PJ investiga origem do Incêndio que destruiu mais de 200 carros no Prior Velho em Lisboa

A Polícia Judiciária está a investigar as causas do incêndio que deflagrou na sexta-feira à tarde na zona industrial do Prior Velho e destruiu mais 200 viaturas, tendo as operações de rescaldo terminado pelas 02:00 desta madrugada.

© Facebook da PJ

Em declarações à agência Lusa, o comandante sub regional da Grande Lisboa da Proteção Civil, Hugo Santos, avançou que “a Polícia Judiciária já está no terreno”.

O fogo consumiu um parque de estacionamento junto ao aeroporto de Lisboa, propriedade de uma empresa que recolhia veículos de passageiros que seguiam, depois, viagem de avião.

O alerta para o incêndio – que não causou danos pessoais nem alastrou a armazéns próximos – foi dado por chamada telefónica, às 17:58 de sexta-feira, tendo as chamas sido dadas como extintas às 22:50 e as operações de rescaldo decorrido até cerca das 02:00.

De acordo com Hugo Santos, foi afetado um dos dois pisos do parque de estacionamento, não havendo danos a registar no piso onde operava a empresa de logística UPS: “O estacionamento era coberto no piso n.º 1 e descoberto no piso n.º 2, e só ardeu o piso n.º 2. A UPS estava no rés-do-chão”, detalhou.

Segundo acrescentou, “eventualmente, poderá haver danos nalguns veículos que não arderam, mas que podem ter danos face ao calor libertado pelo incêndio”.

Últimas do País

Quinze pessoas deram entrada no Hospital de Santo André, em Leiria, por intoxicação com monóxido de carbono com origem em geradores, após a depressão Kristin, disse hoje à agência Lusa fonte hospitalar.
O candidato presidencial André Ventura apontou hoje um "falhanço do Estado" na gestão dos efeitos do mau tempo e apelou ao Governo que lance uma linha de apoio a fundo perdido e empenhe mais militares na ajuda às populações.
O Comando de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo alertou hoje para o risco de ocorrência de inundações, cheias, penetrações de terras e derrocadas devido ao mau tempo e à subida dos caudais.
O Hospital de Santo André, em Leiria, recebeu 545 feridos com traumas devido a situações relacionadas com acidentes em trabalhos de limpeza e reconstrução após a depressão Kristin, revelou à Lusa fonte hospitalar.
O presidente do conselho de administração da E-Redes, José Ferrari Careto, afirmou hoje não haver previsibilidade sobre quando será possível ter o restabelecimento total de energia elétrica à região afetada pela depressão Kristin.
Com casas destruídas, dias sem eletricidade e prejuízos que contam-se em milhares de euros, o Governo respondeu à tempestade Kristin com cheques de poucas centenas. População aponta os apoios como “desfasados da realidade” e incapazes de responder aos custos reais de recuperação.
Um homem morreu na madrugada de hoje no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador, disseram à Lusa fontes da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Proteção Civil.
Luís Montenegro declarou o prolongamento do estado de calamidade até dia 8 de fevereiro, logo após a reunião de Conselho de Ministros, em São Bento.
O Governo reúne-se hoje em Conselho de Ministros extraordinário para analisar a situação de calamidade, as medidas de prevenção para os próximos dias e a recuperação das zonas afetadas pela depressão Kristin.
A pilhagem de cabos elétricos na Marinha Grande, distrito de Leiria, é um dos motivos para a falta de água no concelho, um dos mais fustigados pela tempestade da passada quarta-feira, disse hoje o presidente da Câmara.