Greve dos técnicos de serviços prisionais com mais de 50% de adesão

A adesão dos técnicos de reinserção e serviços prisionais à greve às horas extraordinárias iniciada no sábado tem sido superior a 50%, chegando a 80% em alguns locais, disse hoje à Lusa fonte sindical.

© D.R.

O presidente do Sindicato do Técnicos da Direção-Geral de Reinserção e dos Serviços Prisionais (SinDGRSP), Miguel Gonçalves, antevê que o impacto da paralisação, para já reduzido, “vá acentuar-se” com o decorrer do protesto, convocado até 30 de junho.

Um dos serviços que poderá vir a ser afetado é o da vigilância eletrónica, incluindo na área da violência doméstica, precisou.

Miguel Gonçalves reiterou a disponibilidade do SinDGRSP para suspender a greve assim que o Governo agende uma data para o início de negociações da revisão da carreira, anunciada pelo Ministério da Justiça para o primeiro semestre deste ano.

Além da revisão das carreiras técnicas da área de reinserção e serviços prisionais, o sindicato exige uma valorização salarial dos profissionais, o pagamento dos suplementos de ónus, risco e penosidade, a abertura de concursos para promoção nas carreiras não revistas – técnicos profissionais de reinserção social, técnicos superiores de reinserção social, e técnicos superiores de reeducação -, bem como para coordenadores técnicos, e o reforço dos recursos humanos em todas as áreas.

De acordo com o pré-aviso da paralisação, “durante a greve ao trabalho a ‘segurança e manutenção do equipamento e instalações’ são asseguradas no âmbito dos serviços mínimos, sempre que tal se justifique”.

Últimas do País

O coordenador da Comissão de Trabalhadores (CT) do INEM alertou hoje que muitos profissionais já atingiram 60% do limite mensal de horas extraordinárias em Lisboa, impossibilitando a abertura de mais meios de emergência e revelando fragilidades na capacidade operacional.
O coordenador da Comissão de Trabalhadores do INEM, Rui Gonçalves, denunciou hoje um "forte desinvestimento" no Instituto nos últimos anos e lamentou a existência de "dirigentes fracos", defendendo uma refundação que garanta a resposta em emergência médica.
A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) abriu hoje dois inquéritos para apurar as circunstâncias que envolveram as mortes de uma mulher em Sesimbra e de um homem em Tavira enquanto esperavam por socorro.
Portugal regista desde o início de dezembro um excesso de mortalidade de cerca de 22% associado ao frio e à epidemia de gripe, com aumento proporcional das mortes por doenças respiratórias, segundo uma análise preliminar da Direção-Geral da Saúde (DGS).
A enfermeira diretora da ULS Amadora-Sintra demitiu-se do cargo, alegando não existirem condições para continuar a exercer funções, anunciou hoje a instituição.
O INEM e a Liga dos Bombeiros Portugueses acordaram hoje um reforço de meios permanentes ao serviço da emergência médica, ainda não quantificado, mas que inicialmente se vai focar em responder a constrangimentos na margem sul de Lisboa.
Do Seixal a Sesimbra e a Tavira, o padrão repete-se: três pessoas morreram em diferentes pontos do país após esperas prolongadas por assistência médica, num retrato da rutura do socorro.
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) abriu uma auditoria interna aos procedimentos associados ao caso da mulher que morreu na Quinta do Conde, Sesimbra, depois de esperar mais de 40 minutos por socorro.
O Tribunal Judicial de Leiria começa a julgar no dia 23 um professor acusado de dois crimes de maus-tratos em concurso aparente com dois crimes de ofensa à integridade física qualificada.
O atraso no socorro voltou a ter consequências fatais. Uma idosa morreu na tarde de quarta-feira, na Quinta do Conde, após uma longa espera por assistência médica, com a ambulância mais próxima a mais de 30 quilómetros.