Surto de Hepatite A em Setúbal com cerca de 20 casos

A Unidade Local de Saúde da Arrábida informou hoje que está a acompanhar um surto de hepatite A, que já terá afetado cerca de 20 pessoas, uma em estado grave, numa comunidade de Setúbal.

© D.R

“A Unidade de Saúde Pública da Unidade Local de Saúde da Arrábida (ULSA) está a acompanhar um aumento de casos de hepatite A no concelho de Setúbal”, refere a ULSA em nota de imprensa, segundo a qual, “até à data, não foi estabelecida associação com o eventual consumo de alimentos específicos ou água contaminada”.

“A maioria dos casos são adolescentes com uma média de idade de 12 anos. Até ao momento, foi identificado um caso mais grave que permanece internado”, lê-se na nota.

Fonte do Hospital de São Bernardo, principal unidade hospitalar da ULSA, confirmou, entretanto, que o caso mais grave é de uma menina, que foi transferida para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde permanece internada.

A ULSA adianta também que está a reforçar medidas de saúde pública e que, para conter a transmissão da doença, a autoridade de saúde já iniciou uma campanha de vacinação de crianças que terão estado em contacto com aquelas que contraíram a doença em contexto escolar.

A vacinação, esclarece a nota de imprensa, está a ser efetuada na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de São Sebastião, estando agendada para hoje, uma segunda sessão vacinal em contexto comunitário.

“Paralelamente, estão a ser divulgadas medidas de prevenção à comunidade educativa envolvida e organizadas sessões de esclarecimento, destinadas a encarregados de educação, para esclarecer as dúvidas existentes”, adianta a Unidade de Saúde Local da Arrábida.

“Foi também solicitada a colaboração de entidades externas de apoio social”, sublinha a ULSA, alertando para a importância do cumprimento rigoroso das medidas de saúde pública, nomeadamente, a “lavagem das mãos antes e depois das refeições, higienização dos espaços de confeção de alimentos, cuidados reforçados com a higiene pessoal, especialmente da região genital e perianal, antes e após o uso de instalações sanitárias e após relações sexuais”.

A ULSA salienta, ainda, que “a vacinação contra a hepatite A (após avaliação e risco de exposição realizada pela autoridade de saúde) e a adoção de boas práticas de higiene pessoal, familiar e doméstica continuam a ser as formas mais eficazes de prevenir a doença”.

Contactada peça agência Lusa, fonte oficial da Câmara de Setúbal disse que a autarquia está a acompanhar a situação em colaboração com a autoridade de saúde.

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