Reunião geral de trabalhadores dos impostos pode encerrar repartições na 3.ª feira

Pelo menos 12 serviços de Finanças de todo o país podem fechar hoje devido à reunião geral convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI), onde é esperada a presença de cerca de 2.500 funcionários do fisco.

© Folha Nacional

A reunião tem por mote “Exigimos respeito. Não somos os bombos da festa” e vai decorrer durante toda a manhã de hoje, em Lisboa, com o STI a salientar que esta vai ser “a maior reunião de trabalhadores da história do fisco” e que a “adesão recorde dos trabalhadores” ao repto do sindicato pode levar ao encerramento de serviços de Finanças por todo o país e a eventuais constrangimentos no atendimento, nos portos e aeroportos, durante toda manhã.

Segundo informação divulgada pelo STI, deverão hoje estar encerrados os serviços de Finanças Lisboa 1, Porto 2, Cascais 2, Almada 3, Seixal, Moita, Barreiro, Anadia, Salvaterra de Magos, Mangualde, Abrantes e Guarda.

No centro desta reunião geral vão estar temas relacionados com a valorização das funções de autoridade da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), o reforço dos quadros de pessoal, as perspetivas de carreira, bem como as condições para combater “de forma eficaz a fraude e evasão fiscal, os tráficos ilícitos e condições para garantir a segurança externa da fronteira da União Europeia”.

O STI sublinha que ter tentado por “todos os meios” dialogar com o ministro das Finanças, sem que este tenha tido “tempo para ouvir os trabalhadores”, acusando Miranda Sarmento de não fazer o mesmo que outros colegas do executivo que “têm lutado pelos seus em Conselho de Ministros”.

“Esquecidos e enganados só lhes resta o caminho da luta e da contestação”, refere o STI em comunicado.

Últimas do País

A Polícia Judiciária (PJ) deteve em Braga um cidadão estrangeiro, de 56 anos, procurado internacionalmente pela Interpol a pedido das autoridades vietnamitas pela prática de um crime de burla, foi hoje divulgado.
Renata Cambra, uma das principais figuras dos protestos pela habitação no Rossio, é professora e dirigente de um partido revolucionário ligado a organizações internacionais de extrema-esquerda. Declarações que lhe são atribuídas sobre conversas com alunos acerca das suas manifestações e lutas políticas levantam questões sobre os limites da intervenção política em contexto escolar.
Participantes da Acampada consideram o Mercado de Natal um “problema irrisório” e garantem que só abandonarão a praça quando assim entenderem. A posição ameaça criar um impasse em torno de uma tradição que atrai famílias, turistas e clientes ao comércio da Baixa lisboeta.
Entre 2021 e 2024, Portugal registou 1,57 milhões de entradas de imigrantes permanentes, quase duas vezes e meia o valor anteriormente estimado. A revisão do INE revela uma média de 1.080 entradas por dia, incluindo cidadãos portugueses que regressaram ao país.
A GNR apreendeu uma lancha rápida e constituiu arguido um homem de 37 anos por contrabando de circulação em Barcelos, durante uma operação de fiscalização de trânsito na A3.
Um agente da PSP sofreu ferimentos graves numa mão, depois de ter sido atacado durante uma operação policial em Lisboa. O agressor, de 54 anos, foi detido e ficou em prisão preventiva. O polícia teve de ser operado devido à gravidade da lesão.
O presidente do CHEGA considera que a decisão judicial sobre as manifestações pela habitação em Lisboa enfraquece a autoridade policial e transmite um sinal de impunidade. André Ventura exige uma posição do primeiro-ministro e do Presidente da República, alertando para as consequências da deslegitimação das forças de segurança.
O Ministério Público do Porto acusou oito pessoas e duas empresas de crimes de fraude na obtenção de fundos europeus e branqueamento, que terão rendido mais de 1,2 milhões de euros de lucro, foi hoje anunciado.
Quase 20% dos mais de 8.000 utentes que aguardavam por uma cirurgia oncológica no final de junho já tinham ultrapassado o tempo recomendado, uma situação que afetou uma em cada quatro cirurgias oncológicas realizadas no primeiro semestre.
Os setores da saúde e da educação deverão ser os mais afetados pela paralisação dos trabalhadores da Administração Pública. A greve poderá provocar constrangimentos no funcionamento dos serviços.