Greve na AIMA vai atrasar processos e não atendimento

A greve às horas extraordinárias na Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), que hoje se inicia, deverá ter mais impacto no trabalho interno e não na relação com os utentes, disse fonte sindical.

© Facebook de AIMA

A paralisação tem como prazo o final do ano, “vai atrasar os processos”, porque o trabalho extraordinário está “efetivamente a recair no ‘back office’ e não tanto no ‘front office’, porque o “front office tem um horário de funcionamento” para os clientes que não inclui essa horas extraordinárias, afirmou à Lusa Artur Cerqueira, dirigente da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS).

“Este pré-aviso de greve vem permitir que os trabalhadores, em bloco, não trabalhem além das 150 horas obrigatórias” para a função pública, num prazo até final do ano, explicou, salientando que esta convocatória constitui uma forma de responder ao excesso de trabalho imposto aos funcionários da AIMA.

Por outro lado, “esta greve vai durar até ao final do ano”, sempre “com a expectativa de poder ser desmarcada, se a AIMA tomar as medidas necessárias de criar o tal mapa pessoal com um novo número de trabalhadores suficientes” para dar resposta aos pedidos pendentes e à procura dos imigrantes.

No caderno reivindicativo da FNSTFPS que sustenta o pré-aviso, são referidos vários problemas na AIMA, entre os quais a ausência de um regulamento interno, a falta de comunicação interna, equipas “subdimensionadas, que se traduz numa sobrecarga de trabalho e níveis elevados de stresse e ansiedade”.

De acordo com o documento, a que a Lusa teve acesso, muitos dos funcionários “já ultrapassaram as 150 horas de trabalho extraordinário” em 2024 (o limite legal para a função pública), mas “continuam a fazer horas extraordinárias sem que lhes sejam pagas”.

“A situação a que chegámos resulta do conjunto de políticas erradas de vários governos”, mas “o importante e urgente é que o Governo assuma as suas responsabilidades e que devem ser tomadas todas as medidas, com caráter de urgência”, pondo “fim ao atropelo aos direitos dos trabalhadores e dos cidadãos”, refere ainda a estrutura sindical.

No final de julho, o Governo nomeou Pedro Portugal Gaspar para a direção da AIMA e transferiu o então presidente da organização, Goes Pinheiro para a nova estrutura de missão para as migrações.

A nova Estrutura de Missão para a Recuperação de Processos Pendentes de imigrantes, prevista no Plano de Ação para as Migrações terá como missão “resolver o histórico dos mais de 400 mil processos de regularização pendentes de análise, acumulados ao longo dos últimos anos”, referiu então o executivo.

A estrutura terá até 100 especialistas, 150 assistentes técnicos e 50 assistentes operacionais.

Quanto à AIMA, o Governo prometeu uma “mudança de orientação”, procurando implementar as medidas preconizadas no Plano de Ação para as Migrações apresentado no início de junho.

Últimas do País

Os dois homens detidos numa operação contra o tráfico de droga ao largo de Faro, na qual morreu um terceiro suspeito, ficaram em prisão preventiva, disse hoje à Lusa fonte da Polícia Judiciária (PJ).
A Polícia Judiciária (PJ) extraditou na terça-feira para o Reino Unido um português suspeito de homicídio por ter participado há seis anos num confronto de gangues em Manchester que resultou na morte de uma pessoa.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve nas Caldas da Rainha, no distrito de Leiria, um homem procurador por França por suspeita de "fraude fiscal e branqueamento, através do denominado esquema 'carrossel do IVA'", anunciou hoje a força policial.
Uma intervenção da Guarda Nacional Republicana (GNR) na Autoestrada 2, na zona de Alcácer do Sal, terminou com a apreensão de cerca de oito mil litros de gasolina.
A Polícia Judiciária e a Autoridade Tributária desencadearam uma operação que envolve o Banco Carregosa e o Banco Angolano de Investimento Europa. Em causa está um esquema de transações imobiliárias destinado a beneficiar de isenções fiscais, com suspeitas de prejuízos de milhões de euros para o Estado.
Ana Sofia Dias, antiga presidente da Junta de Freguesia de Penha de França, em Lisboa, foi contratada pela Junta de Freguesia de Agualva e Mira Sintra, liderada pelo Partido Socialista. A ex-autarca está acusada dos crimes de corrupção passiva agravada e prevaricação no âmbito do processo Tutti-Frutti, que investiga alegadas irregularidades envolvendo antigos responsáveis autárquicos.
O ministro da Administração Interna assinou, a 6 de agosto, um despacho sobre a organização e fiscalização do SIRESP que nunca chegou a ser publicado no Diário da República.
Um guarda prisional, de cerca de 40 anos, foi agredido por um visitante no interior do Estabelecimento Prisional de Lisboa, depois de lhe ter ordenado que abandonasse as instalações. O suspeito encontrava-se acompanhado por uma criança e terá desobedecido às indicações do funcionário.
Um jovem de 15 anos, com necessidades educativas especiais, continua sem aulas devido à falta de uma resposta escolar adequada. Depois de várias tentativas para resolver a situação, a mãe decidiu apresentar queixa, levando às autoridades policiais um problema que coloca em causa o acesso do filho à educação.
Uma mulher de 30 anos foi encontrada morta, com ferimentos provocados por arma de fogo, no interior de uma viatura estacionada na berma da Estrada Nacional 360, nas Caldas da Rainha. Ao seu lado estava um homem de 25 anos, apontado como seu namorado, que foi encontrado inconsciente.