Ventura espera que 2025 seja o ano de “afirmação definitiva” do CHEGA como “partido de alternativa”

O presidente do CHEGA, André Ventura, disse hoje esperar que 2025 seja o ano de “afirmação definitiva” da sua força política como um “partido de alternativa”, avisando que a oportunidade não pode ser perdida.

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Numa mensagem de ano novo divulgada pela assessoria do partido, o líder do CHEGA assinalou os desafios eleitorais do próximo ano, como as eleições autárquicas e possivelmente legislativas regionais na Madeira, e disse que “o objetivo é sempre um, acabar com este sistema, mudar de vez o país”.

“O ano de 2025 traz essa oportunidade, mas não a podemos perder”, salientou.

André Ventura antecipou que 2025 “será um ano de desafios e um ano de mudanças” e “tem que ser também o ano da afirmação definitiva como partido de alternativa”.

“Sinto que o ano 2025 vai ser o nosso ano, sinto que vai ser o nosso ano de afirmação definitiva e de criação definitiva de uma alternativa”, afirmou, defendendo que “o país precisa de uma alternativa”.

“Este sistema corrupto tem de acabar, este sistema descontrolado de imigração tem que acabar, esta destruição da nossa identidade tem de acabar, este sistema de privilégios para alguns tem de acabar”, acrescentou.

O presidente do CHEGA assinalou que “estas são as lutas” do partido em 2025 e, apesar de algumas já terem sido também de outros anos, “no próximo ano será com mais força ainda o ano de afirmação definitiva” para um partido que “mudou tudo na realidade portuguesa dos últimos anos”.

“Temos que vir ainda com mais força, com mais garra, com mais ritmo para mudar o país em que vivemos”, disse.

Em 2025, Ventura quer também “continuar a mostrar que a esquerda não é dona das ruas”.

Quanto ao ano que hoje termina, classificou 2024 como “desafiante e exigente” e que “mudou, de alguma forma, o panorama político e social em Portugal”.

“Em 2024 varremos o socialismo do mapa, mas ainda ficou muito por fazer. Ainda os resquícios dos dois partidos que dominam o país, do sistema económico que domina o país, do sistema de privilégios que domina o país, continua a apoderar-se, a dominar e a estar enraizado nas instituições portuguesas”, sustentou.

“Conto com todos e conto convosco para um ano verdadeiramente diferente na vida nacional. E queria aproveitar que estamos na última noite do ano para desejar a todos, a todos os portugueses, um excelente 2025, para desejar ao país inteiro que seja um ano da mudança e da construção do país que há tantos anos ansiamos e desejamos”, afirmou.

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Uma larga maioria dos portugueses considera que o Governo de Luís Montenegro não está a conseguir responder ao aumento do custo de vida nem proteger o poder de compra das famílias. De acordo com a mais recente sondagem da Aximage, 77% dos inquiridos classificam como “inadequada” ou “muito inadequada” a atuação do Executivo da AD perante a subida dos preços da habitação, dos combustíveis e dos bens de consumo.
Nem o chumbo da moção de censura, nem as reservas levantadas no Parlamento, nem os alertas sobre o impacto nas instituições fizeram o CHEGA recuar. O partido de André Ventura mantém a intenção de avançar com uma Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves na Polícia Judiciária, entre 2018 e 2026, para escrutinar contratos, utilização de bens apreendidos e outros episódios ocorridos durante a sua direção.
O presidente do CHEGA acusou a ministra da Justiça de ter transmitido informações falsas ao Parlamento, admitindo duas hipóteses: ou foi enganada pela Polícia Judiciária ou terá procurado “encobrir” o ministro da Administração Interna. Ventura quer que o diretor nacional da PJ seja ouvido no Parlamento para esclarecer que informação foi transmitida.
O CHEGA exigiu explicações sobre o polémico negócio das novas fragatas para a Marinha e Nuno Melo vai mesmo ter de comparecer no Parlamento. A Comissão de Defesa aprovou por unanimidade a audição do ministro da Defesa a pedido do CHEGA sobre a aquisição de três fragatas italianas, num investimento estimado em 3,9 mil milhões de euros, um dos maiores investimentos na Defesa portuguesa.
A moção de censura caiu, mas o CHEGA não ficou sentado. Consumada a votação, toda a bancada se levantou e fez ecoar “demissão” pelo plenário, fechando um debate em que André Ventura responsabilizou Montenegro não apenas pela permanência de Luís Neves, mas também pelo rumo do Governo.
Mentiras, abuso de poder e suspeitas sobre a utilização da Polícia Judiciária. Luís Neves está debaixo de fogo esta terça-feira, acusado de protagonizar uma lógica de “quero, posso e mando”. Mas a pressão não recai apenas sobre o ministro da Administração Interna: Luís Montenegro é também chamado a assumir responsabilidades e a explicar, de forma cabal, por que razão continua a manter Neves no Governo.
Afinal, não foi “vais pagá-las”. Luís Neves esclareceu esta terça-feira, na Assembleia da República, a frase que disse dirigida à bancada do CHEGA, em dia de debate quinzenal com o primeiro-ministro. Aos deputados do partido liderado por André Ventura, o ministro da Administração Interna assumiu que as palavras que proferiu foram: “Vão levar comigo.”
O líder parlamentar do CHEGA, Pedro Pinto, acusou o ministro de trocar os esclarecimentos prometidos por “propaganda barata” e perguntou-lhe diretamente quando abandona o cargo. Neves fechou a porta à demissão e colocou a bola no campo de Montenegro.
André Ventura responsabiliza o primeiro-ministro pela crise política em torno de Luís Neves e garante que a moção de censura poderia ter sido evitada se o ministro já tivesse abandonado o Governo. Presidente do CHEGA acusa ainda o Estado de ter mentido ao partido sobre os 144 mil euros associados à destruição dos produtos químicos e desafia os restantes partidos a escolherem de que lado ficam.
Primeiro, o Governo respondeu ao CHEGA indicando um orçamento de 144.456 euros para a destruição dos químicos, em linha com a justificação apresentada por Luís Neves. Agora, confrontado pelo Observador, o Ministério da Justiça esclarece um pormenor decisivo: aquele valor abrangia produtos apreendidos em vários processos e não apenas os 62 bidões da Operação Pacoba. Afinal, os 144 mil euros não eram só para aqueles químicos.