INEM encaminhou mais de mil casos suspeitos de enfarte no primeiro semestre do ano

Mais de mil casos suspeitos de Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM) foram encaminhados pelo INEM para tratamento hospitalar, através da Via Verde Coronária, no primeiro semestre deste ano, informou hoje o instituto.

© Facebook / INEM

 

A propósito do Dia Mundial do Coração, que se assinala domingo, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) indicou que, nos primeiros seis meses do ano, foram encaminhados 1.064 casos suspeitos de Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM).

Neste período, os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM acionaram 8.520 meios de emergência pré-hospitalar para situações de dor torácica, com eletrocardiogramas realizados no local das ocorrências em 87% dos casos.

“Este procedimento permitiu identificar 1.064 doentes com um possível Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM), possibilitando um encaminhamento rápido e eficaz para as unidades de saúde mais adequadas”, lê-se no comunicado do INEM.

A mesma nota refere que “em 60% dos casos de possíveis EAM, o tempo entre a identificação dos sintomas e o encaminhamento hospitalar foi inferior a duas horas. Em 26% dos casos, o contacto com o 112 ocorreu entre duas e 12 horas após o início dos sintomas, e, em 13% dos casos, o contacto foi feito após mais de 12 horas”.

A média de idades dos utentes foi de 62 anos, com uma predominância de casos no sexo masculino (70%). Os distritos com maior número de registos foram Porto (197), Lisboa (185), Braga (137), Faro (77) e Vila Real (56).

Os hospitais que mais receberam doentes foram o Hospital de Braga (135), Faro (85), Hospital de São João no Porto (70), e os Hospitais de Santa Marta e Santa Maria, com 64 e 58 doentes, respetivamente.

O INEM recorda que os sintomas de EAM incluem dor súbita no peito, com ou sem irradiação para o braço esquerdo, costas ou mandíbula, suores frios intensos, náuseas e vómitos.

O EAM é uma das principais causas de morte em Portugal, ocorrendo devido à interrupção súbita da perfusão sanguínea coronária.

A prevenção inclui exames médicos regulares, hábitos de vida saudáveis, prática de desporto e evitar o tabaco e a vida sedentária.

Últimas do País

Pedido de auxílio por agressões a um homem levou a GNR a encontrar produto estupefaciente no interior de uma casa no Cadaval. Mulher de 38 anos foi constituída arguida.
Cidadão estrangeiro, de 33 anos, preparava-se para embarcar no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, quando apresentou um passaporte croata falso. PSP encontrou ainda na sua posse outros dois documentos croatas igualmente fraudulentos.
Homem de 38 anos foi detido pela PSP depois de ter entrado pela janela de uma residência em Alvalade e furtado artigos avaliados em 18.200 euros. Polícia conseguiu recuperar parte dos bens.
Ministro disse que os empréstimos usados na compra dos montes estavam declarados. Em causa estão quatro propriedades situadas na freguesia de São Teotónio, no concelho de Odemira.
Jovens que vão entrar no 7.º ano continuam sem colocação a poucas semanas do início das aulas. Ministério da Educação em silêncio.
Grupo que se apresentava como ‘Diligência Judicial’ é suspeito de ameaçar pessoas e empresas endividadas, apreender bens e obrigar vítimas a assumir dívidas alegadamente inexistentes. Investigação do DIAP de Lisboa e da PJ arrasta-se há mais de seis anos.
Mais de 1,6 milhões de pensionistas de velhice da Segurança Social receberam menos de 870 euros por mês em 2025. Entre os beneficiários de pensões de invalidez, a realidade é ainda mais pesada: cerca de 90% ficaram abaixo daquele valor.
Ministério Público acusa Rui Cristina na sequência de declarações sobre a política de habitação destinada à comunidade cigana. Autarca defende que a Câmara não deve continuar a canalizar dinheiro público para aquele grupo.
Menor foi surpreendido por dois indivíduos de rosto tapado, que efetuaram vários disparos em plena rua. Projétil ficou alojado no tronco e vítima sofreu ainda dois ferimentos na cabeça. Polícia procura os autores do ataque.
Partido avança com pedidos de informação sobre o parque habitacional dos municípios e quer conhecer o número de casas ocupadas e desocupadas, o valor médio das rendas e a dívida acumulada. CHEGA defende maior escrutínio sobre a gestão da habitação pública em plena crise de acesso à casa.