Bolsa de Lisboa encerra a cair 0,58% em linha com maioria da Europa

A bolsa de Lisboa encerrou hoje a perder, com o índice PSI a cair 0,58% para 6.871,86 pontos, em linha com a tendência predominante entre as restantes principais bolsas europeias.

© D.R.

Das 16 cotadas que integram o PSI, sete desceram e nove subiram.

A liderar as descidas ficou a EDP, com uma quebra de 3,02% para 3,73 euros.

Entre as maiores perdas ficaram ainda a Jerónimo Martins, que recuou 2,50% para 19,87 euros e a EDP Renováveis, que cedeu 2,26% para 14,28 euros.

Com descidas abaixo de 1% ficaram a Corticeira Amorim (9,64 euros), a Navigator (4,36 euros), a Sonae SGPS (0,98 euros) e a Greenvolt (8,31 euros).

No sentido inverso, a liderar as subidas ficou a REN, que cresceu 1,93% para 2,38 euros, seguida pela NOS, que totalizou mais 1,65% para 3,39 euros.

A Redes Energéticas Nacionais (REN) divulgou hoje o seu plano estratégico, segundo o qual prevê investir entre 1.500 e 1.700 milhões de euros até 2027, mais 70% do que a média anual do ciclo de investimentos anterior.

A empresa anunciou também que prevê aumentar a remuneração aos acionistas para 16,3 cêntimos por ação em 2027, face a 15,4 cêntimos pagos este ano, e mantendo o pagamento bianual.

Com ganhos inferiores a 1% ficaram o BCP (0,34 euros), a Mota-Engil (4,12 euros), os CTT (4,39 euros), a Galp (20,05 euros), a Ibersol (7,06 euros), a Semapa (16,24 euros) e a Altri (5,43 euros).

No resto da Europa, Londres cedeu 0,22%, Frankfurt 0,16% e Paris 0,12%, enquanto Madrid avançou 0,42%.

Últimas de Economia

A Comissão Europeia está a preparar uma proposta para combater o excesso de arrendamentos de curta duração em cidades da União Europeia (UE), por fazerem aumentar os preços da habitação, defendendo que ter uma casa “é um direito humano”.
O número de passageiros desembarcados nos aeroportos dos Açores voltou a registar uma quebra em abril, com cerca de 178 mil desembarques, menos 12,3% do que no período homólogo, segundo dados divulgados hoje pelo Serviço Regional de Estatística (SREA).
Os custos de construção de habitação nova aumentaram 5,8% em março face ao mesmo mês de 2025, com a mão-de-obra a subir 8,2% e os materiais 3,7%, segundo uma estimativa hoje divulgada pelo INE.
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a sexta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia, Irlanda, Itália e Alemanha.
O peso das compras de supermercado no orçamento familiar dos portugueses aumentou em 486 euros, entre 2019 e 2025, com os consumidores a adotarem maior prudência nas compras, segundo um inquérito divulgado hoje pela Centromarca.
O número de empresas constituídas até abril recuou 4,6% face aos primeiros quatro meses do ano passado, enquanto as insolvências subiram quase 8% no mesmo período, divulgou hoje a Informa D&B.
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizados pela Deco Proteste, voltou a subir esta semana para 261,89 euros, mais 3,37 euros do que na semana passada, atingindo o valor mais elevado desde 2022.
Em cada conta da luz e do gás, há uma parte que já não aquece, não ilumina e não alimenta, serve apenas para engordar a carga fiscal. Portugal continua entre os países que mais taxam a energia na Europa.
Os consumidores contrataram em março 944 milhões de euros em crédito ao consumo, valor mais alto de sempre e mais 24,1% que há um ano, enquanto o número de contratos subiu 11,3% para 161.983, divulgou hoje o BdP.
A inflação homóloga da OCDE subiu para 4,0% em março, contra 3,4% em fevereiro, impulsionada por um aumento de 8,6 pontos percentuais da inflação da energia, foi hoje anunciado.