por vários roubos violentos a idosos ocorridos em 2024 e 2025.
O CHEGA pediu, a 14 de outubro, a presença urgente do ministro da Agricultura no Parlamento, após a deteção do vírus 'Shamonda' em seis explorações bovinas portuguesas. Oito dias depois, França confirmou o primeiro caso conhecido de infeção humana, num doente que morreu no início do mês.
Dois equatorianos, um colombiano e um venezuelano foram intercetados pela Marinha Portuguesa a bordo de uma embarcação semissubmersível que transportava 1740 quilos de cocaína, avaliados em mais de 62 milhões de euros. Os quatro homens, detidos em outubro de 2025, foram agora condenados pelo Tribunal de Ponta Delgada, nos Açores, a penas entre 10 e 14 anos de prisão por envolvimento numa rede internacional de tráfico de droga.
O atual e o ex-presidente da Câmara de Valongo, Paulo Esteves Ferreira e José Manuel Ribeiro, eleitos pelo PS, foram condenados por abuso de poder à perda de mandato por limitarem a circulação de camiões na estrada de acesso ao aterro de Sobrado em 2020. A sentença incluiu ainda a aplicação de multas e a possibilidade de recurso.
Um idoso foi detido pela GNR por provocar um incêndio florestal em Carrazeda de Ansiães, devido à queima de sobrantes que se descontrolou, revelou a força policial.
A Universidade Politécnica de Portalegre (UPP) abriu um inquérito interno para apurar alegada tentativa de assédio sexual entre alunos, revelou o vice-reitor à agência Lusa.
A Habita!, criada por antigas assessoras do BE, recebeu apoios de organizações internacionais, incluindo uma rede financiada na sua origem pela fundação de George Soros. Uma investigação identifica ainda 150 mil euros de fundos europeus.
Mais de 240 turmas do 1.º ciclo continuam sem professor atribuído, segundo avança o Expresso. A falta de docentes prolonga-se mais de um mês após o arranque das aulas.