Associação e Sindicato de bombeiros profissionais marcam manifestação para 10 de outubro

A Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP) e o Sindicato Nacional de Bombeiros Profissionais (SNBP) convocaram uma manifestação nacional para o dia 10 de outubro em Lisboa, anunciou hoje a associação.

© D.R.

A manifestação, marcada para o dia da entrega do Orçamento de Estado pelo Governo na Assembleia da República, inclui uma marcha de bombeiros profissionais entre o Ministério da Administração Interna (MAI) e o parlamento.

Em comunicado, a ANBP e o SNBP adiantam exigir ao Governo a abertura rápida do processo negocial para a revisão do Estatuto Profissional, a atualização do subsídio de risco e a indexação da tabela salarial dos bombeiros sapadores à remuneração mínima nacional.

Reivindicam ainda a correção da atual tabela remuneratória dos bombeiros sapadores em mais de 52€, a atribuição de um suplemento de risco e a atualização do “Suplemento de Disponibilidade Permanente”, entre outras.

“Caso o Governo não abra o processo negocial e não aceda a estas reivindicações já entregues ao MAI, a ANBP e o SNBP irão efetuar para além da manifestação nacional, uma Greve Nacional com todos os bombeiros portugueses até ao final do ano”, indica o comunicado.

As organizações consideram ter “legitimidade para enveredar por outras formas luta mais extremadas”, por os bombeiros profissionais estarem há “22 anos sem alterações ou valorização da carreira”, adiantando acreditar que o Governo agirá de modo a garantir que estes profissionais “tenham todas as condições para assegurar” a “segurança e o bem-estar da população”.

Há uma semana, o Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores (SNBS) anunciou a realização de uma manifestação nacional em Lisboa a 02 de outubro devido aos “graves problemas” e à “resposta indiferente e inaceitável” do Governo.

Em declarações na altura à agência Lusa, o presidente do SNBS, Ricardo Cunha, disse que a manifestação tinha como objetivo “mostrar que os bombeiros sapadores não estão contentes com o Governo, que faltou à palavra”, relembrando que os secretários de Estado da Proteção Civil e da Administração Local comprometeram-se em reunir com os representantes do sindicato até junho, mas tal não aconteceu.

Em causa está o aumento salarial, que já tinha sido prometido pelo anterior Governo socialista.

Ricardo Cunha disse que os bombeiros sapadores exigem um aumento salarial para compensar a subida da inflação, idêntico ao que foi dado em 2023 pelo anterior Governo aos polícias, de cerca de 100 euros.

Segundo o SNBS, existem cerca de 3000 bombeiros profissionais no país, distribuídos por 25 municípios.

Últimas do País

O ex-diretor nacional adjunto da Polícia Judiciária Carlos Farinha tomou hoje posse como presidente da Comissão de Proteção às Vítimas de Crimes e alertou para a existência de atrasos excessivos na resposta às vítimas.
André Ventura criticou o Presidente da República por não exigir a demissão da ministra da Saúde após mais um caso de morte associada a falhas do INEM.
O plano que no inverno passado reforçou o INEM com mais 100 ambulâncias não avançou este ano. A decisão é criticada pelos bombeiros e surge num contexto de urgências sobrelotadas e atrasos graves no socorro.
Depois de um homem ter morrido no Seixal sem socorro durante cerca de três horas, o CHEGA vai requerer a audição parlamentar da ministra da Saúde. O partido quer ainda ouvir o presidente do INEM e o diretor executivo do SNS.
O estado do tempo em Portugal continental vai ser influenciado na quinta e na sexta-feira pela depressão Goretti, prevendo-se chuva e queda de neve nos pontos mais altos, indicou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
As urgências dos hospitais privados registaram, entre o Natal e o Ano Novo, um aumento médio de 20% na procura face ao período homólogo, devido ao tempo frio e ao aumento da oferta, segundo a associação do setor.
Um homem vai ser julgado em Leiria pela alegada prática de 190 crimes de abuso sexual e nove crimes de pornografia, de que terão sido vítimas dois menores, segundo o despacho de acusação hoje consultado pela Lusa.
A Inspeção-Geral da Educação e Ciência abriu processos a instituições que publicitavam pós-graduações e cursos superiores sem autorização legal. Três entidades enfrentam contraordenações e o caso já chegou à Defesa do Consumidor.
A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) abriu um inquérito ao caso do homem que morreu no Seixal depois de ter esperado cerca de três horas por socorro do INEM.
Em apenas 12 meses, os portugueses apresentaram quase 240 mil reclamações. O Portal da Queixa registou um máximo histórico de reclamações em 2025, com logística, telecomunicações e serviços públicos no centro de uma onda de indignação sem precedentes.