Bombeiros sapadores manifestam revolta pela “indiferença” do Governo face aos problemas da classe

O Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores (SNBS) manifestou quarta-feira “profunda revolta e indignação” pela “flagrante indiferença” do Governo e da Assembleia da República para com os problemas que afetam os bombeiros sapadores de Portugal.

© Folha Nacional

“É inadmissível que o Governo continue a negligenciar as nossas reivindicações justas e necessárias, e que, na realidade, apenas visam regulamentar o que já se aplica aos bombeiros sapadores a nível nacional, para que não exista interpretações maliciosas por parte de alguns municípios que têm apenas o intuito de prejudicar os bombeiros, mostrando total indiferença e desprezo pelos profissionais que compõem este corpo especial da função pública”, diz o SNBS em comunicado.

O sindicato considera que a urgência da situação impõe que o Governo se reúna com o SNBS já com medidas concretas relativamente ao apoio para fazer face ao aumento da inflação (atualização salarial de 104 euros), retificação do diploma de 2023 “acelerador de carreira” (alterando a abrangência do mesmo até ao final do ano de 2005), alteração ao sistema de avaliação dos bombeiros sapadores, bem como finalizar a negociação da carreira.

Nesta última matéria, o SNBS quer que a mesma contemple um acesso à aposentação de acordo com que o que existia antes da entrada em vigor do decreto-lei 87/2019, além do pagamento dos suplementos de risco, insalubridade, penosidade e disponibilidade permanente, bem como a definição de um horário de trabalho a aplicar a nível nacional, retificação das tabelas salariais, entre outras questões já apresentadas.

O sindicato exige ao governo “a mesma atenção e celeridade dadas a outras carreiras da Administração Pública e adverte que, caso o governo até ao final da primeira semana de setembro não se reúna com o SNBS apresentando medidas concretas, irá convocar todos os seus associados e bombeiros sapadores do país para uma manifestação nacional, cuja data será oportunamente anunciada.

“Esta manifestação será o grito de revolta à falta resposta do Governo e à apatia da Assembleia da República. Não nos calaremos nem cederemos perante esta injustiça. É tempo de o Governo assumir as suas responsabilidades e agir com respeito e consideração com aqueles que são, afinal de contas, os bombeiros dos portugueses que servem o país há mais de 600 anos”, conclui o SNBS.

Últimas do País

A urgência regional de Ginecologia e Obstetrícia da Península de Setúbal vai começar a funcionar a partir do dia 15 de abril, anunciou hoje o diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
A PSP deteve hoje sete pessoas e apreendeu diversas armas, 11,5 quilogramas de droga e 42 mil euros em dinheiro, numa operação especial de prevenção da criminalidade, indicou o comandante da divisão de Setúbal.
A Entidade para a Transparência (EpT) esclareceu hoje que já iniciou as diligências para incluir todos os elementos que solicitou na declaração única do primeiro-ministro, mas salientou que essa publicação depende da colaboração de Luís Montenegro.
Uma mancha de poluição de origem desconhecida foi hoje detetada no interior do porto da Horta, na ilha do Faial, nos Açores, revelou a Autoridade Marítima Nacional (AMN).
A GNR deteve na terça-feira no distrito da Guarda um cidadão francês suspeito do duplo homicídio de duas mulheres, que os media franceses dizem ter sido hoje encontradas mortas na fronteira com Espanha.
O Serviço Regional de Proteção Civil da Madeira indicou hoje ter sinalizado 224 ocorrências no arquipélago entre 17 de março e terça-feira, devido ao mau tempo causado pela passagem da depressão Therese, com registo de quatro desalojados.
O setor agrícola português, nas últimas três décadas, passou de 430.000 para 220.000 trabalhadores, sendo que quatro em cada 10 são estrangeiros, mas a produtividade mais do que duplicou, segundo um estudo revelado esta quarta-feira.
Os colégios de educação especial ainda não receberam a atualização de 10% das verbas atribuídas pelo Governo, anunciada em janeiro, dizem viver numa situação financeiramente insustentável e alertam que o próximo ano letivo poderá estar em causa.
Diversas sociedades científicas alertam para o aumento dos doentes que não cumprem a medicação e omitem a informação do médico, sobretudo os mais novos, porque julgam ter menor risco, pedindo maior aposta na literacia.
A investigação surge na sequência de declarações do presidente da autarquia, Rui Cristina (CHEGA), sobre critérios na atribuição de habitação social à comunidade cigana.