Chega vai propor amnistia para polícias condenados por crimes em serviço

O presidente do CHEGA anunciou hoje que o partido vai propor na próxima legislatura uma amnistia para polícias que tenham sido condenados por crimes cometidos em serviço, incluindo homicídios.

©️ Folha Nacional

“Nós vamos propor no parlamento uma amnistia para todos os polícias […] que foram acusados de, no serviço público e no âmbito da defesa das pessoas, ter interferido com a integridade física, ou com a vida, ou com a situação pessoal dos criminosos. Isto é, nós vamos propor que seja revista a situação de todos os polícias que tiveram de usar a arma em serviço, que tiveram que usar a força em serviço, para nos defender a nós, cidadãos”, afirmou.

André Ventura falava aos jornalistas antes de uma visita à esquadra da PSP na Parede, concelho de Cascais e distrito de Lisboa, onde chegou mais de meia hora depois do horário comunicado aos jornalistas.

“Eles até podem ter cometido um crime naquele momento, mas cometeram para nos defender. E nós hoje o que temos é falta de capacidade de nos defender”, afirmou, considerando que “os polícias não têm autoridade para fazer nada” e “têm de deixar de ter medo de [a] exercer”.

O líder do CHEGA indicou que o partido vai propor que as situações sejam analisadas caso a caso e defender que quando “o polícia tenha agido numa situação de perigo, em defesa da segurança e da população, possa ser amnistiado”.

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A moção de censura caiu, mas o CHEGA não ficou sentado. Consumada a votação, toda a bancada se levantou e fez ecoar “demissão” pelo plenário, fechando um debate em que André Ventura responsabilizou Montenegro não apenas pela permanência de Luís Neves, mas também pelo rumo do Governo.
Mentiras, abuso de poder e suspeitas sobre a utilização da Polícia Judiciária. Luís Neves está debaixo de fogo esta terça-feira, acusado de protagonizar uma lógica de “quero, posso e mando”. Mas a pressão não recai apenas sobre o ministro da Administração Interna: Luís Montenegro é também chamado a assumir responsabilidades e a explicar, de forma cabal, por que razão continua a manter Neves no Governo.
Afinal, não foi “vais pagá-las”. Luís Neves esclareceu esta terça-feira, na Assembleia da República, a frase que disse dirigida à bancada do CHEGA, em dia de debate quinzenal com o primeiro-ministro. Aos deputados do partido liderado por André Ventura, o ministro da Administração Interna assumiu que as palavras que proferiu foram: “Vão levar comigo.”
O líder parlamentar do CHEGA, Pedro Pinto, acusou o ministro de trocar os esclarecimentos prometidos por “propaganda barata” e perguntou-lhe diretamente quando abandona o cargo. Neves fechou a porta à demissão e colocou a bola no campo de Montenegro.
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Primeiro, o Governo respondeu ao CHEGA indicando um orçamento de 144.456 euros para a destruição dos químicos, em linha com a justificação apresentada por Luís Neves. Agora, confrontado pelo Observador, o Ministério da Justiça esclarece um pormenor decisivo: aquele valor abrangia produtos apreendidos em vários processos e não apenas os 62 bidões da Operação Pacoba. Afinal, os 144 mil euros não eram só para aqueles químicos.
O líder do CHEGA contesta limitações ao objeto da comissão de inquérito e quer escrutinar toda a passagem de Luís Neves pela direção da PJ, incluindo o seu afastamento da Operação Influencer e perceber se decisões tomadas durante o mandato sofreram influência política.
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Presidente do CHEGA anunciou esta quarta-feira que o partido deu entrada de uma moção de censura ao Governo e considera a decisão “irreversível”. André Ventura acusa Luís Neves de não esclarecer as suspeitas que têm marcado a polémica em torno do ministro, critica o silêncio de Montenegro e garante que a comissão parlamentar de inquérito é para manter.
Presidente do CHEGA quer saber como Portugal vai pagar as novas fragatas e quanto custarão os juros. Ventura acusa ainda o Governo de ter adotado a “escola Luís Neves”: “Fala quando quer, sobre o que quer.”