Ordem responsabiliza Administração do Sistema de Saúde por atrasos nos concursos para médicos

A Ordem dos Médicos (OE) responsabilizou hoje a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) por atrasos nos concursos de progressão na carreira, alegando que essa morosidade dificulta a atratividade do Serviço Nacional de Saúde.

© Facebook da Ordem dos Médicos

“Não serve de nada o Ministério da Saúde vir prometer mais aberturas de concursos quando temos, num caso concreto, um concurso que foi publicado em 11 de janeiro de 2024 para consultor que nem sequer ainda arrancou”, adiantou o bastonário dos médicos à agência Lusa.

Em causa está, segundo Carlos Cortes, o concurso nacional para habilitação ao grau de consultor da carreira especial médica, que foi lançado há exatamente um ano.

No final de dezembro, no âmbito do acordo alcançado com o Sindicato Independente dos Médicos (SIM), o Ministério da Saúde anunciou a abertura anual de 350 vagas, entre 2025 e 2028, para concursos de assistentes graduados sénior, o topo da carreira.

O Governo alegou que a disponibilização dessas vagas é importante para garantir a progressão na carreira de forma mais sustentável e permitir ao SNS manter a capacidade formativa das próximas gerações de médicos especialistas.

Neste momento, a ACSS contribui muito para esta desmotivação e para a falta de atratividade do SNS, não fazendo o seu trabalho“, lamentou Carlos Cortes, para quem a falta de perspetivas de progressão na carreira desmotiva os médicos e constitui um dos obstáculos à sua fixação no serviço público de saúde.

A “morosidade” de vários meses abrange também os concursos para a categoria de assistente graduado sénior, salientou ainda Carlos Cortes, ao alertar que em causa está também o desenvolvimento técnico-científico desses profissionais de saúde.

“É urgente que a ACSS conclua o procedimento [para grau de consultor] mas, acima de tudo, é essencial que crie condições para agilizar todos estes concursos”, desafiou o bastonário.

Últimas do País

Mais de 3.000 episódios de violência contra profissionais do SNS foram registados no ano passado, uma subida de 848 casos relativamente 2024, destacando-se a agressão psicológica, que representa mais metade das situações, segundo dados hoje divulgados.
O Tribunal de Évora condenou hoje um homem a 20 anos e meio de prisão efetiva e outro a 12 anos também de prisão efetiva por roubos e sequestros em agências bancárias de várias localidades do país.
O Ministério Público (MP) acusou um psicólogo de mais de 60 crimes de abuso sexual e 16 de pornografia de menores, praticados no exercício da sua profissão em Alenquer, segundo a acusação a que a Lusa teve hoje acesso.
A Ordem dos Médicos alertou esta terça-feira, 28 de abril, para as barreiras e atrasos no acesso à saúde de quem tem doenças alérgicas e apontou a desatualização da rede de referenciação hospitalar e a não comparticipação da imunoterapia com alergénicos.
A Operação Marquês começa a desfazer-se esta semana com a prescrição dos crimes de corrupção ligados a Vale do Lobo, num dos primeiros grandes recuos do processo.
As viagens turísticas dos residentes em Portugal aumentaram 13,7% em 2025, para um "máximo histórico" de 26,049 milhões, superando pela primeira vez os níveis pré-pandemia (24,5 milhões de viagens em 2019), divulgou hoje o INE.
Dois homens voltaram a assaltar a mesma mercearia em Lisboa no espaço de 24 horas, mas acabaram travados pela PSP com bacalhau, polvo e vários artigos furtados na posse.
A associação de defesa do consumidor Deco Proteste fez várias recomendações, um ano depois do pagamento, nomeadamente a criação e manutenção de um ‘kit’ de emergência, com bens essenciais e estojo de primeiros socorros.
As temperaturas máximas vão descer significativamente na quarta-feira podendo ser de menos 08 graus Celsius em algumas regiões do continente, quebrando-se a possibilidade de uma onda de calor, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Há casas municipais ocupadas sem contrato, rendas que ficam por pagar durante anos e até situações em que a mesma casa é usada por várias pessoas em turnos. O cenário não é novo, mas continua pouco transparente. E é isso que o CHEGA quer mudar.