Orbán diz que com Trump no poder mundo entrará numa “era de paz”

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, disse hoje que com a chegada ao poder do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, o mundo viverá uma nova realidade e entrará numa "era da paz".

©Facebook de Viktor Orbán

“Estamos a enfrentar mudanças muito grandes, passaremos da era da guerra para a era da pz”, disse Orbán na sua tradicional conferência de imprensa de final do ano, ao falar sobre as recentes eleições nos Estados Unidos da América.

Segundo o primeiro-ministro da Hungria, se o novo presidente dos EUA, que tomará posse em 20 de janeiro, “fizer apenas parte do que prometeu o mundo enfrentará mudanças tremendas”.

Orbán mencionou, entre outros, que a nova realidade mudará a forma de pensar a família, as políticas de género, a guerra ou a economia.

Sobre estas questões, Orbán e Trump defendem valores muito semelhantes, centrados na importância da visão tradicional da família e na crítica às políticas de género. Ambos apelam a um cessar-fogo imediato na Ucrânia.

O primeiro-ministro da Hungria aludiu às promessas de Trump de alcançar a paz na Ucrânia, afirmando que se trata de um interesse partilhado pela Hungria, dizendo que tem apoiado a Ucrânia com um programa humanitário mas “sem enviar armas” ao país com quem partilha fronteiras. A Ucrânia foi atacada pela Rússia em fevereiro de 2022 .

Orbán, considerado um dos líderes europeus com relações mais próximas com Moscovo, é muito crítico em relação às políticas da União Europeia (UE) em relação à Ucrânia.

Hoje reiterou que as sanções comunitárias contra a Rússia, que “estão a causar sofrimento à economia europeia, devem ser suspensas o mais rapidamente possível”.

Relativamente à exigência de Trump de que os países membros da NATO aumentem o seu orçamento militar para 5% do produto interno bruto (PIB), Orbán disse que a Hungria só poderia implementar tal mudança gradualmente pois atualmente isso equivaleria a um “tiro no pulmão” da economia magiar.

Relativamente ao Parlamento Europeu, o primeiro-ministro afirmou que com a criação do grupo Patriotas pela Europa, com a participação de partidos de direita radical como o Vox espanhol ou o Reagrupamento Nacional francês, as políticas contrárias às “tendências liberais” ganharam novo impulso.

Segundo Orbán, com a chegada de Trump ao poder as forças liberais perdem terreno e “só controlam Bruxelas”.

Ainda na conferência de imprensa hoje em Budapeste, Viktor Orbán expressou as suas condolências pelo ataque contra um mercado de Natal em Magdeburg e relacionou-o com a imigração.

“Estes fenómenos só existem na Europa desde a crise migratória”, disse, ainda que considerando que seria “oportuno” esperar vários dias antes de tirar conclusões políticas.

Na sexta-feira, um ataque com um carro contra o mercado de Natal de Magdeburgo, na Alemanha fez pelo menos cinco mortos.

As autoridades detiveram um homem de 50 anos no local do ataque, na sexta-feira à noite, e levaram-no sob custódia para interrogatório. O alegado autor é um médico saudita, especialista em psiquiatria e psicoterapia.

Descrevendo-se a si próprio como um antigo muçulmano, partilhou diariamente dezenas de ‘tweets’ e ‘retweets’ centrados em temas anti-islâmicos, criticando a religião e felicitando os muçulmanos que abandonaram a fé.

O alegado autor do ataque, que vive na Alemanha há quase duas décadas, também manifestou o seu apoio à Alternativa para a Alemanha (AfD), partido de direita radical e anti-imigração.

Últimas do Mundo

Os dados mais recentes sobre terrorismo na União Europeia mostram um cenário inegável: a maioria dos ataques registados nos últimos anos está associada à extrema-esquerda e a grupos anarquistas.
A mulher do primeiro-ministro espanhol foi processada por quatro crimes por um juiz de instrução de Madrid, que propôs que seja julgada por um júri popular, segundo um despacho conhecido hoje.
Os preços mundiais do café subiram 2,3% em março, após três meses consecutivos de quedas, num contexto de "choque geopolítico" provocado pelo conflito no Médio Oriente e pelo bloqueio do estreito de Ormuz.
A Polícia Marítima informou hoje que detetou e intercetou no domingo uma embarcação com 35 migrantes a bordo, ao largo da ilha grega de Gavdos, no âmbito de uma operação da agência europeia Frontex.
A Comissão Europeia afirmou hoje que não há riscos imediatos no abastecimento de gás para a União Europeia, mas avisou que a guerra no Médio Oriente vai ter “consequências a longo prazo” no fornecimento dessa fonte de energia.
Várias plataformas digitais garantiram que vão continuar a rastrear conteúdos de abuso sexual de crianças 'online', apesar do fim, no dia 03 de abril, do regime europeu que enquadrava legalmente a deteção e denúncia destes conteúdos.
Nove embarcações chegaram em menos de um mês e centros já estão no limite. Autoridades admitem cenário crítico e temem agravamento nos próximos dias.
O regime europeu que permite detetar o abuso sexual de crianças 'online' termina hoje, ficando todas as plataformas tecnológicas proibidas de rastrear e denunciar imagens ou conversas com este tipo de conteúdo, “uma página negra” para os direitos das crianças.
A autoridade anticorrupção e a polícia de Hong Kong anunciaram hoje a detenção de 42 pessoas por suspeita de infiltração de organizações criminosas em projetos de manutenção de edifícios residenciais.
A Convenção para a conservação das espécies migratórias (CMS) da ONU aprovou hoje a inclusão de 40 novas espécies sob proteção internacional, no decurso da sua 15.ª reunião (COP15), no Brasil.