Inquérito pretende “apurar todos os factos” sobre viaturas dos bombeiros

A ministra da Administração Interna explicou hoje que o inquérito ordenado à Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) às viaturas dos bombeiros adquiridas no mesmo lote do carro acidentado em Odemira pretende apurar "todos os factos e circunstâncias".

© facebook da Liga de Bombeiros

“Mandei abrir um inquérito para o apuramento de todos os factos, a linha do tempo e todas as circunstâncias em que tudo aconteceu”, afirmou Margarida Blasco em declarações aos jornalistas na Galiza, Espanha, à margem da inauguração das obras de requalificação do Centro de Cooperação Policial e Aduaneira de Tui.

A resposta foi repetida a várias perguntas, nomeadamente sobre se o ministério da Administração Interna (MAI) tinha conhecimento prévio ao acidente das anomalias detetadas nas viaturas ou sobre se a retirada de circulação dos veículos não podia ter acontecido antes.

“Estão a decorrer três inquéritos, um deles à IGAI, para apurar todo o circunstancialismo em que tudo aconteceu”, insistiu a ministra.

O MAI anunciou na terça-feira ter ordenado à IGAI um inquérito urgente às viaturas dos bombeiros adquiridas no mesmo lote do carro acidentado em Odemira.

Em causa estão 81 viaturas, designadamente autotanques e viaturas florestais adquiridas no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e entregues pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), entre as quais estava incluído o veículo de combate a incêndios dos Bombeiros de Odemira envolvido no acidente mortal de 01 de janeiro.

O MAI precisou que aquele contrato de 2023 integra o lote de veículos cedidos pela ANEPC, em regime de comodato, a várias associações de bombeiros, estando incluído o veículo acidentado.

Margarida Blasco determinou ainda a suspensão preventiva da utilização daquelas viaturas.

O presidente da Liga dos Bombeiros Portuguesas (LBP), António Nunes, anunciou também que aquele organismo criou uma comissão técnica constituída por cinco elementos para avaliar a segurança de todos os veículos adstritos aos corpos de bombeiros, sejam ambulâncias ou carros de combate a incêndios.

Um bombeiro morreu e quatro ficaram feridos, três dos quais em estado grave, na sequência do despiste do veículo de combate a incêndios da corporação de Odemira, no distrito de Beja, no dia 01 de janeiro.

Os bombeiros integravam uma das equipas de intervenção permanente (EIP) de Odemira e regressavam ao quartel depois de terem sido chamados a intervir “numa queimada autorizada que se descontrolou” em Saboia, no interior do concelho de Odemira, quando o veículo de combate a incêndios se despistou.

O Ministério Público e a Inspeção dos Serviços de Emergência e Proteção Civil também abriram inquéritos ao acidente.

Últimas do País

O ex-diretor nacional adjunto da Polícia Judiciária Carlos Farinha tomou hoje posse como presidente da Comissão de Proteção às Vítimas de Crimes e alertou para a existência de atrasos excessivos na resposta às vítimas.
André Ventura criticou o Presidente da República por não exigir a demissão da ministra da Saúde após mais um caso de morte associada a falhas do INEM.
O plano que no inverno passado reforçou o INEM com mais 100 ambulâncias não avançou este ano. A decisão é criticada pelos bombeiros e surge num contexto de urgências sobrelotadas e atrasos graves no socorro.
Depois de um homem ter morrido no Seixal sem socorro durante cerca de três horas, o CHEGA vai requerer a audição parlamentar da ministra da Saúde. O partido quer ainda ouvir o presidente do INEM e o diretor executivo do SNS.
O estado do tempo em Portugal continental vai ser influenciado na quinta e na sexta-feira pela depressão Goretti, prevendo-se chuva e queda de neve nos pontos mais altos, indicou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
As urgências dos hospitais privados registaram, entre o Natal e o Ano Novo, um aumento médio de 20% na procura face ao período homólogo, devido ao tempo frio e ao aumento da oferta, segundo a associação do setor.
Um homem vai ser julgado em Leiria pela alegada prática de 190 crimes de abuso sexual e nove crimes de pornografia, de que terão sido vítimas dois menores, segundo o despacho de acusação hoje consultado pela Lusa.
A Inspeção-Geral da Educação e Ciência abriu processos a instituições que publicitavam pós-graduações e cursos superiores sem autorização legal. Três entidades enfrentam contraordenações e o caso já chegou à Defesa do Consumidor.
A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) abriu um inquérito ao caso do homem que morreu no Seixal depois de ter esperado cerca de três horas por socorro do INEM.
Em apenas 12 meses, os portugueses apresentaram quase 240 mil reclamações. O Portal da Queixa registou um máximo histórico de reclamações em 2025, com logística, telecomunicações e serviços públicos no centro de uma onda de indignação sem precedentes.