Ministério Público acusa homem de ter tentado matar a tiro ex-companheira em Águeda

O Ministério Público (MP) deduziu acusação contra um homem suspeito de ter tentado matar a tiro a ex-companheira em julho de 2024, em Águeda, no distrito de Aveiro, informou a Procuradoria-Geral Regional do Porto (PGRP).

© D.R.

Segundo uma nota publicada na sua página na Internet, no domingo, a PGRP refere que o arguido, que se encontra em prisão preventiva, está acusado dos crimes de homicídio qualificado na forma tentada, violência doméstica e detenção de arma proibida.

Os factos criminosos, de acordo com a Procuradoria, ocorreram depois do fim do relacionamento amoroso com a vítima e quando o arguido visitava o filho menor na residência da progenitora em Águeda, no dia 19 de julho de 2024.

De acordo com a investigação, o arguido dirigiu-se à residência da vítima munido com uma arma e, uma vez no interior, efetuou dois disparos na direção da mesma.

A acusação, datada de 15 de janeiro, refere que, pelo menos, um dos disparos foi efetuado na direção da cabeça da vítima, vindo a atingi-la na região inframandibular.

A mulher foi transportada pelo ex-companheiro para o Hospital de Aveiro, depois de ter sido auxiliada por um militar da GNR fora de serviço, que viu o casal no interior de uma viatura parada na via pública, em Travassô, no concelho de Águeda.

O militar acabou por se aperceber que a mulher tinha sangue e que tinha sido vítima de um disparo de arma de fogo no pescoço, tendo ligado para o número de emergência 112, mas o casal não quis esperar pelo socorro e acabou por se deslocar no seu próprio carro para o Hospital de Aveiro, onde a vítima foi assistida.

A vítima acabou por ser transferida no mesmo dia para os Hospitais da Universidade de Coimbra.

O MP considerou ainda indiciado que o arguido, no período compreendido entre os dias 11 e 19 de julho de 2024, “injuriou e ameaçou a vítima, desferiu-lhe duas bofetadas e cuspiu-lhe igualmente na face”, tendo requerido o arbitramento de uma indemnização à vítima.

Últimas do País

Mais de 3.000 episódios de violência contra profissionais do SNS foram registados no ano passado, uma subida de 848 casos relativamente 2024, destacando-se a agressão psicológica, que representa mais metade das situações, segundo dados hoje divulgados.
O Tribunal de Évora condenou hoje um homem a 20 anos e meio de prisão efetiva e outro a 12 anos também de prisão efetiva por roubos e sequestros em agências bancárias de várias localidades do país.
O Ministério Público (MP) acusou um psicólogo de mais de 60 crimes de abuso sexual e 16 de pornografia de menores, praticados no exercício da sua profissão em Alenquer, segundo a acusação a que a Lusa teve hoje acesso.
A Ordem dos Médicos alertou esta terça-feira, 28 de abril, para as barreiras e atrasos no acesso à saúde de quem tem doenças alérgicas e apontou a desatualização da rede de referenciação hospitalar e a não comparticipação da imunoterapia com alergénicos.
A Operação Marquês começa a desfazer-se esta semana com a prescrição dos crimes de corrupção ligados a Vale do Lobo, num dos primeiros grandes recuos do processo.
As viagens turísticas dos residentes em Portugal aumentaram 13,7% em 2025, para um "máximo histórico" de 26,049 milhões, superando pela primeira vez os níveis pré-pandemia (24,5 milhões de viagens em 2019), divulgou hoje o INE.
Dois homens voltaram a assaltar a mesma mercearia em Lisboa no espaço de 24 horas, mas acabaram travados pela PSP com bacalhau, polvo e vários artigos furtados na posse.
A associação de defesa do consumidor Deco Proteste fez várias recomendações, um ano depois do pagamento, nomeadamente a criação e manutenção de um ‘kit’ de emergência, com bens essenciais e estojo de primeiros socorros.
As temperaturas máximas vão descer significativamente na quarta-feira podendo ser de menos 08 graus Celsius em algumas regiões do continente, quebrando-se a possibilidade de uma onda de calor, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Há casas municipais ocupadas sem contrato, rendas que ficam por pagar durante anos e até situações em que a mesma casa é usada por várias pessoas em turnos. O cenário não é novo, mas continua pouco transparente. E é isso que o CHEGA quer mudar.