Associação da GNR considera “rídicula” nova proposta do Governo

A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) considerou hoje “ridícula” a nova proposta do Governo do suplemento de missão, criticando o “aumento insignificante” e a divisão das categorias profissionais por percentagens.

©D.R.

“Esta contraproposta continua ridícula. Os valores não acompanham nem tão pouco mais ou menos aquilo que são os anseios dos profissionais”, disse aos jornalistas o presidente da APG, César Nogueira, no final da reunião com a ministra da Administração Interna, Margarida Blasco.

O Governo apresentou hoje um nova proposta às associações socioprofissionais da GNR, propondo um suplemento de missão entre os 521 e os 730 euros e o fim do atual suplemento por serviço e risco nas forças de segurança.

César Nogueira referiu que “há de facto um pequeno aumento”, mas considera-o insignificante e a proposta continua a dividir as categorias por percentagens.

“O risco é igual para um guarda, um oficial ou um sargento. Aí não concordamos. O valor ainda está bastante abaixo”, disse, voltando a reafirmar que os militares da Guarda exigem um suplemento de missão idêntico ao que o anterior Governo atribuiu aos inspetores da Polícia Judiciária (PJ).

César Nogueira lamentou também que a proposta hoje apresentada crie um novo suplemento que vai substituir o que atualmente existe, passando alguns profissionais a ganhar quase ou mesmo.

Por isso, explicou, é que o Governo estabeleceu a garantia de salvaguarda de 150 euros.

O presidente da APG deu ainda conta de que no dia 22 vai haver uma nova reunião, justificando com o facto de os profissionais “quererem ver isto resolvido o quanto antes”.

Segundo a proposta apresentada hoje pelo Governo, a que Lusa teve acesso, o novo suplemento de missão tem como referência o vencimento base do comandante-geral da GNR e substitui o atual suplemento por serviço e risco nas forças de segurança.

Com esta nova proposta, os oficiais passariam a ter um suplemento de missão de 14% da remuneração base do comandante da GNR, que é de 5.216,23 euros, enquanto a percentagem para os sargentos da GNR é de 12% e para os guardas 10%.

O atual suplemento pago a estas forças de segurança inclui uma componente fixa de 100 euros e uma variável de 20% do salário base.

O Governo propõe um aumento mínimo de 150 euros.

Na reunião de 02 de maio, o Ministério da Administração Interna tinha proposto um suplemento de missão para os elementos da PSP e da GNR de entre 365,13 e 625,94 euros.

Margarida Blasco está reunida com os seis sindicatos da PSP desde as 17:30, enquanto cerca de duas centenas de elementos da PSP e da GNR estão concentrados na Praça do Comércio, em Lisboa, para manifestarem o seu descontentamento com a proposta do suplemento de missão e dizerem ao Governo que “não aceitam migalhas

Últimas do País

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) esclareceu hoje que os boletins de voto na segunda volta das eleições presidenciais terão os nomes de dois candidatos.
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) aplicou 19 processos de contraordenação a oficinas de automóveis pela falta do livro de reclamações e por não terem taxas e impostos nos preços afixados.
O Infarmed recebeu mais cinco pedidos para a realização de ensaios clínicos em 2025, totalizando 209, e autorizou 190, segundo dados hoje divulgados, que revelam uma diminuição do tempo médio de decisão para 32 dias.
Carência de professores generaliza-se a todo o país e obriga escolas a recorrer a horas extraordinárias e soluções de recurso.
Portugal registou mais mortes em 2025, com mais 3.124 óbitos face a 2024, mas os óbitos de crianças com menos de um ano baixaram.
O Heliporto do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, registou mais de 200 aterragens desde que retomou a atividade há 10 meses, dando resposta a pedidos de todo o país, anunciou hoje a instituição.
Quinze distritos estão atualmente sob aviso amarelo devido à previsão de neve e agitação marítima por vezes forte, avançou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Um homem de 34 anos foi detido pela PSP em plena estação do Cais do Sodré, em Lisboa, por violência doméstica. O suspeito ameaçava a ex-companheira com uma faca e apalpava-a quando foi intercetado pelos agentes, após o alerta de um menor de 15 anos.
O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) considerou hoje que as urgências regionais podem ser "a medida certa" no curto prazo para responder a carências críticas, mas alerta que o diploma assenta numa fórmula errada, arriscando não ter adesão.
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) fiscalizou 626 operadores económicos do setor das agências de viagens, tendo instaurado 42 processos de contraordenação, devido, sobretudo, ao “incumprimento de requisitos legais”, segundo um comunicado.