Portugal é o quinto país da UE com trabalhadores que mais prolongam horários

Portugal é o quinto Estado-membro da União Europeia (UE) com maior percentagem de trabalhadores em horário prolongado (9,0%), sendo a média na Europa de 7,1%, em 2023, segundo dados do Eurostat.

© D.R.

De acordo com o serviço estatístico europeu, a Grécia é o país com maior percentagem de pessoas que fazem horário prolongado (11,6%), seguida de Chipre (10,4%), França (10,1%), Itália (9,6%) e Portugal (9,0%).

No outro extremo da tabela, a Bulgária (0,4%), Letónia e Lituânia (1,1% cada), Roménia (1,8%) e Estónia (2,0%) apresentaram as taxas mais baixas.

Os longos horários de trabalho referem-se aos trabalhadores que passam habitualmente 49 horas ou mais por semana no trabalho e o Eurostat indica ainda haver uma taxa muito maior entre os trabalhadores por conta própria (29,3% do todas destes trabalhadores) do que entre trabalhadores por conta de outrém (3,6% do total).

Últimas de Economia

A economia portuguesa apresentou um excedente externo de 246 milhões de euros até fevereiro, uma descida de 488 milhões de euros em termos homólogos, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A crise na habitação afeta as pessoas e também o crescimento da economia ao afastar jovens dos centros urbanos e travar a produtividade, alertou o diretor do Departamento da Europa do Fundo Monetário Internacional (FMI), em entrevista à Lusa.
A Associação das Companhias Aéreas em Portugal (RENA) disse esta quinta-feira que, para já, não há impacto na operação, mas admite a possibilidade de cancelamentos de voos e preços mais altos se a crise energética persistir.
O gabinete estatístico europeu tinha estimado uma taxa de inflação de 2,5% para março, revendo-a hoje alta, puxada pela subida dos preços da energia, devido à crise causada pela guerra no Irão.
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco PROteste, atingiu esta semana um novo máximo de 259,52 euros, mais 1,57 euros face à semana anterior, foi anunciado.
O Conselho das Finanças Públicas (CFP) estima que a inflação vai acelerar para 2,9% em 2026, nomeadamente devido ao aumento dos preços da energia, segundo as projeções divulgadas hoje.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em baixa a previsão para o saldo orçamental de Portugal, de nulo (0,0%) no relatório de outubro de 2025 para um défice de 0,1%, nas previsões divulgadas hoje.
Entre 2026 e 2038, o Estado enfrentará encargos elevados com a dívida pública, com impacto direto na capacidade de financiamento de Portugal.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que o preço das matérias-primas energéticas deve subir 19% em 2026, devido ao impacto do conflito no Médio Oriente.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu hoje em baixa a estimativa de crescimento da economia portuguesa, de 2,1% para 1,9% este ano.