Provas-ensaio dos 4.º, 6.º e 9.º anos arrancam sob ameaça de greve

Os professores vão poder fazer greve às provas-ensaio do novo modelo de avaliação externa, que começam na próxima segunda-feira com os alunos dos 4.º, 6.º e 9.º anos a demonstrar os seus conhecimentos de Português.

© LUSA/JOSÉ SENA GOULÃO

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) entregou um pré-aviso de greve que abrange todos os docentes convocados para tarefas relacionadas com as provas-ensaio, que podem ir desde o trabalho de secretariado de exames, à vigilância ou classificação das provas.

A atual equipa do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) desenhou um novo modelo de avaliação externa, substituindo as provas de aferição dos 2.º, 5.º e 8.º anos, por provas nos 4.º e 6.º anos, realizando este ano, pela primeira vez, as provas de Monitorização da Aprendizagem (ModA).

Antes das provas, que vão realizar-se entre meados de maio e o início de junho, o MECI decidiu levar a cabo testes para que os alunos possam ter contacto com a plataforma eletrónica de realização de provas, mas também para avaliar a capacidade tecnológica das escolas e identificar problemas que precisem de ser corrigidos atempadamente.

A Fenprof não concorda com a ideia de “ensaiar um novo modelo de provas de aferição que, na verdade, pelo seu formato, são a recuperação das provas de final de ciclo que vigoraram no mandato de Nuno Crato” e depois de publicar os resultados da escolas a nível nacional, “o que faz supor a posterior divulgação de rankings”, afirma a federação sindical em comunicado divulgado hoje.

A federação condena também o “evidente cariz de exame” destas provas e denuncia a forma como a administração educativa pretende levá-las a cabo: A classificação das provas “compete à bolsa solidária de professores classificadores”, constituída pelos professores previamente indicados pelos diretores escolares, sublinha a Fenprof citando o documento enviado para as escolas.

A Fenprof vê neste processo “mais este atentado” à dignidade do exercício da profissão docente “que vem sofrendo crescentes abusos que sobrecarregam, sistematicamente, os horários de trabalho” e por isso entregou pré-avisos de greve que abrangem todas as atividades relacionadas com estas provas-ensaio.

A greve começa na segunda-feira, 10 de fevereiro, primeiro dia daquelas provas, que terminam apenas no final do mês, segundo o calendário do Júri Nacional de Exames (JNE).

Na próxima semana, os alunos dos 4.º e 6.º anos realizam testes às provas ModA de Português e os do 9.º às provas finais do ensino básico. Na semana seguinte, os alunos do 4.º ano serão chamados para demonstrar os seus conhecimentos de Inglês e os do 6.º de História e Geografia. Já na última semana de fevereiro, será a vez das provas-ensaio de Matemática.

As provas têm a duração de 45 minutos e os alunos poderão realizá-las no mesmo dia e à mesma hora em que tinham a disciplina no seu horário, “pois pretende-se que estas provas não causem perturbação no funcionamento normal da escola”, sublinha o JNE.

As provas ModA são de realização obrigatória e de aplicação universal, tendo os alunos que realizar sempre três provas: Português e Matemática (com componente de Estudo do Meio no 4.º ano e componente de Ciências Naturais no 6.º ano), e uma outra disciplina que é rotativa, a cada três anos.

Últimas do País

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prolongou até à meia-noite de hoje o aviso amarelo para o distrito de Faro, a advertir para a possibilidade de precipitação por vezes forte, e acompanhada de trovoadas.
A PSP identificou cerca de três dezenas de pessoas numa operação de fiscalização no Bairro Alfredo Bensaúde, em Lisboa, onde terão sido feitos disparos com armas de fogo proibidas na noite da passagem de ano, disse hoje fonte policial.
O número de mortos em acidentes de viação registados pela PSP subiu para seis na última semana, após um despiste na sexta-feira que feriu a morte de dois ocupantes do veículo, segundo o balanço da operação Festas em Segurança.
Quatro pessoas morreram em acidentes de viação na sexta-feira, três em atropelamentos e uma em despiste, elevando para 13 o número de mortos registados pela GNR durante a Operação “Natal e Ano Novo 2025/2026”, iniciada em 27 de dezembro.
Um homem de 25 anos, suspeito da prática de duplo homicídio, do qual foi vítima uma criança de nove anos, na cidade de Setúbal, foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) na zona norte do país, foi hoje revelado.
Os maiores tempos médios de espera para doentes urgentes variaram, às 08h30 de hoje, entre as mais de 10 horas no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, e quase três horas no Hospital São João, no Porto, segundos dados oficiais.
Crimes aumentam mais de 20% e pelo menos 24 vítimas são mulheres. O último homicídio aconteceu nas horas finais do ano, à beira-mar, na Figueira da Foz.
Quatro serviços de urgência hospitalares de Ginecologia e Obstetrícia vão estar encerrados no sábado, subindo para cinco no domingo, a maioria na região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo dados do Portal do Serviço Nacional de Saúde.
O INEM começou esta sexta-feira a aplicar um novo sistema de atendimento das chamadas recebidas nos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), que prevê cinco níveis de prioridade, à semelhança da triagem usada nos hospitais.
Uma explosão seguida de incêndio que ocorreu na quarta-feira num prédio em Alcântara, em Lisboa, deixou desalojadas um total de oito pessoas, três do imóvel diretamente afetado e cinco do bairro vizinho, revelou hoje a Proteção Civil Municipal.