Rendas tiveram o maior aumento dos últimos 30 anos

As rendas das casas não param de subir e o valor médio pago por metro quadrado subiu quase 7% ao longo do ano passado, tratando-se do maior aumento dos últimos 30 anos, de acordo com dados divulgados na segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). No global, a inflação recuou para 2,4%, depois dos 4,3% registados em 2023.

© D.R.

Segundo o INE, grande parte das despesas com habitação aumentou no ano passado, com destaque para a subida de 6,98% das rendas. Segundo o Jornal de Notícias (JN), desde 1994 que o valor da mensalidade por metro quadrado não subia tanto.

Além das rendas, houve outras despesas relacionadas com a casa que tiveram aumentos significativos de preço. A eletricidade foi o bem que mais aumentou (+14%), à boleia de outras subidas consideráveis, como a recolha do lixo (+11,43%), a reparação (+6,14%) e o abastecimento de água (+5,92%). A descer, só o gás (-10,56%).

No ano passado, a inflação média de todos os bens e serviços foi de 2,4%. É uma redução face aos 4,3% registados em 2023. No entanto, se contabilizarmos apenas o mês de dezembro, os preços aumentaram 3% no país.

Dados do INE mostram ainda que o aumento do valor da renda média por metro quadrado verificou-se em todo o país, uma vez que, não houve registo de quedas. A região Norte e a de Lisboa foram, no entanto, onde se verificaram os maiores aumentos das rendas. Ambas viram estes preços a subir 7,2%.

Entre os restantes bens e serviços que registaram uma inflação alta em 2024 estão os seguros de saúde (+10,63%), que têm sido alvo de uma procura crescente, escreve o JN. Os seguros relacionados com os transportes também subiram (+8,71%), tal como os serviços culturais (+8,71%).

Últimas de Economia

Mário Centeno, ex-governador do Banco de Portugal (BdP), disse que, com base nos valores da solução anunciada hoje por Álvaro Santos Pereira para Entrecampos, os edifícios cuja compra decidiu no ano passado já valorizaram 10 milhões de euros.
O número de turistas chegados a Portugal cresceu 3,3% em 2025 para 29,9 milhões de pessoas, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE). O mercado espanhol manteve a liderança entre os mercados emissores, apesar do decréscimo de 0,6%, representando uma quota de 23,8%.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste encareceu 3,08 euros na última semana, para 256,71 euros, depois da descida registada na semana anterior, informou esta quarta-feira a associação de defesa do consumidor.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a zona euro vai crescer 0,9% este ano, uma revisão em baixa face a abril, enquanto para 2027 a projeção permanece inalterada em 1,2%, no relatório divulgado hoje.
Os custos de construção de habitação nova subiram 6,9% em termos homólogos em maio, com aumentos no preço dos materiais (6,4%) e da mão-de-obra (7,5%), segundo a estimativa do INE hoje divulgada.
O consumo de energia utilizado para arrefecer as habitações na União Europeia (UE) duplicou em apenas seis anos, impulsionado pelo aumento das temperaturas e pela maior utilização de sistemas de ar condicionado, anunciou hoje o Eurostat.
A produção industrial diminuiu 3,8% em 2025 com o valor de venda dos produtos e prestação de serviços nas indústrias transformadoras a fixar-se nos 110,6 mil milhões de euros, de acordo com o Intuito Nacional de Estatística (INE).
A proposta do CHEGA para estabelecer um teto máximo de 4.500 euros líquidos nas pensões de reforma recolhe o apoio da maioria dos portugueses. Segundo uma sondagem da Aximage, 66% dos inquiridos concordam com a medida.
O consumo de eletricidade registou novos máximos na semana passada, em meses de verão, na sequência da onda de calor que se tem feito sentir em Portugal, de acordo com dados hoje divulgados pela REN.
A remuneração dos novos depósitos a prazo aumentou em maio pelo quarto mês consecutivo, para 1,48%, uma tendência em linha com a zona do euro, apesar de continuar abaixo do verificado no mês homólogo, divulgou hoje o Banco de Portugal.