Alunos com necessidades em ensino doméstico não precisam de ir a exame

Os alunos com necessidades educativas específicas que estudam em regime de ensino individual e doméstico vão passar a estar isentos de realizar provas de equivalências, provas finais do ensino básico e exames nacionais.

© D.R.

A alteração consta de um decreto-lei publicado hoje em Diário da República que abrange os alunos “abrangidos por medidas adicionais de suporte à aprendizagem e à inclusão, com adaptações curriculares significativas”.

Até agora, esses alunos tinham de realizar provas de equivalência à frequência, provas finais do ensino básico e de exames finais nacionais para passar de ano se estudassem em regime de ensino individual e doméstico, ao contrário dos colegas em situação semelhante, mas a estudar numa escola.

No texto do diploma, o Governo refere que essa exigência coloca os alunos do ensino individual e doméstico “numa situação de desvantagem comparativa”.

“Muitos dos alunos que frequentam as modalidades de ensino individual e de ensino doméstico apresentam condições que, por circunstâncias de natureza física, sensorial, cognitiva, socioemocional ou por outras necessidades educativas significativas, impedem a realização de provas de avaliação externa, tanto pela complexidade das suas necessidades educativas, como pela dificuldade de adaptação ao ambiente escolar formal”, justifica o decreto.

Assim, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação equipara os alunos com necessidades educativas específicas em ensino individual e doméstico àqueles que frequentam os ensinos básicos e secundário em estabelecimentos de ensino e que estão dispensados de realizar provas e exames finais nacionais à luz do regime jurídico da educação inclusiva, em vigor desde 2018.

Últimas do País

O secretário-geral da Câmara Municipal de Lisboa, Alberto Laplaine Guimarães, é um dos quatro detidos hoje no âmbito da operação 'Lúmen', que investiga a prática de alegados crimes económicos, incluindo corrupção, em contratos públicos para iluminações de Natal.
O Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS) alertou esta terça-feira que os distritos com maior carência de médicos nos últimos anos foram especialmente afetados pelo aumento da mortalidade infantil e materna em 2024, estimando novos agravamentos em 2025 e 2026.
Dois homens tentaram retirar uma criança do interior de um veículo, onde se encontrava numa cadeira de bebé, à porta de uma creche. A mãe conseguiu reagir a tempo e abandonar o local, evitando o pior. A Polícia Judiciária está a investigar o caso.
O Tribunal de Leiria condenou hoje seis homens a penas entre os sete e os nove anos e três meses de prisão pelo crime de tráfico de droga agravado, cocaína importada dissimulada em caixas de banana.
O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro (CCDRC) disse hoje que a maioria das 18 mil candidaturas para a reconstrução de casas na região ainda não foi aberta por falta de mão de obra.
A Polícia Judiciária (PJ) realizou hoje uma operação policial nos Açores e em Lisboa, no âmbito de um inquérito por “suspeitas do favorecimento de uma companhia aérea por parte de uma entidade pública” e constituiu cinco arguidos.
Doente oncológico com décadas de descontos recebe apenas metade do salário e ainda tem de provar que está doente. Parlamento rejeitou apoio a 100%. CHEGA defende que “quem enfrenta o cancro não pode perder também o sustento da sua família”.
O Governo estendeu para 30 de junho o prazo para limpeza dos terrenos nos municípios abrangidos por declaração de calamidade, no âmbito da gestão de combustível na rede secundária, estabelecendo 31 de maio como limite para os restantes concelhos.
A GNR intercetou um veículo que efetuava transporte público de passageiros sem licenciamento, na Estrada Nacional 362, no distrito de Santarém, após uma denúncia, divulgou hoje aquela força de segurança.
Mais de 80% dos bombeiros da corporação de Sever do Vouga, no distrito de Aveiro, passaram à inatividade em rutura com a direção da Associação Humanitária.