Administradores hospitalares pedem divulgação pública de urgências encerradas

A Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) pediu hoje a publicitação das urgências encerradas durante o verão junto dos utentes e saudou o regresso da informação ao portal do Serviço Nacional de Saúde.

© D.R.

Em declarações à Lusa, o presidente da APAH, Xavier Barreto, afirmou que a “informação deve ser disseminada com a maior amplitude possível para poder chegar às pessoas”, mas “importa, naturalmente, normalizar esa informação e a forma como ela é passada”.

Até agora, “o que nós víamos passar muitas vezes eram avisos colados de uma forma completamente ‘ad hoc’ nas portas dos serviços de urgência, com informação que nem sempre era muito fiável ou muito clara”, reconheceu o dirigente.

A TVI noticiou hoje que o Ministério da Saúde pediu aos hospitais que não publicitem as escalas de funcionamento das Urgências, que estarão fortemente condicionadas durante o período de verão.

As informações que indicavam quais as urgências encerradas deixaram de estar disponíveis ‘online’, mas, na quarta-feira, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, anunciou que voltariam a ser publicitadas.

Alegando desconhecer qualquer comunicação interna do ministério aos hospitais, o presidente da APAH afirmou que o regresso da informação ‘online’ sobre as urgências encerradas é “uma notícia muito positiva”.

“Eu acredito que o mistério pretendeu de alguma forma normalizar a comunicação, garantindo que todos os hospitais agora o ULS [Unidades Locais de Saúde] comunicam nos mesmos termos e da mesma forma”, mas “nada impede que a informação seja disseminada, por exemplo, através do ‘site’”, explicou Xavier Barreto.

“Uma das questões que se discutia já há quase uma semana era porque é que a informação tinha saído do ‘site’ e porque é que agora só podíamos obter informação através do telefone”, recordou o responsável.

No fim de semana, a ministra da saúde remeteu a responsabilidade pela elaboração do Plano de Verão sobre os constrangimentos nas urgências para os administradores hospitalares, mostrando-se disponível para “ajudar”.

“As preocupações são muito legítimas, mas o enquadramento legal do Plano de Verão relativamente aos constrangimentos das urgências, e em alturas como esta de muitos feriados com muito turismo e equipas mais diminutas, é dos nossos administradores hospitalares, pessoas nomeadas e avaliadas pela CRESAP [Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública] com competências para fazer a gestão das entidades públicas”, disse Ana Paula Martins.

“Todos os dias enviamos mais um ‘email’ com contactos para que reportem situações de constrangimento mais repentino por exemplo por doenças de médicos ou prestadores que não compareceram (…). Falamos com todos eles. Naqueles em que há mais constrangimentos estamos deste lado para ajudar não só em necessidades de contratação, mas também de reforço das equipas”, acrescentou ainda.

Últimas do País

Os alunos do 9.º ano tiveram este ano piores resultados nas provas finais, com a maioria dos estudantes a chumbar a Matemática e a aumentarem as negativas a Português.
A Polícia Judiciária (PJ) apreendeu no sábado 197 quilos de cocaína dissimulados no casco de um navio comercial que chegou a um porto português, através de um processo conhecido como “caixas de mar” ('Sea Chest'), foi hoje divulgado.
Jovem controlava a forma como a vítima se vestia, perseguia-a após o fim da relação e acabou por invadir a casa da menor para a violar. Foi detido pela Polícia Judiciária.
Um homem foi atraído para uma emboscada, mantido em cativeiro durante três horas e ameaçado por um grupo que exigia o pagamento de uma alegada dívida de 40 mil euros. Meses depois, os suspeitos invadiram a casa da vítima e obrigaram o casal a transferir 16 mil euros.
Mais de cem professores da zona de Lisboa foram convocados para classificar exames nacionais, mas estavam de férias ou baixa médica, revelou hoje o ministro da Educação, que insistiu na necessidade de um novo modelo de seleção.
O número de sinistros participados devido ao mau tempo que atingiu o país no início do ano ultrapassou os 219 mil, anunciou a Associação Portuguesa de Seguradores (APS), que estima um custo total de 1.400 milhões de euros.
O presidente do CHEGA revela que desapareceram documentos e duas 'pens' com informação relacionada com a Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves e com o gabinete do primeiro-ministro. A Polícia Judiciária está a investigar.
A GNR deteve, nos primeiros quase sete meses deste ano, 155 suspeitos da prática do crime de incêndio florestal, depois de em 2025 ter registado 5.301 crimes ligados a este delito, foi revelado esta terça-feira.
O incêndio em Rochoso, Guarda, que começou às 13:51 de segunda-feira, tem três frentes ativas hoje de manhã, que estão a ser combatidas por 320 operacionais, 90 viaturas e 11 meios aéreos, disse a Proteção Civil.
Cerca de 300 pessoas tiveram de ser retiradas das suas habitações hoje de noite, em Setúbal, devido a um incêndio num estacionamento subterrâneo, onde arderam seis veículos, disse à Lusa fonte da proteção civil.