Indústria da música e do audiovisual pode perder 22 mil milhões de euros em cinco anos por causa da IA

A indústria da música e do audiovisual pode perder 22 mil milhões de euros de receitas até 2028 por causa de conteúdos gerados por Inteligência Artificial, revelou hoje a Confederação Internacional de Sociedades de Autores e Compositores (CISAC).

© D.R.

Os dados constam de um estudo económico global inédito, divulgado hoje por aquela confederação, sobre o impacto económico da Inteligência Artificial (IA) nos setores da música e do audiovisual, considerando que a IA generativa (que permite criar novos conteúdos) vai comprometer “substancialmente o rendimento dos criadores humanos nos próximos cinco anos”.

Segundo o estudo, dos 22 mil milhões de euros calculados de perda de receita, 10 mil milhões de euros dizem respeito a quebras na indústria musical e 12 mil milhões de euros são de perdas na indústria audiovisual ao longo de cinco anos.

Por outro lado, estima-se que o valor do mercado da música e do audiovisual com conteúdos gerados por Inteligência Artificial (IA) vai sofrer “um crescimento exponencial nos próximos cinco anos, passando de três mil milhões de euros para 64 mil milhões de euros”.

Porém, isso pode não significar um aumento de rendimento para os criadores e autores, uma vez que o desenvolvimento da IA generativa não tem sido acompanhado de respetiva regulação e a maioria dos modelos de IA utiliza, sem autorização, informações e conteúdos que são protegidos por direitos de autor.

O estudo económico detalha que, no caso da indústria musical, os conteúdos criados por IA podem gerar quatro mil milhões de euros de receitas anuais. No caso da indústria audiovisual, o impacto será de cinco mil milhões de euros de receitas anuais.

“São receitas que resultam diretamente da reprodução não licenciada do trabalho de criadores, o que representa uma transferência do valor económico dos autores para as empresas de IA”, lê-se no documento.

No audiovisual, o estudo refere, por exemplo, que a IA terá “um forte impacto” no trabalho dos profissionais de dobragens e legendagem, com perda de receita até 56%, e no dos argumentistas e realizadores, com perdas entre 15 e 20%.

O estudo demonstra ainda exemplos de utilização de IA generativa com impacto negativo nos dois mercados — do ponto de vista de remuneração e direitos dos artistas e criadores – como o recurso a música gerada por modelos de Inteligência Artificial em “alguns trabalhos audiovisuais de baixo orçamento, videojogos, filmes ou séries, como forma de reduzir custos”, ou ainda a utilização de dobragens e legendagens automáticas.

Segundo a confederação CISAC, o estudo, encomendado à consultora PMP Strategy, tem um caráter inédito por cruzar dados estatísticos sobre aqueles dois mercados, e entrevistas aprofundadas a especialistas e representantes do setor, nas áreas da produção, criação e difusão.

Últimas de Economia

O preço por litro de gasóleo deverá aumentar 9 cêntimos e o da gasolina subir 3,5 cêntimos na próxima semana, caso a tendência atual se mantenha, de acordo com a estimativa da ANAREC cedida à Lusa.
A oferta de casas para arrendar em Portugal recuou 22% no segundo trimestre, face ao período homólogo, para 40.716 imóveis destinados ao arrendamento de longa duração, segundo dados do portal 'online' de imobiliário Idealista.
A dívida pública da zona euro agravou-se, no primeiro trimestre, para os 88,9% do Produto Interno Bruto (PIB) e a da União Europeia (UE) para 82,9%, com Portugal a registar a quinta mais alta (91%), segundo o Eurostat.
O Estado continua sem conseguir recuperar milhares de milhões de euros em impostos. A dívida declarada incobrável atingiu um novo máximo de mais de 10 mil milhões de euros, sendo que apenas 20 mil devedores concentram quase dois terços desse valor.
Os encargos com o crédito à habitação continuam a aumentar. A taxa de juro implícita voltou a subir em junho e empurrou a prestação média para os 411 euros mensais. Nos novos contratos, as famílias já pagam, em média, 715 euros por mês, numa escalada que mantém a pressão sobre os orçamentos.
Os portugueses mostram-se favoráveis à redução da idade da reforma, mas traçam uma linha vermelha: a pensão não pode sofrer cortes. Um novo barómetro revela um apoio expressivo à proposta defendida pelo CHEGA, desde que o descanso antecipado não tenha custos no rendimento dos reformados.
O preço mediano de alojamentos familiares foi de 2.076 euros por metro quadrado (euro/m2) em 2025, representando um aumento de 16,8% face ao ano anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), hoje divulgados.
O preço por litro de gasóleo deverá aumentar 12 cêntimos e o da gasolina subir cinco cêntimos na próxima semana, caso a tendência atual se mantenha, de acordo com a estimativa da ANAREC - Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis cedida à Lusa.
Ministro da Administração Interna só declarou à Entidade para a Transparência a empresa da esposa depois de assumir funções no Executivo. A sociedade, criada em 2023, foi utilizada para suportar o pagamento das obras na propriedade de Odemira.
A produção industrial recuou em maio 1,2% na zona euro e 0,3% na União Europeia (UE), face ao mês homólogo, divulga hoje o gabinete europeu de estatísticas, Eurostat.