MAI considera videovigilância uma mais-valia para prevenir criminalidade no Porto

O líder do CHEGA afirmou hoje ter provas dos cinco encontros com o primeiro-ministro para negociar o Orçamento do Estado, estando disposto a apresentá-las em tribunal, defendendo que "ficou claro" quem diz a verdade.

© D.R.

Poucas horas depois do anúncio de que o Governo deu autorização ao município do Porto para avançar com o alargamento da videovigilância, o despacho foi publicado em Diário da República.

“Os sistemas de videovigilância são uma mais-valia na prevenção e combate à criminalidade e na promoção da segurança coletiva e esse é um facto incontornável no município do Porto”, lê-se no despacho assinado pelo secretário de Estado da Administração Interna, Telmo Correia.

Apesar da importância destes sistemas, a tutela alerta que a sua implementação deve “seguir sempre as melhores práticas e o equilíbrio” entre a promoção de segurança e o respeito pelos direitos e liberdades dos cidadãos.

Nesse sentido, a autorização para o alargamento do sistema prevê o cumprimento de várias condições, sendo que algumas já tinham sido apontadas pela Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) nos dois pareceres que emitiu a este respeito.

“O sistema de videovigilância deve ser operado de forma a garantir a efetiva salvaguarda da privacidade e da segurança, dando integral cumprimento às disposições legais aplicáveis e às recomendações efetuadas”, indica.

No despacho, a tutela afirma também que cabe à PSP, em articulação com outras entidades públicas, garantir o cumprimento das recomendações da CNPD, sobretudo no que diz respeito a questões técnicas e de monitorização, de como é exemplo a necessidade do sistema conter meios de alerta em caso de tentativas de acesso não autorizado.

A ministra da Administração Interna, Margarida Blasco, anunciou hoje que o Governo já tinha assinado o despacho que permite à Câmara do Porto avançar com a instalação a videovigilância.

O despacho era a “única coisa que faltava” para instalar mais 117 câmaras na zona ocidental e oriental do Porto, avançou na semana passada o presidente da câmara, que chegou a colocar a hipótese de retirar a verba destinada à videovigilância do orçamento para o próximo ano caso o despacho não fosse assinado.

As 117 câmaras, a instalar em arruamentos na zona da Asprela, Campanhã, Estádio do Dragão, Pasteleira e Diogo Botelho, juntar-se-ão às 79 câmaras que começaram a operar em 22 de junho de 2023 no centro da cidade e que já permitiram preservar imagens relativas a 910 processos-crime.

O concurso público, lançado a 24 de julho de 2023 pela câmara para a aquisição e manutenção da videovigilância ao abrigo do protocolo de colaboração entre o município e a PSP, foi adjudicado em dezembro à Soltráfego por 1,9 milhões de euros.

Últimas do País

Os pais de um menino de três anos foram detidos por suspeitas de maus-tratos físicos, psicológicos e psíquicos à criança, em Vendas Novas, no distrito de Évora, divulgou hoje o Ministério Público.
Um homem, de 44 anos, ficou em prisão preventiva, na ilha de São Miguel, Açores, por ser suspeito de 29 crimes, entre os quais de condução ilegal, coação sobre funcionário e ofensas à integridade física, anunciou hoje a PSP.
O novo sistema informático de colocação de médicos no internato da especialidade começou a funcionar, mas as primeiras 161 colocações ficaram marcadas por falhas. O processo teve de ser repetido, aumentando a desconfiança entre os candidatos.
Um jovem foi atingido por dois tiros durante um ataque protagonizado por quatro homens encapuzados, a poucos metros da Câmara Municipal da Amadora. Os suspeitos fugiram e a Polícia Judiciária está a investigar o caso.
O Governo investiu milhões de euros na expansão da rede de creches, mas a oferta continua a não chegar para todas as crianças. Nem os fundos do PRR nem o programa Creche Feliz conseguiram eliminar a falta de vagas.
Milhões de euros em refeições escolares continuam por pagar, deixando as autarquias com encargos acumulados. Os pagamentos em atraso dizem respeito às refeições fornecidas aos alunos nas escolas.
Um administrador de insolvências foi condenado a oito anos e seis meses de prisão por envolvimento num esquema de burlas que ultrapassou um milhão de euros. Os lucros obtidos através das operações fraudulentas eram colocados em nome da namorada.
A presidente do Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) acusou a ministra da Saúde de não cumprir a promessa sobre o INEM, referindo que o instituto está com menos de 30 médicos no quadro quando estão previstos 70 lugares.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve uma mulher com um mandado de detenção internacional para cumprimento de uma pena de nove anos e quatro meses por associação criminosa e tráfico de droga, segundo informação divulgada hoje.
O Tribunal de Aveiro condenou hoje dois arguidos, pai e filho, a penas de cinco anos e meio e sete anos de prisão por vários roubos violentos a idosos ocorridos em 2024 e 2025.