Trabalhadores da Casa Pia protestam por falta de pessoal que coloca em causa segurança de alunos

 Mais de meia centena de trabalhadores da Casa Pia estão hoje em protesto contra a falta de professores e funcionários na instituição, situação que dizem pôr em causa a segurança e qualidade do acompanhamento das crianças.

©D.R.

Desde as 10:00 que o Largo Marquês de Nisa, em Lisboa, em frente ao Centro e Educação e Desenvolvimento (CED) D. Maria Pia, é palco de uma concentração de professores, educadores de infância e outros funcionários da Casa Pia.

Gabriela Barros é uma das professoras que quis estar hoje presente para chamar a atenção para a falta de recursos humanos. “Sem assistentes operacionais, têm de ser os professores a tratar das ocorrências que acontecem nas aulas. Se um aluno se sente mal ou se há um conflito dentro da sala, temos de interromper a aula”, lamentou a professora de música do ensino básico.

Faltam funcionários nos corredores, nos edifícios e nos recreios, acrescentou, recordando que a situação se tem agravado desde que começou ali a dar aulas, há 16 anos.

A coordenadora do pré-escolar corrobora esta ideia. À Lusa, Maria Rodrigues contou que este ano letivo abriram mais uma sala de pré-escolar e outra de creche, sem o respetivo aumento de pessoal.

A trabalhar na Casa Pia há 25 anos, dos quais 13 no CED D. Maria Pia, Maria Rodrigues disse que “a lei não está a ser cumprida”: “No pré-escolar, deveria haver uma educadora e um técnico a tempo inteiro, o que nunca aconteceu”.

Em setembro, a CED D. Maria Pia passou a ter 108 crianças na creche e no pré-escolar, que estão divididas por sete salas. Mas a coordenadora diz que continua a haver só sete assistentes.

A receber crianças desde às 08:00 e com hora de fecho apenas ao final do dia, as assistentes teriam de trabalhar cerca de 10 horas ininterruptamente para garantir que havia sempre apoio nas salas. “Sendo que nas creches, deveriam estar duas assistentes”, acrescentou Maria Rodrigues.

Últimas do País

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) suspendeu um entreposto ilegal e apreendeu 76 toneladas de géneros alimentícios, no distrito de Braga, indicou hoje esta autoridade.
O aviso amarelo, devido ao calor, que abrange hoje os distritos de Bragança, Vila Real, Viseu e Guarda será estendido na quarta-feira a mais cinco distritos, informou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
A PSP acredita ter neutralizado uma célula que tentava introduzir droga em Lisboa, no âmbito de uma operação da Divisão de Investigação Criminal que resultou na detenção de dois homens e apreensão de 37 quilogramas de haxixe e várias armas.
Alunos com necessidades específicas estão sem resposta adequada no sistema educativo português por falta de vagas, segundo o Movimento Cidadão Diferente, que escreveu ao Ministério da Educação a pedir soluções para vários casos denunciados por famílias afetadas.
A Proteção Civil recomendou hoje que quem se desloque ao Parque Natural de Montesinho, em Bragança, para observar o eclipse solar de quarta-feira estacione o carro apenas em locais sinalizados e não fume, para prevenir incêndios.
A PSP intercetou um homem de 29 anos em Vila Franca de Xira, suspeito de vários crimes de dano e sobre o qual pendia um mandado de detenção, que não foi possível cumprir devido às férias judiciais.
Um estudo da Knight Frank revela que os preços das casas em Portugal cresceram 16,5% no primeiro trimestre, em termos homólogos, registando a 4.ª maior valorização nominal anual entre 55 mercados analisados.
Os Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande estão a funcionar, provisoriamente, desde sexta-feira, num edifício cedido pela autarquia na zona industrial do concelho, enquanto aguardam a reparação da cobertura do quartel danificado pela tempestade Kristin.
Um sismo de magnitude 3,5 na escala de Richter foi sentido esta madrugada nos concelhos de Ourique e Almodôvar (Beja), assim como em Santiago do Cacém (Setúbal), informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Cidadãos que perderam as suas poupanças devido à extinção do antigo banco BES reuniram-se hoje em protesto em Espinho, para exigirem do Estado a restituição de valores entre 10 milhões e centenas de milhões de euros.