Conclusão da investigação vai sofrer novo adiamento

A conclusão do inquérito ao processo EDP/CMEC vai ser novamente adiada e não será cumprido o prazo de 30 de setembro que tinha sido definido pela Procuradoria-Geral da República (PGR), adiantou hoje à Lusa fonte judicial.

© D.R.

 

Segundo a mesma fonte, a conclusão do inquérito – que está a ser investigado pelo Ministério Público (MP) desde 2012 – dentro do prazo que tinha sido fixado em 01 de julho não será viável por o processo se encontrar no Tribunal Central de Instrução Criminal há cerca de um mês para decisão sobre alegadas nulidades invocadas por arguidos.

Foi proposta pelos procuradores do caso a concessão de mais 30 dias para fechar o inquérito, ou seja, até 30 de outubro, de acordo com a mesma fonte, faltando apenas a validação superior, que, em julho, coube ao vice-procurador-geral da República, Carlos Adérito Teixeira.

Entre os principais arguidos deste processo estão os antigos administradores da EDP António Mexia e João Manso Neto, que acabaram por ser afastados das suas funções na empresa na sequência deste caso, além de João Conceição, administrador da REN e antigo consultor do ex-ministro da Economia Manuel Pinho.

O processo tem sido marcado por sucessivos adiamentos na sua conclusão, retardando dessa forma um despacho de acusação ou arquivamento, depois de já terem sido fixados anteriormente os prazos de 30 de abril e 30 de junho para a conclusão do inquérito.

As últimas prorrogações de prazos ficaram a dever-se, sobretudo, à presença no processo de 3.277 emails apreendidos aos ex-administradores da EDP António Mexia e João Manso Neto e cuja apreensão foi anulada em outubro de 2023 por um acórdão de fixação de jurisprudência do Supremo Tribunal de Justiça (STJ).

Com a declaração destes emails como prova proibida, foi preciso analisar as consequências e ramificações sobre o resto da prova reunida pelo MP.

O Caso EDP/CMEC acabou por levar em dezembro de 2022 à acusação do ex-ministro Manuel Pinho, da mulher Alexandra Pinho, e do ex-banqueiro Ricardo Salgado por factos não relacionados com a empresa e os Custos para Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC), que estiveram na origem do inquérito aberto em 2012.

O julgamento terminou em junho com a condenação do ex-governante a 10 anos de prisão e do ex-banqueiro a seis anos e três meses (além da condenação de Alexandra Pinho a quatro anos e oito meses de pena suspensa).

O processo foi então separado e ficaram aqui sob investigação os procedimentos relativos à introdução no setor elétrico nacional dos Custos para Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC).

António Mexia e João Manso Neto, arguidos desde 2017 neste caso, são suspeitos dos crimes de corrupção e participação económica em negócio, enquanto João Conceição é suspeito de corrupção passiva.

Últimas do País

Cerca de 300 doentes permanecem nos hospitais psiquiátricos à espera de respostas que permitam a sua saída, constituindo um desafio à desinstitucionalização prevista na reforma da saúde mental.
DJ, atuação musical, coreógrafo, ecrãs gigantes e passarela integraram os dois eventos contratados pela Câmara de Cascais. Primeiro-ministro e Presidente da República marcaram presença na cerimónia oficial.
Setenta e três pessoas continuam desalojadas devido ao mau tempo que atingiu o país no início do ano, revelou esta quarta-feira o coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro, Paulo Fernandes.
O líder parlamentar do CHEGA exigiu explicações a Fernando Alexandre sobre a segurança nas escolas e questionou as respostas do Governo perante as agressões a professores, alunos e auxiliares.
Apresentava-se como cuidador, exibia fotografias vestido de bombeiro e com trajes médicos e aproximava-se das vítimas através de serviços domiciliários. PSP identificou pelo menos 15 idosos lesados em Lisboa, Cascais e Oeiras. Suspeito, de 31 anos, ficou em prisão preventiva.
A Polícia Judiciária deteve quatro homens suspeitos de integrarem uma operação de rapto ordenada após um alegado roubo. Armas, falsos crachás da polícia e coletes balísticos estavam entre o material apreendido.
A GNR identificou 12 pessoas após o alerta para um possível desembarque de uma embarcação de alta velocidade, na madrugada de hoje, em Aljezur.
A Urgência de Ginecologia e Obstetrícia de Abrantes esteve encerrada 32 dias até meados de setembro, contra 50 em todo o ano de 2025, informou a ULS Médio Tejo, que aponta a falta de especialistas como principal dificuldade.
A Agência para a Integração, Migrações e Asilo registou uma subida superior a 50 vezes no número de notificações para abandono voluntário. Processos acumulados ajudam a explicar a escalada.
A Polícia Marítima apreendeu 99 jerricans carregados com cerca de dois mil litros de combustível na zona de Olho de Boi, em Almada. As autoridades suspeitam que a carga possa estar ligada à logística utilizada para abastecer embarcações rápidas associadas ao tráfico de droga.