Há grupos criminosos que entram na Europa só para roubar casas. Portugal não é exceção

A PSP diz que a existência destes “grupos que entram no país apenas para cometer este tipo de crimes e voltam a sair” é considerado como “uma preocupação”.

©D.R.

Há redes internacionais organizadas que se dedicam a furtar casas em vários países europeus e Portugal não é exceção, segundo apurou o jornal Público, a partir de dados da Polícia de Segurança Pública (PSP).

Segundo a PSP, a existência destes “grupos que entram no país apenas para cometer este tipo de crimes e voltam a sair” é considerado “uma preocupação”, apesar de os furtos no interior de residências terem diminuído este ano, quando comparados com o ano passado.

“A PSP vê como ameaça a entrada de grupos criminosos itinerantes que viajam de região para região e de país para país para consumar este tipo de ilícito”, declara o porta-voz da PSP, subintendente Sérgio Soares ao Público, acrescentando que “a própria Europol refere que, na União Europeia, estes grupos continuam a visar moradias e apartamentos, explorando as vulnerabilidades existentes na segurança dos imóveis”.

De acordo com o porta-voz da PSP, “entre janeiro e 30 de novembro, foram registados 6533 furtos no interior das residências, quando, no ano passado, no mesmo período, o número chegou aos 6914. A aumentar estão os furtos em área anexa a residência que, este ano, já alcançaram os 1747, quando no ano passado não ultrapassaram os 1484”.

Já no ano passado, a PSP registou 7490 furtos no interior de residências com um prejuízo de 13,4 milhões de euros para os lesados, menos 601 furtos do que em 2022, quando representaram um prejuízo de 25,1 milhões. Dados do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2023, que compilam os números das várias forças de segurança, confirmam a tendência de descida dos furtos em residência em relação a 2022.

De acordo com o Público, em 2023, foram autores de vários furtos em residências grupos de albaneses, servo-croatas, ítalo-bósnios, georgianos e sul-americanos. Várias equipas da PSP já levaram ao desmantelamento de alguns destes grupos.

Últimas do País

O Sindicato Independente do Corpo da Guarda Prisional (SICGP) alertou hoje o parlamento para uma “nova tipologia de reclusos” nas prisões, relacionada com grupos organizados de tráfico de droga, que pode vir a colocar problemas de segurança.
A operação 'Torre de Controlo II', que investiga suspeitas de corrupção em concursos públicos para combate aos incêndios, envolvendo o cunhado do ministro Leitão Amaro, resultou hoje em quatro arguidos, três pessoas e uma empresa, adiantou o Ministério Público.
A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira liderada pelos socialistas aprovou, na última reunião do executivo, o novo regulamento que prevê a introdução do estacionamento pago nas cidades da Póvoa de Santa Iria e de Alverca do Ribatejo.
A mulher que tentou matar o marido em Matosinhos, distrito do Porto, desferindo 12 facadas, vai mesmo cumprir a pena de cinco anos e meio de prisão, depois de perder o recurso para o Supremo Tribunal de Justiça (STJ).
O presidente do CHEGA afirma que forças de segurança vivem sem dignidade, com salários baixos, medo de agir e falta de apoio do Estado.
O CHEGA exigiu hoje esclarecimentos ao Governo sobre falhas de segurança nos tribunais da Comarca de Portalegre, após a "gravidade dos factos" que ocorreram no Tribunal de Ponte de Sor com a fuga de arguido detido.
Os aeroportos nacionais movimentaram 14,497 milhões de passageiros no primeiro trimestre, uma subida de homóloga de 3,9%, impulsionada pelos máximos mensais históricos atingidos nos primeiros três meses do ano, anunciou hoje o INE.
A Polícia Judiciária está a realizar hoje novas buscas por suspeitas de corrupção relacionadas com os concursos públicos para o combate aos incêndios rurais, que incluem Ricardo Leitão Machado, cunhado do ministro António Leitão Amaro.
A conclusão resulta de um estudo divulgado hoje pela Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), que analisou os ganhos económicos associados ao prosseguimento dos estudos no ensino superior.
Três meses após restrições à venda de bebidas alcoólicas para fora dos estabelecimentos em Lisboa, os moradores consideram a medida “tímida” e querem proibir o consumo na rua, enquanto os comerciantes mantêm reservas à responsabilidade que lhes é imputada.