Criado material na Universidade de Aveiro para dispositivos biomédicos

Uma equipa de investigação da Universidade de Aveiro desenvolveu um novo material que permite o fabrico de dispositivos biomédicos, como substitutos ósseos biocompatíveis, que são gradualmente absorvidos pelo corpo humano, informou hoje fonte académica.

© Universidade de Aveiro

De acordo com uma nota de imprensa, trata-se de uma resina biocerâmica sensível à luz, de base aquosa, para técnicas de fabrico aditivo, que permite economia de tempo e meios na conceção de peças.

“Já foi submetido um pedido de patente nacional no sentido da proteção dos resultados de investigação e desenvolvimento conseguidos pela equipa de investigadores”, informa a Universidade de Aveiro.

A invenção “consiste numa composição aquosa fotocurável (endurece por efeito da luz) à base de água e permite o fabrico de dispositivos biomédicos de alta complexidade geométrica e fidelidade de forma”.

A utilização apontada compreende “substitutos ósseos biocompatíveis e customizados, que são gradualmente absorvidos pelo corpo humano, dando origem a novo osso”.

Segundo Simão Santos, estudante do Programa Doutoral em Engenharia de Materiais da UA, o novo material destaca-se “pelo seu reduzido teor de orgânicos voláteis e elevada quantidade de partículas cerâmicas”.

“Esta resina apresenta como vantagem reduzir a extensa etapa de pós-processamento térmico das peças impressas, para além de possibilitar um processo mais sustentável e ecologicamente responsável”, acrescenta.

Além de Simão Santos, fazem parte do grupo de investigação Manuel Alves, Georgina Miranda e Susana Olhero, do Departamento de Engenharia de Materiais e Cerâmica (DEMaC).

A Universidade está a desenvolver contactos com operadores do mercado, para o desenvolvimento e a transferência de conhecimento e da tecnologia.

Últimas do País

Cerca de 11 mil clientes da E-Redes nas localidades afetadas pela depressão Kristin, que passou pelo continente em 28 de janeiro, continuou pelas 08h00 de hoje sem energia elétrica, informou hoje a empresa.
Lares sem eletricidade, centros de saúde encerrados, falhas no abastecimento de água e hospitais a adiar consultas e cirurgias. Foi este o cenário que se viveu em várias regiões do país após o apagão e a sequência de tempestades que atingiram Portugal nas últimas semanas.
Mais de nove mil bebés nascidos em 2025 têm mãe brasileira. A imigração já representa 28% da natalidade nacional, o valor mais elevado de sempre.
A Secretaria-Geral do Governo assinou dois dias antes do Natal um contrato para assegurar SportTV ‘premium’ no Palacete de São Bento e no Parlamento. O acordo prolonga-se por três anos e meio.
A circulação nas linhas ferroviárias do Norte, da Beira Baixa, Beira Alta, do Douro, Oeste e Urbanos de Coimbra continua hoje com constrangimentos ou suspensas em alguns troços na sequência do mau tempo das últimas semanas, segundo a CP.
A PSP deteve na sexta-feira, na freguesia de Campo de Ourique, três homens e uma mulher, entre os 23 e 55 anos, por serem suspeitos de tráfico de droga e apreenderam mais de duas mil doses de heroína e cocaína.
A melhoria do estado do tempo está a proporcionar um desagravamento das situações de cheia, menos rápido nas zonas mais afetadas, com os deslizamentos de terra a merecerem uma especial preocupação das autoridades, segundo o comandante nacional da Proteção Civil.
A Comissão de Utentes da Saúde de Braga alertou hoje que vários utentes oncológicos do Hospital de Braga estão sem medicamentos desde quinta-feira, mas o hospital nega "rutura de fármacos" e diz que há "apenas uma gestão criteriosa".
As águas estão a baixar consideravelmente no vale do Mondego, mas ainda vai demorar algumas semanas até a situação normalizar, disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, José Veríssimo.
A Casa do Douro alertou hoje para a “situação de emergência vívida” nesta região, onde o mau tempo destruiu vinhas, derrubou muros e taludes e pediu apoios urgentes para os viticultores, independentemente do município.