GNR avança com “e-Guard” para socorro à população sénior do distrito de Bragança

O comando distrital da GNR de Bragança vai implementar ao longo de 2025 o projeto “e-Guard”, de forma a prestar ao auxílio imediato à população mais idosa que vive isolada ou em situação vulnerável neste distrito do interior.

© GNR

“O projeto ‘e-Guard’ está inserido numa estratégia que está no alinhamento da Guarda Nacional Republicana (GNR) para o ano de 2025, no distrito de Bragança, que está focada nas pessoas, no âmbito da prevenção criminal e policiamento comunitário, como prioridades”, explicou hoje à agência Lusa, o oficial de relações públicas do comando da GNR em Bragança, Vítor Romualdo.

O projeto “e-Guard” assenta num equipamento eletrónico que procura desenvolver uma resposta integrada de segurança, ação social e saúde, especialmente dirigido às pessoas mais vulneráveis, como “uma resposta eficaz no socorro e apoio aos maiores de 65 anos”.

“Este projeto já se encontra implementado em alguns comandos distritais da GNR, havendo agendamentos para alguns municípios dos distrito de Bragança, para o mês de fevereiro. A seleção das pessoas vai ao encontro dos idosos sinalizados durante a operação anual Censos Sénior, respondendo a critérios de dependência, incapacidade, solidão ou isolamento”, vincou este oficial da GNR.

De acordo com o tenente-coronel Vítor Romualdo, a utilização do dispositivo “e-Guard” vai permitir aos idosos um maior tempo de permanência nas suas residências, “conferindo segurança na sua zona de conforto através de uma rede de resposta rápida ao cidadão”.

“O idoso que usar este equipamento vai estar ligado 24 horas por dias e sete dias por semana a um militar que se encontra na sala de situação da GNR, podendo comunicar para colmatar a solidão, caso de doença súbita ou até relatar algum incidente de ordem pública que ocorra”, disse.

O idoso a que seja atribuído este equipamento, após análise à sua situação, estará em contacto permanente através de uma ligação direta à GNR, no distrito de Bragança.

Por outro lado, e suspeitando de alguma anomalia, a GNR também pode entrar em contacto com o idoso e caso necessário desloca-se uma patrulha ao local para verificar o que está a acontecer, porque o aparelho está dotado de uma componente de georreferenciação, e assim ser prestado auxílio ao nível da saúde ou segurança.

Segundo Vítor Romualdo, quando o utente carrega no botão SOS do aparelho aparece um alarme no portal de monitorização instalado na sala de situação do comando distrital da GNR.

“Através deste contacto, é de imediato verificada e monitorizada a situação do utente/idoso e, caso seja, necessário, aciona-se a deslocação de militares da GNR para o local. É quase como ter um guarda à porta”, explicou à Lusa este oficial responsável pelo projeto no comando da GNR de Bragança.

O serviço “e-Guard” pode também ser utilizado em situações de burla ou de furto, incêndios na redondezas, se um idoso estiver perdido ou desorientado (georreferenciação) ou com doença súbita.

Dados avançados à Lusa pela GNR indicam que no distrito de Bragança, nos últimos cinco anos, foram registados entre 250 a 300 casos de doença súbita junto da comunidade idosa, o que se traduz numa média de mais de 50 ocorrências deste género por ano, em que várias ocasiões os idosos já são encontrados tarde e sem vida.

“No distrito de Bragança, e perante o número de idosos encontrados sem vida em casa, há duas linhas de orientação: a primeira são idosos que vivem sozinhos e que passados um dia ou dois os vizinhos estranham a sua ausência e alertam as autoridades, e deparamos com o idoso já cadáver”, explicou.

Há ainda outras situações em que o idoso vive com familiares mas na sua ausência é vítima de uma doença súbita.

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