Ventura defende direito à greve nas polícias e critica “contradições” no Governo

O líder do CHEGA, André Ventura, apontou hoje "falta de unidade política" ao Governo sobre o direito à greve nas forças policiais, considerando que o primeiro-ministro "sai fragilizado" e que o tema deve ser discutido.

© Folha Nacional

“Nós achamos bem que o tema esteja em cima da mesa e seja discutido, mas pelos vistos em março [na campanha eleitoral para as legislativas] fomos os únicos a achar que o tema devia estar em cima da mesa”, disse Ventura, afirmando que noutros países europeus este direito existe, ainda que obrigando a serviços mínimos.

Ventura referia-se a declarações da ministra da Administração Interna, Margarida Blasco, que afirmou no domingo que o tema do direito à greve estaria “em cima da mesa” nas negociações previstas para janeiro com as associações de polícias.

Contudo, horas depois, um comunicado do Ministério da Administração Interna refere que “a posição do Governo é clara: nesse diálogo pode ser discutida a representação laboral e os direitos sindicais. Mas não o direito à greve”.

“É curioso porque ou o nosso governo não tem qualquer unidade política, em que cada um diz o que lhe passa pela cabeça, em completa contradição, ou é um governo que se esquece do que disse, o que também pode ser o caso”, afirmou André Ventura.

O líder do CHEGA considerou que “não só a ministra sai fragilizada como o primeiro-ministro sai fragilizado”, alegando que “a ministra está em completa rota de colisão com o governo” e o “primeiro-ministro parece que não criou no seu governo uma unidade política e ideológica”.

André Ventura anunciou ainda que vai propor, no âmbito do debate orçamental, que os arrendatários de habitação do Estado condenados por atos de vandalismo contra o património público sejam despejados.

Em declarações aos jornalistas, André Ventura disse que esta proposta será apresentada no âmbito do debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2025, e afirmou esperar que o PS e o PSD a aprovem, “seguindo a mesma linha na câmara de Loures”.

O líder do CHEGA considerou que deve existir a nível nacional “a obrigação” de despejo de “pessoas condenadas por vandalismo” contra o erário público.

A Câmara Municipal de Loures aprovou na semana passada, com os votos favoráveis do PS e do PSD e contra da CDU (PCP/PEV), uma recomendação do CHEGA que visa “dissuadir a prática de quaisquer tipo de ilícitos por parte dos arrendatários das habitações municipais”.

Trata-se de uma iniciativa que recomenda a alteração do Regulamento Municipal de Habitação para permitir que, “ao ser provada a participação e/ou incentivo nestes ilícitos, que seja dada imediata ordem de despejo”.

Últimas de Política Nacional

André Ventura criticou a decisão de José Luís Carneiro de propor a abstenção do PS no Orçamento do Estado para 2027 antes de ser conhecido o documento. O Presidente do CHEGA considera que os socialistas passam a ser "parceiros" do Governo e questiona que margem resta para negociar medidas em áreas como Saúde, Administração Interna, combustíveis e alimentação.
A Comissão parlamentar vai analisar a atuação de Luís Neves durante os oito anos em que dirigiu a Polícia Judiciária e apurar eventuais responsabilidades dos membros dos governos que o nomearam e tutelaram. O CHEGA fica com a presidência, enquanto PS e PSD assumem as duas vice-presidências.
Miguel Guimarães, antigo bastonário da Ordem dos Médicos e atual deputado do PSD, é visado por acusações que incluem alegados gastos excessivos, abuso de poder e corrupção passiva.
O CHEGA queria que o Governo português promovesse junto da União Europeia a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) na lista de organizações terroristas. Mas PSD, PS, Livre e Bloco de Esquerda votaram contra.
A concelhia social-democrata corta com Luís Jesus e Alexandra Moura e acusa os dois eleitos de desrespeitarem as orientações do partido.
O CHEGA levou ao Parlamento a descida do IVA dos combustíveis de 23% para 13%, IVA Zero num cabaz de bens alimentares essenciais e o fim das portagens nas pontes 25 de Abril e Vasco da Gama. Nenhuma das propostas passou. PSD, PS e CDS-PP juntaram os votos contra nas duas medidas fiscais.
André Ventura defendeu esta quinta-feira, no Parlamento, uma redução da carga fiscal sobre os combustíveis e acusou o Governo de não responder ao aumento do custo de vida.
O CHEGA aceita as duas limitações impostas por Aguiar-Branco e desbloqueia a comissão parlamentar de inquérito. Ventura mantém as críticas à decisão, mas garante que não deixará cair a investigação aos mandatos do antigo diretor da Polícia Judiciária, Luís Neves.
Autarquia liderada pelo socialista Gonçalo Lopes repartiu trabalhos semelhantes de gestão florestal por cinco procedimentos, todos abaixo do limiar europeu. Dois ficaram a poucos milhares de euros dos 216 mil e, em quatro concursos, as empresas tiveram apenas cerca de 36 horas para apresentar propostas.
O líder do CHEGA acusa José Luís Carneiro de contradição e sustenta que os socialistas preferem preservar o entendimento político com o PSD a transformar em lei aquilo que dizem defender: baixar o IVA nos combustíveis de 23% para 13%.